No topo encontra-se Dicionário do Diabo de Ambrose Bierce. Esta pequena, mas caricata edição pela Tinta da China é literalmente um pequeno dicionário ilustrado onde são expostos conceitos conhecidos sob uma outra perspectiva. Eis parte da sinopse:
No seu estilo deliciosamente sarcástico, com um humor satírico inteligente, o autor assume o papel do Diabo para subverter o sentido que habitualmente atribuímos às palavras. Bierce inventou um dicionário politicamente incorrecto, capaz de provocar tudo e todos. O seu humor é hoje tão acutilante como há cem anos atrás.
Acompanhando este dicionário encontram-se outros dois pequenos livros, Os conjurados de Jorge Luís Borges e Inxalá, de Carlos Quiroga, publicados na colecção Biblioteca de Verão pelo Diário de Notícias. Por sua vez, a Viagem é uma edição bilingue de contos de ficção científica e fantástico, publicada há vários anos pela Simetria. Entre os autores encontramos vários nomes desaparecidos no cenário de publicação recente como Daniel Tércio ou Maria de Menezes, com obras publicadas na antiga colecção de SF da caminho.
Tendo gostado das publicações da Prado onde participa a autora Patrícia Portela, resolvei experimentar algo só da autora. O lado encontra-se Contos do Gin-Tonic de Mário-Henrique Leiria, um daqueles livros que ando há anos para adquirir. Eis finalmente, e aqui fica a sinopse:
Os Contos do Gin-Tonic são já um clássico da literatura surrealista, sabemos disso. Continuamos a lê-los e a relê-los, ano após ano, pelos dias fora, pelas noites dentro, sozinhos, em casa, aos amigos, em cafés, em bares, em teatros, nas ruas, à luz de um candeeiro qualquer, numa esquina errante, num espaço algures, de súbito reinventado, traduzido, recriado do fundo da noite pela força motriz destas histórias rocambolescas, destes contos que recriam seres e situações, vidas, paixões e desesperos, recortes erráticos de um outro real, forçando-nos, sem dor, a parir mundos e a abraçar outras formas de pensamento… uma outra e mais ágil maneira de ver… é esta a força viva do surrealismo, nas palavras gritadas pelo buril de Mário-Henrique Leiria.
E eis o que uma passagem na Fyodor books me faz à carteira. Para além do Dicionário do Diabo ainda “tive” de trazer estes dois!





ballard é sempre ballard. o poeta das vias rápidas sob o céu azul dos dias de sol quente. os gin-tonic têm um aviso de abertura delicioso…
há muitos, muitos anos (20?) tentei ler um livro de Ballard. A idade era outra. A ver se agora a impressão é outra 🙂 tenho grandes expectativas para o gin-tonic 🙂
Já li o Elefante Evapora-se. É interessante, mas não gostei muito do facto de me interessar pelos contos para que nenhum deles tenha um final.
🙂 os primeiros livros do murakami gostei muito, O útlimo que li já fartei um pouco. Alguns anos depois a ver como corre voltar a ler alguma coisa dele !