Wastelands: Stories of the Apocalypse (Parte 2)

wastelands

(continuação de Part 1: The End of The Whole Mess de Stephen King, Salvage de Orson Scott Card, The People of Sand and Slag de Paolo Bacigalupi, Bread and Bombs de M. Rickert)

How We Got In Town and Out Again, de Jonathan Lethem foi outro dos contos que me desanimou. Após um início interessante desenrolou-se num final inconsequente e abrupto. Nesta história as cidades permanecem fechadas a pedintes ou pessoas que não se tenham provado como capazes de sobreviver. Colando-se a um pequeno circo moderno, dois jovens conseguem entrar na cidade e participar no concurso do circo: uma série de provas num labirinto construído com pedaços de tecnologia antiga, robots, filmes ou jogos que deixam de poder ser interpretados neste contexto apocalíptico.

Segue-se o conto de George R. R. Martin, Dark, Dark Were the Tunnels, sem dúvida um dos melhores do conjunto. Neste conto a humanidade divergiu quando a Terra ficou demasiado radioactiva para ser possível sobreviver na sua superfície. Desta forma, os seres humanos que se encontravam na Terra apenas puderam sobreviver no subsolo, em túneis profundos. Com a radioactividade a acelerar a probabilidade de mutações, foram sendo seleccionadas as que poderiam dar alguma vantagem evolutiva nestas condições: os seres humanos tornam-se pequenos, quase cegos e desenvolvem capacidades psíquicas que lhes permitem comunicar entre eles, e com animais com os quais caminham os túneis.

Paralelamente, os seres humanos que permaneceram na base lunar viram-se isolados de qualquer contacto, sem meios para sustentar todos os que lá permaneciam, sem tecnologia suciente nem pool genético para continuarem como população humana saudável. Poucos séculos mais tarde retornam à Terra, procurando restos da civilização que os poderá ajudar a recuperar, e encontram alguns túneis antigos onde algo os espreita. A história decorre sempre no mesmo espaço, intercalando o ponto de vista de ambos os humanos. Uma história simples, mas excelente que se baseia na nossa própria interpretação da inteligência dos animais que vemos, fazendo um paralelismo entre o aspecto e a percepção.

As duas histórias seguintes parecem fragmentos de uma história maior, sem a qual não passam de pequenos episódios, mais interessantes pelo cenário apresentado do que propriamente pela cena descrita. Em Waiting for the Zephyr acompanhamos Mara, uma jovem que, no interior desolado, sonha poder chegar às grandes cidades. A oportunidade chega com a passagem de um grupo ambulante pela cidade mas, sabendo das suas intenções, a família prende-a. Por sua vez, Never Despair de Jack McDevitt conhecemos dois aventureiros, os dois membros restantes de uma expedição de seis, que, partindo em busca do local chamado Haven, estão agora a pensar desistir. Acabam por pernoitar numas ruínas e é aqui que Chaka, uma das aventureiras, conhece uma figura fantasmagórica (ou simplesmente uma emissão tridimensional) que conhecia as cidades desaparecidas de outrora, e a convence a persistir.

when sysadmins

When Sysadmins ruled the earth

When SYSADMINS Ruled The Earth de Cory Doctorow é outro dos contos excelentes deste conjunto. Num mundo em tudo semelhante ao nosso, abate-se uma misteriosa epidemia que, em poucas horas, provoca milhares de mortos. Paralelamente, uma série de grupos terroristas aproveita-se para lançar bombas ou atear fogos. Como resultado, persistem apenas alguns administradores de sistema que tinham sido chamados para resolver uma emergência informática, e que, estando num edifício hermeticamente isolado, conseguem sobreviver. Permanece, também, a internet, através da qual vão comunicando com outras partes do globo e, permanecem os bots, os vírus e o SPAM, num sistema que agora tem poucos utilizadores humanos.

3 pensamentos sobre “Wastelands: Stories of the Apocalypse (Parte 2)

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