229 – Solo Leveling – Vol. 6 – Dubu e Chugong – Apesar do ciclo repetitivo de luta num novo portal com mais e mais poderosos monstros, a história entre os momentos de acção é um bom balanço, apresentando elementos cada vez mais intrigantes. E mesmo nos momentos de batalha, vão sendo deixadas pistas para o que se passa com os caçadores e os portais. Apesar de inteligente, a personagem principal não tem como foco esta descoberta, mas apenas aumentar os rendimentos de forma justa, caçando monstros, de forma a pagar os tratamentos da mãe. No seu modelo de lutas constantes com monstros diferentes, Solo Leveling consegue manter o interesse do leitor e ultrapassar um pouco o sentimento de um ciclo repetitivo. Como defeito, realçaria a impressão sendo que nalgumas páginas em que o desenho tem grande densidade cromática, as ocasionais letras vermelhas são de difícil leitura;
230 – Kaiju n.º8 – Vol. 1 – Naoya Matsumoto – Esta nova série de Mangá, lançada em Portugal pela Devir, parece repetir o estilo de batalhas sucessivas contra monstros. Neste caso, a variação advém da personagem principal que adquire os poderes (e o aspecto) dos monstros que pretende combater, controlando a sua transformação. Dentro do género, contém o ciclo expectável de batalhas, investindo q.b. nas motivações das personagens. É provável que pegue em mais um ou dois volumes por forma a perceber se é uma série que valha a pena seguir;
231 – Simbiontes – Gerson Lodi-Ribeiro – Este livro pertence a uma série de Space Opera, Aeternum Sidus Bellum, ainda que possa ser lido independentemente. Ou pelo menos eu li-o sem ler os restantes e não tive problemas em perceber o contexto. A história decorre num futuro distante em que a humanidade dominou as viagens interestelares e se encontra em Guerra com uma outra civilização. Esta guerra dura há algum tempo e dos dois lados há outras espécies aliadas. O volume começa por nos apresentar o quotidiano de uma nave humana com uma missão curiosa, alternando (com menor extensão) com a perspectiva dos adversários. O autor vai apresentando detalhes que explicam uma forma diferente de pensar (e de reagir). Dentro da nave humana encontramos outras espécies com os quais os humanos convivem e se interligam. A história é, portanto, movimentada, sendo esta movimentação conferida pela alternância de perspectivas e pela componente bélica. É uma leitura interessante que me cativou e é provável que vá pegar noutros livros desta série;
232 – Monster – Vol. 1 – Naoki Urasawa – Trata-se de um dos grandes lançamentos de Manga deste ano pela Devir e, apesar do nome, não apresenta criaturas monstruosas. O monstro é, afinal, um ser humano horrível. A história centra-se num médico japonês que faz carreira num hospital alemão. A sua genialidade dá-lhe destaque junto das altas chefias, mas este médico tem como principal objectivo cuidar dos seus doentes e não a política, o que lhe irá causar alguns dissabores. Gostei bastante deste primeiro volume. A narrativa é intrigante, com momentos mais pausados e mais movimentados, ainda que a acção seja pontuada ao estritamente necessário. Irei, com certeza, continuar a leitura.
