O Último Sopro dos Mortos – Davide Garota

O Último Sopro dos Mortos é um dos mais recentes lançamentos da editora Escorpião Azul. A ideia é engraçada (sem ser totalmente original), a história tem alguns clichés, mas desenvolve-se bem, com uma boa sucessão de episódios de acção onde se joga com o conceito da morte. O desenho não é perfeito mas vai funcionando.

Em O Último Sopro dos Mortos um assassino profissional encontra-se a Morte, à sua espera, em casa. A sua hora chegou, mas tem a possibilidade de continuar a existir, se fizer um pacto, ganhando anos de vida com a morte de outras pessoas. Este assassino tem fortes motivos para aceitar, pois pretende continuar a juntar dinheiro para os tratamentos da filha.

Ao serviço da Morte, este assassino fica invulnerável e quando aceita os usuais serviços vai ceifando mais vidas do que aquelas para as quais foi contratado – algumas por justiça, outras por arrasto. A cada página sucedem-se as mortes mais caricatas e violentas, numa história carregada de acção, onde não faltam, sequer, as perseguições.

O Último Sopro dos Mortos é uma leitura rápida, onde a narrativa se move em cima destes episódios de acção. Existem alguns momentos mais pausados que exploram as motivações da personagem, e o autor consegue fazer-nos criar alguma ligação com este assassino que, até, tem alguma ética no seu trabalho.

Não é uma obra excepcional. A narrativa tem uma leitura directa, ainda que, no final, tente algo diferente. Não há lugar a introspecção ou a pensamentos profundos. Por outro lado, o desenho acompanha a narrativa, dando-lhe a devida velocidade, mas também lhe conferindo alguns elementos caricatos, recorrendo a algum exagero nas expressões e nos estereótipos (nem sempre os usa bem).

Mas, também visualmente tenho alguns problemas com o desenho, sobretudo quando apresenta imagens mais rabiscadas, sem grande textura no preenchimento e sem grande cuidado no traço – como a primeira que aqui apresento.

Concluindo, é uma leitura com algum humor negro, carregada de acção, que tem uma boa velocidade, mas que não me fascinou nem em termos narrativos nem em desenho. Este volume foi publicado pela Escorpião Azul.

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