Marvel 1602 de Neil Gaiman foi já uma excelente surpresa. Utilizando conhecidos heróis da Marvel, Neil Gaiman recuou 400 anos, e colocou-os entre a Inglaterra da Rainha Elizabeth e a primeira colónica inglesa, Virgina, criando um Universo Alternativo. Nesta outra linha história, Virginia teria vingado graças à ajuda dos Índios.

Deste volume fazem parte duas das três sequelas de Marvel 1602: New World e Fantastick Four. Se em Marvel 1602 tínhamos seguido os heróis numa aventura em torno das pressões internacionais políticas que se faziam sentir na época (Inglaterra torna-se independente da Igreja Católica ao se tornar protestante, e em Espanha a Inquisiação ganha força sob o poder do rei Filipe), em New World assistimos ao desenvolvimento de Virginia.

Nesta nova colónia continua a existir a necessidade de heróis que salvem a aldeia dos dinossauros e que sejam capazes de impedir o massacre dos índios: surgem assim Hulk e Homem-Aranha. Tal como na história original, o Homem-Aranha é um rapaz que trabalha na única tipografia da colónia, sob o comando do editor da revista, e apaixonado pela filha do editor, a famosa Virginia. Virginia é uma personagem conhecida do livro anterior, o primeiro bebé a nascer na nova colónia, uma rapariga capaz de se transformar em qualquer animal quando ameaçada.

Fantastick Four é uma aventura muito mais interessante, com pequenos episódios cómicos. No 1602 original tínhamos já conhecido os Fantastick Four, um grupo de aventureiros que viajam pelo Mundo num barco. Nesta nova aventura, o grupo participa com Shakespeare numa peça teatral, quando este é raptado pelo vilão Doom. Para salvar o dramaturgo viajam até ao fim do Mundo, mas não sozinhos – Storm raptou uma jovem para a salvar (pensa ele) de um casamento infeliz. No fim do Mundo encontram… uma cidade que corresponderá à mítica Atlântida.

Para além do excelente aspecto gráfico e da qualidade das imagens, esta edição prima também pela encadernação cozida de lombada direita. De realçar que a capa não tem o aspecto avermelhado que aparece na imagem – ou seja, uma edição de luxo.