
Curiosa com o título e com algumas páginas que se encontravam disponíveis, resolvi adquiri esta história de volume único da Image. Ainda que tenha encontrado algo diferente do esperado, a verdade é que não fiquei desiludida.
A história centra-se numa entidade, Blue Eyes que renasce sucessivamente em Universos diferentes. A sede de justiça e a procura de quem amou noutra vida, faz com que a maioria das suas existências termine de forma abrupta e violenta. Raramente morre de velhice. Por vezes, morre com a vinda de uma outra entidade que elimina o mundo em que se encontra.



De renascimento em renascimento, as suas existências são cada vez mais efémeras, cada vez mais curtas e abruptas. Mais de 500 vidas depois, o ciclo parece prolongar-se sem fim, apesar de cada vez mais curto. Até ser direccionado para usar estas vidas numa outra direcção.
Cada vida possui um estilo gráfico diferente, por um desenhador diferente. A premissa permite a apresentação de mundos futuristas e quase mágicos, resultando em cenários fascinantes, personagens comuns e caricatas. Já do ponto de vista narrativo, o início é ligeiramente confuso e pouco explicativo, mas algumas páginas depois percebe-se o conceito.



A maioria das vidas é retratada num episódio curto, focando-se no seu final e, apesar da confusão inicial, o desenvolvimento prossegue de forma relativamente simples, mas, claro, saltitante, retirando-nos rapidamente de uma realidade para outra, o que pode causar alguma quebra de empatia para com o que está a acontecer.
O resultado é uma história relativamente simples, contada de forma peculiar, em que saltitamos tal como a personagem principal, de existência em existência. Visualmente possui momentos excelentes e constituiu uma leitura agradável, ainda que não tenha atingido, a meu ver, o patamar do fenomenal.



