Black Orchid – Neil Gaiman

Com história de Neil Gaiman, Black Orchid era uma das BD’s que há mais tempo me tinha captado, mas só recentemente tive oportunidade de ler. A história tem como heróina principal Orquídea Negra, uma personagem que pode ser encontrada em diversas séries de BD’s, como Adventure Comics, The Phantom Stranger ou Crisis on Infinite Earth.

Personagem de origem peculiar, reúne vários super poderes, entre os quais, a capacidade de voar e a invulnerabilidade a balas. Para além destes poderes, a capacidade que mais caracteriza esta personagem é a do disfarce, que utiliza de forma peculiar nas suas aventuras, incorporando organizações criminais através de papéis secundários: empregada, secretária ou namorada.

Black Orchid é uma das poucas histórias que se centra apenas nesta personagem, iniciando-se com um episódio de violência bruta que termina com a rápida morte da personagem principal: um início pouco usual em que os vilões se decidem contra todos os clichés e resolvem o assunto em mãos de forma rápida e competente.

Mas com a morte da primeira Orquídea Negra nasce uma segunda, no jardim de Philip Sylvian, o botânico que terá criado híbridos entre plantas e humanos a partir da amiga de infância e ex-namorada, Susan Linden-Thorne. Apenas com imagens da vida anterior, para a segunda Orquídea Negra tudo é familiar, mas nada conhecido, e Philip morre antes de lhe contar toda a história por detrás do seu aparecimento. No meio da chacina, nasce uma terceira Orquídea Negra no jardim, e ambas partem em busca de conhecimento e paz.

Black Orchid divide-se em três momentos distintos que correspondem aos três volumes: um primeiro repleto de memórias e flashbacks, um segundo centrado na busca pela identidade da própria heroína, e um terceiro caracterizado pelo isolamento da civilização. Esta é uma história melancólica e pausada, que não poupa as personagens principais de momentos violentos, tornando-se numa história pausada de heróis totalmente oposta aos comics típicos: sem movimentações mirabolantes ou escapatórias impossíveis.

4 pensamentos sobre “Black Orchid – Neil Gaiman

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