Novidade: Torpedo 1972 – Vol.6

A série Torpedo chega ao final com um volume de desenhador diferente, Eduardo Risso. Este volume retrata a velhice de Torpedo que, dadas as circunstâncias, não pode ser uma pausa calma e relaxante como a de outros idosos:

Torpedo 1972, é o último volume desta colecção, que termina na próxima quinta feira 8 de Março. Uma nova etapa para o nosso gangster favorito, agora com mais de setenta anos, desenhado já não por Jordi Bernet – cuja parceria com Abulí terminou – mas pela mão do argentino Eduardo Risso, desenhador bem conhecido dos leitores portugueses, através das edições da Levoir: Batman Noir, Parque Chas, ou Batman: Uma História Verdadeira. Risso apresenta-nos um Torpedo a cores, envelhecido, mas que continua refinado na sua maldade mantendo as virtudes que o tornaram grande no mundo do crime. Risso passa com distinção na dura prova de substituição de Bernet.

A razão para este inesperado regresso, explica-a Abulí de maneira simples: “os anos passaram e como eu também envelheci um pouco, pareceu-me interessante imaginar como seria o Torpedo em velho(…). É um Torpedo que ganhou muitas coisas (rugas, quilos, experiência) e perdeu outras (reflexos, musculatura, agilidade) mas que conserva o seu famoso mau feitio.”

Torpedo com mais de setenta anos já não vive como antes: não tem as casas espectaculares, nem as grandes limusines… vive num pequeno apartamento no Bronx, onde passa o dia inactivo, alimentando-se dos pombos que consegue apanhar no parque. É um homem em plena decadência: aleijado de uma mão, enrugado, sofrendo de Parkinson, o mundo trata-o de forma desapiedada, da mesma maneira que ele sempre tinha tratado os outros. É uma velha glória, embora não esteja consciente de sê-lo. À primeira vista tudo indica que a sua trajectória criminal tinha terminado para sempre. Até que Rascal se encontra com um jornalista do Wall Street Journal que decide fazer uma reportagem sobre essa lenda viva do crime nova-iorquino e desenterrar o passado de Torpedo, voltando a revitalizar um personagem que apesar da idade, conserva toda a energia e toda a contundência dos velhos tempos. Como diz Abulí “erva ruim não morre”.

 

 

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