Novidade: Conversas com os putos e com os pais deles – Álvaro

Lembram-se do livro Conversas com os putos? Recordo-vos rapidamente! O livro foi o premiado com o Prémio Nacional de Banda Desenhada do Amadora BD 2017 para o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas e retrata o autor enquanto explicador de Geometria Descritiva. Tratam-se de várias cenas divertidas e inusitadas! Este ano o autor lança Conversas com os putos e com os pais deles – deixo-vos a sinopse, bem como algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Não sei se ria ou se chore.”, “Aquilo é real?”, “Há por ali muito pouco de ficcional, não há?” ou “Aquilo aconteceu mesmo?” foram algumas das reacções a estes episódios de banda desenhada do primeiro volume do Conversas com os Putos que me ficaram na memória.
Um colega dos meus tempos da escola secundária, por volta da década de 80 do século passado, ao ler algumas destas tiras disse-me. “Nós na altura também éramos assim.”
Pooooois… Sim e não.
Há diferenças.
Nós quando andávamos na escola não passávamos 24 horas por dia agarrados a um ecrã portátil.
OK, está bem, ainda não existiam. Mas há mais diferenças.
Quando falhávamos alguma resposta por incapacidade de processamento ou por ignorância tínhamos vergonha. Hoje, por exemplo, não é raro depararmo-nos com miúdos do secundário que não sabem quanto é 18 a dividir por 3. E o problema não é o não se lembrarem da papagaiada da tabuada. É pior. Não sabem como lá chegar. E a coisa não fica por aí. Nem tentam lá chegar, nem se preocupam e ainda se riem enquanto pegam no telefone esperto e fazem a conta (18 a dividir por 3, repito) na calculadora.

Nós, naquela altura, fazíamos de tudo para sair do ninho.
Hoje, muitos dos actuais adolescentes ainda nem sequer saíram do ovo.

Mas aí, a culpa não será exclusivamente deles…

 

 

 

Evento: Lançamento – Os Contos mais arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft

A Saída de Emergência lança, no MotelX, o livro Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft, uma edição especial e ilustrada por 22 artistas nacionais: Miguel Ruivo, Joana Afonso, Ricardo Cabral, Luís Cavaco, Darsy Fernandes, Bárbara Lopes, Cláudia Guerreiro, Carlos Fernandes, Marta Teives, Raquel Costa, Miguel Jorge, Ricardo Venêncio, Mosi, Miguel Mendonça, Leonor Pacheco, Filipe Alves, Diana Andrade, Fábio Vera, Filipe Andrade, João Maio Pinto, Luís Morcela, Luís Corte Real.

O lançamento decorrerá no dia 6 de Setembro, às 19h na sala 2 do cinema São Jorge, com apresentação do realizador Edgar Pêra e do músico Paulo Furtado (The Legendary Tigerman).

Eventos: Sci-fi LX 2018 – componente literária

Desde a workshops, a palestras, o programa do Sci-fi LX dedicado à literatura de ficção científica é extenso! Deixo-vos algumas sugestões (e, claro, não podia deixar de dar destaque àquelas em que participo):

Dia 14 – 16h – Onde estão as naves espaciais da literatura portuguesa?

A produção de ficção especulativa, mais propriamente de ficção científica escasseia e raramente se vê nas lojas carregadas de possíveis best-sellers de fácil consumo. Ainda assim, pequenas editoras como a Imaginauta ou a Editorial Divergência têm conseguido lançar boas histórias! Esta palestra pretende dar a conhecer o pouco, mas bom, que se faz por cá.

Dia 14 – 17h – Robots na ficção científica – catastróficos, ridículos e apocalípticos! – com João Barreiros

Os robots fazem parte da ficção há largos séculos. Oscilando entre a forma humana
e meros mecanismos, os robots na ficção podem ser assustadores, ameaçando a
espécie humana, ou cómicos, como entidades que não compreendem a ironia ou o
pouco lógico relacionamento entre humanos. Nesta pequena palestra apresentam-se
alguns bons exemplos na ficção científica.

António Macedo – O “Arquitector” de Universos – António de Sousa Dias

António de Sousa Dias apresenta uma homenagem a um dos mais prolíficos cineastas e escritores do Fantástico português. Conheçam a obra e o percurso de António de Macedo (1931-2017).

Homenagem a Ursula Le Guin – Coordenação: Luís Filipe Silva

Nesta homenagem à recentemente falecida Ursula Le Guin, Luís Filipe Silva coordena a partilha de excertos da obra da autora, que mais terão marcado os participantes. Se quiser ser um dos que partilharão estes textos, inscreva-se em: https://goo.gl/forms/l7qddvSap6aypkon2.
Sessão de Preparação: Sábado 14 de Julho, às 21 horas.
Sessão aberta ao público: Sábado 14 de Julho, às 22 horas

O Fenómeno da desmultiplicação – como escrever uma saga – Filipe Faria

Filipe Faria, conhecido autor de As Crónicas de Allaryia, uma saga de sete volumes publicada ao longo de nove anos (e talvez escrita ao longo de mais tempo) e Felizes Viveram uma Vez, partilha truques, atropelos e vitórias na elaboração de uma história longa em vários volumes para aspirantes a escritor.

Workshop – Como escrever um conto apocalíptico – Pedro Cipriano

Pedro Cipriano, autor premiado e fundador da Editorial Divergência, traz-nos um workshop sobre a escrita de contos apocalípticos.

Lançamento – Steampunk Internacional

A Editorial Divergência lança, no Sci-Fi Lx 2018, a Antologia Steampunk Internacional, um projecto conjunto desta editora nacional, da New Con Press do Reino Unido e da Osuuskumma da Finlândia. Nove autores de quatro países, publicados em três línguas: http://divergencia.pt/loja/steampunk-internacional/

O Apocalipse na Fantasia e na Ficção científica – Diogo de Almeida 

Os Mensageiros das Estrelas voltam a colaborar com o Sci-Fi Lx, desta vez com uma palestra de Diogo de Almeida sobre o Apocalipse na Fantasia e na Ficção Científica. Para saberem mais sobre a edição deste ano dos Mensageiros das Estrelas visitem: http://messengersfromthestars.letras.ulisboa.pt/

Experiências de BD e literatura – Leonor Ferrão, Miguel Jorge e Diana Pinguicha

Três artistas e três visões das artes! Nesta palestra será abordado a BD e a Literatura, enquanto artes modeladoras da vida

Como sobreviver ao fim do mundo – O Apocalipse na Literatura – Nuno Ferreira

O Nuno Ferreira falará da noção de Apocalipse na literatura, com dicas para sobrevivermos

Eventos: Sci-fi LX 2018

Cartaz da autoria de Edgar Ascenção

A menos de uma semana do evento (gratuito) vou começar a divulgar algumas componentes já anunciadas para o próximo fim de semana no Instituto Superior Técnico!

Isaque Sanches vem falar da relação entre a construção de narrativas e os videojogos

António de Sousa Dias apresenta uma homenagem a um dos mais prolíficos cineastas e escritores do Fantástico português. Conheçam a obra e o percurso de António de Macedo (1931-2017).

Entre os workshops disponibilizados este ano (em que se podem inscrever aqui) encontra-se um de Impressão 3D (dado por Artur Coelho) de Crochet, Amigurimi, pintura de miniaturas, desenho manga, criação de marcadores, como escrever um conto apocalíptico (por Pedro Cipriano) e de escrita criativa em Como Matar Personagens (de Bruno Martins Soares e Pedro Cipriano).

Assim foi: Lisboacon 2018

Lisboacon é um evento anual que decorre em Lisboa que tem como objectivo promover e divulgar jogos de tabuleiro. Este evento é de entrada livre e dispõe de um extenso espaço onde qualquer pessoa pode conhecer gratuitamente uma série de jogos de tabuleiro. Adicionalmente, pode ainda comprar jogos a um preço mais acessível do que é usual em várias lojas. Este ano o Lisboacon decorreu no pavilhão desportivo da escola José Gomes Ferreira, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica.

Ao chegar ao pavilhão deparamo-nos com uma série de mesas onde aguardam os mais clássicos jogos de tabuleiro, construídos em madeira e num formato maior do que é usual. Depois de passarmos um piso dedicado a RPG’s, e o salão onde decorrem os torneios (na qual estava uma mesa representando o Sci-Fi Lx – evento que irá decorrer no fim de semana de 14 e 15 de Julho) chegámos à componente principal do evento onde existiam dezenas de mesas e dezenas de jogos à disposição.

Como o nosso intuito era experimentar e comprar jogos novos, dirigimo-nos primeiro à loja para escolher potenciais aquisições e, daí, decidirmos que jogos experimentar. Não demorámos muito. Eu tinha visto algumas críticas positivas ao Legends of Andor e o meu companheiro estava de olho no Five Tribes (para além do Scythe, mas esse era a aquisição certa para o dia).

Começámos com o Legends of Andor – e para tal solicitámos a ajuda de uma das pessoas da organização (que, de realçar, estavam sempre prontos para ajudar, entusiasmados e disponíveis).

Percebi, mesmo antes de começarmos a jogar, que o estilo não me interessava – apesar de gostar da componente cooperativa (já cá temos em casa Ilha Proibida, Pandemic, Hanabi, e Floresta Misteriosa) as aventuras são demasiado pré-definidas, as lutas são decididas pelo resultado dos dados e a progressão é feita com base num narrador.

Para quem gosta do género, é um jogo cujas regras vão sendo apresentadas com o desenrolar das etapas, tornando-o de rápida aprendizagem, visualmente apelativo, com uma temática de fantasia medieval / épica e de jogadas rápidas.

Já o jogo seguinte despertou grande interesse e até já foi jogado cá em casa entretanto. Five tribes é um jogo estratégico com alguma variação de jogo para jogo, dá para jogar ao final de um dia de trabalho (com dois jogadores demora um pouco mais de 1h) e possui uma mecânica de movimento semelhante ao Mancala (algo que nos foi dito um conhecido e que rapidamente comprovámos).

O jogo permite o desenvolvimento de diferentes estratégias que podem resultar em pontuações finais semelhantes – mas apenas aquando da contagem dos pontos no final é que temos a certeza da nossa vantagem. Trata-se de um jogo com dinâmica diferente quando jogado a dois ou a quatro jogadores, pois a dois jogadores cada um joga duas vezes no mesmo turno e ao licitar a ordem de jogada pode tentar coordenar as suas duas jogadas.

O jogo que experimentámos de seguida também se tornou uma aquisição. Century recordou-me Splendor, com a aquisição de pedras ao invés de moedas para comprar cartas com pontos mais elevados. Mas no caso de Century as pedras a que temos direito são definidas pelas cartas que vamos conseguindo ao longo do jogo (deck building / card trashing). Ainda não o jogámos a dois, mas a quatro é um jogo bastante interessante.

Aquando da aquisição percebemos que existem duas versões do jogo: uma mais clássica, que foi a que jogámos, com desenhos que aludem às caravanas de especiarias; e uma segunda, mais colorida de temática fantástica, com golems e pedras preciosas. Indecisa entre as duas versões, optei pela do Golem.

Dado gostar de jogos de estratégia escolhi, ainda, o Concordia para experimentar em casa – o jogo encontra-se no lugar 21 do top de jogos de estratégia e tem o Império Romano como tema.

Resultado: 4 novas aquisições num Sábado bem passado com amigos, destacando-se o bom ambiente do evento, a disponibilidade dos jogadores em interagir com os participantes e a quantidade de jogos para empréstimo!

Claro que um evento deste tamanho não passa sem pontos negativos. A entrada para o evento fazia-se na porta voltada para a estação de benfica, sendo que as coordenadas da escola nos dirigem para a porta oposta, que a pé se traduz numa longa rampa inclinada. As indicaçoes para a porta correcta surgiram demasiado em cima do evento e nem todos os participantes as viram. Faltou, também, um bar de apoio (existem algumas restaurantes e centros comerciais, mas para quem se deslocou a pé a distância era excessiva).

Este será, definitivamente, um evento a voltar nos próximos anos … se a carteira aguentar com o estrago!

 

Evento: Afirma Pereira – Apresentação do livro e autógrafos

No seguimento da vinda do autor de Afirma Pereira (um dos recentes lançamentos da G Floy), Pierre-Henry Gomont, para o Festival de Beja, existiu, hoje, uma sessão de apresentação e autógrafos na FNAC Chiado pelas 18h30, e existirá amanhã nova sessão na livraria Kingpin Books (Almirante Reis, n.º 82A) pelas 18h00.

Evento – Tecnologias e Gaming no Futuro

Sobre o temaTecnologias e gaming no futuro vão decorrer três palestras na Biblioteca de Marvilla. Deixo-vos o alinhamento (acima) bem como um pequeno resumo das três palestras:

Os robots à conquista do Mundo – Luís Correia – Professor associado do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências de Lisboa, com um doutoramento em informática na área da robótica. Vai falar-nos sobre robots, de uma perspectiva alargada e com uma visão orientada para o futuro, contar-nos sobre descobertas e inovações, utilidades e novas funções.

Vìdeo jogos inteligentes – Luís Moniz – Professor Auxiliar no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências de Lisboa, e vai apresentar uma visão diferente dos videojogos. Entre os seus interesses estão a aplicação de inteligência artificial em videojogos e vai falar-nos sobre cenários, jogadores, eventos, sobre o que aprendem e como aprendem os videojogos e os jogadores virtuais.

Os agentes no entretenimento (jogos e cinema) – Hélder Coelho – Professor Emérito da Faculdade de Ciências, do departamento de Informática e vai falar-nos sobre novidades, desenvolvimentos e descobertas no campo da Inteligência Artificial e da Vida ou Realidade Virtual. Vamos juntos mergulhar nos desafios que o futuro nos coloca e nos diferentes caminhos que procuramos trilhar.

Assim foi: Festival Contacto

O Contacto ocorreu este Sábado em Benfica, no Palácio Baldaya!  Trata-se de um espaço recuperado recentemente (e inaugurado no dia 01 de Setembro de 2017), com várias salas, wi-fi gratuito, uma pequena biblioteca, uma ludoteca e uma cafetaria. O palácio possui, ainda, um belíssimo jardim interior!

A disposição do espaço permitiu a execução de várias actividades em simultâneo, com uma sala de jogos de tabuleiro, uma sala de escape room (organizada pela liga Steampunk), uma feira do livro, uma sala Harry Potter, actividades Star Wars, uma sala de apresentação e uma sala para contadores de contos (e é possível que me tenha esquecido de alguma coisa.

Com várias actividades à disposição, optei para assistir primeiro àquelas que ocorriam apenas uma vez, o lançamento de A Espada Que Sangra de Nuno Ferreira e o lançamento de Comandante Serralves – Expansão. No primeiro caso trata-se de uma nova edição do livro do autor,  o primeiro de uma saga fantástica que verá os restantes volumes publicados pela Editorial Divergência, e que sofreu, para esta publicação, uma extensa edição (com alguns cortes). Já cá tenho o meu exemplar assinado e prontinho para ser uma das próximas leituras!

Por sua vez, Comandante Serralves – Expansão reúne 3 longas histórias passadas no Universo de Comandante Serralves, Space Opera portuguesa onde um Império humano se expande pelo Sistema Solar. Este Império possui características ditadoriais e, como tal, organizou-se um grupo de dissidentes que estão contra o Regime. Comandante Serralves é um dos elementos principais, um humano de ascendência portuguesa que renasce no corpo de voluntários sempre que o corpo anterior é destruído nalguma missão.

Este volume começa com O entrelaçamento electroquântico de que são feitas as lendas de Rui Bastos, um conto que já tinha lido noutro formato e que aconselho bastante. É um conto bem tecido com toques cómicos onde não falta o cientista louco que aspira ao impossível. Mas o volume tem outros contos que ainda não li!

Depois dos lançamentos foi a vez de jogarmos um joquinho de tabuleiro, neste caso, Labirinto, um jogo engraçado que trabalha a memória com alguma estratégia, enquanto esperávamos para entrar para a Escape Room, organizada pela Liga Steampunk. No nosso caso levámos crianças que se divertiram imenso. Tratou-se de um actividade engraçada, realçando-se a creatividade necessária para o aproveitamento do espaço.

Entre a desgraça da feira do livro (desgraça, pelo mal que fez à carteira), pausa para conversas e jogos de tabuleiro, foi uma tarde muito bem passada, num espaço divertido que proporcionou bons momentos para todas as idades! Como ponto negativo tenho apenas a quebra que a feira de artesanato proporcionava ao evento (quebra provocada por decisões alheias à organização do Contacto). De destacar que se trata de um evento gratuito (salvo por algumas actividades de preço irrisório que ajudaria a compensar as despesas de material associadas) organizado por gosto da Imaginauta em trazer a ficção especulativa nas suas várias expressões!

Eventos: Sustos às sextas

Em anos anteriores o evento Sustos às sextas decorreu ao longo de alguns meses por cada ano. Em 2018, por motivos de indisponibilidade dos organizadores, o evento terá uma única sessão na próxima sexta-feira. Trata-se de uma sexta-feira muito especial, uma sexta-feira 13, propícia, por esse motivo a um evento deste tipo.

Para quem não conheço o evento aconselho a visualização dos vídeos das sessões anteriores (há gravações que guardam a totalidade da edição e edições resumo com os pontos principais de cada uma), ou que oiça a entrevista a António Monteiro sobre a sessão deste ano.  Trata-se de um evento de bom gosto que apresenta música clássica ou bailado, intercalando livros com ilustrações ou o contar de contos tradicionais ou exposições de máscara ibéricas.

Deixo-vos o programa completo bem como a ligação para a página oficial do evento:

21:00 – Recepção dos convidados
21:30 – Apresentação da sessão
21:40 -. Bailado, com produção de Mercedes Cabanach e coreografia de Catarina Moreira
22:00 – Entrevista com o escritor Nuno Matos Valente, autor do “Bestiário Tradicional Português”
22:30 – Pausa para café
22:45 – Evocação do bi-centenário da publicação de “Frankenstein”
23:00 – Actividade a definir
23:30 – Divulgação do resultado do jogo* e encerramento

 

 

Rascunhos na Voz Online – Sustos às sextas

O evento Sustos às sextas conta, este ano, com uma única sessão, mas trata-se de uma sessão num dia especial – uma sexta-feira 13! Portanto, no local de sempre, no Palácio dos Aciprestes (em Linda-a-velha) pelas 21h, no dia 13 de Abril! Esta sessão recordará Frankenstein, por fazer, este ano, 200 anos da sua publicação – este foi um marco na literatura de terror e é considerado um dos primeiros livros de ficção científica.

Neste seguimento estive à conversa com António Monteiro para nos falar um pouco mais sobre como surgiu o Sustos às sextas e o que poderemos esperar na sessão de 13 de Abril. Deixo-vos, portanto, o endereço da conversa (na Mixcloud), bem como programa da sessão:

Programa 04 – Sustos às sextas

21:00 – Recepção dos convidados
21:30 – Apresentação da sessão
21:40 -. Bailado, com produção de Mercedes Cabanach e coreografia de Catarina Moreira
22:00 – Entrevista com o escritor Nuno Matos Valente, autor do “Bestiário Tradicional Português”
22:30 – Pausa para café
22:45 – Evocação do bi-centenário da publicação de “Frankenstein”
23:00 – Actividade a definir
23:30 – Divulgação do resultado do jogo* e encerramento

Resumo – 1º trimestre de 2018

Com mais de 20 000 visualizações desde Janeiro e mais de 60 leituras, 2018 tem-se revelado um ano interessante, com novos projectos e direcções. Para quem tem acompanhado, já se deve ter apercebido que foi lançado um programa de rádio na Voz Online, que é uma extensão do Rascunhos (o programa de rádio aparece, também, na Mixcloud, como outros programas da rádio), e que se iniciou uma nova rubrica de jogos de tabuleiro (ainda que não tenha tido a regularidade pretendida).

Passando à ficção especulativa, este primeiro trimestre viu o retorno dos Devoradores de livros na Tigre de Papel e o lançamento de Crazy Equóides de João Barreiros, bem como o agendamento de alguns dos mais importantes eventos de ficção especulativa em Portugal:

 

 

 

 

 

 

 

A nível de publicações, o ano começou bem para a ficção especulativa portuguesa – não porque haja publicação em quantidade, mas mas porque o pouco que existiu é de qualidade. Estou a falar da publicação de Crazy Equóides de João Barreiros. Trata-se de uma história que foi criada para a Antologia Erótica de ficção fantástica, mas que, na falha de pubilcação da antologia, foi direccionada para publicação isolada e acabou publicada pela Imaginauta – e ainda bem.

Considerando o tema da antologia à qual se destinava não é de estranhar que tenha uma grande componente associada à sexualidade, mas nem por isso se trata de uma história que pretenda fornecer uma experiência erótica. João Barreiros caminha o limite da premissa sem resvalar para caminhos demasiado obscuros, fornecendo uma história com máximo prejuízo e pequenas reviravoltas que vão entusiasmando o leitor.

Dormir com Lisboa é outra das obras de ficção especulativa portuguesa que se destaca nas minhas leituras. Trata-se do vencedor do prémio Antón Risco de 2016, um dos livros falados durante o Fórum Fantástico de 2017 que só agora li. Como o nome indica a obra explora Lisboa e a perspectiva que cada um tem da cidade, expondo a diversidade de locais, resultado da construção e da recombinação ao longo dos séculos.

 

 

 

 

 

 

 

Este ano tem sido marcado pelo sucesso de Jeff Vandermeer. Um dos seus mais recentes livros foi adaptado para cinema, Aniquilação, e, ainda que não tenha sido distribuído para as salas de cinema de todo o mundo, mas através da Netflix, trata-se de um filme que não tem deixado a audiência indiferente. Confusa, por vezes, sim. De realçar que alguns dos cenários do primeiro livro foram inspirados numa visita a Portugal, mais concretamente à Quinta da Regaleira (como a torre invertida que não se vê no filme).

Após esta trilogia Jeff Vandermeer já lançou outras obras, entre elas Borne e The Strange Bird, ambos passados no mesmo Universo, uma realidade futura em que a biotecnologia criou seres que contaminam todos os nichos ecológicos. O resultado são monstros inteligentes capazes de interagir com seres humanos, e de mudar a sua aparência quando querem, alimentando-se por fagocitose, ou raposas inteligentes capazes de comunicar sem palavras, ou monstros em forma de urso.

Borne é o primeiro livro nesta realidade, mas achei-o demasiado longo nalgumas partes, centrando-se no seu relacionamento com a humana que o acolhe o cria, formando-o como uma pessoa, mas não como um humano, e saciando a sua capacidade para aprender. Desta forma, gostei mais de Strange Bird, mais conciso, e centrado  num novo ser, belíssimo, resultante do cruzamento de genes de diferentes animais, que é utilizado por vários seres humanos para fins diferentes.

 

 

 

 

 

 

 

Passando à banda desenhada, secção onde a leitura foi mais extensa, Ciudad de Giménez e Barreiro, destacou-se por apresentar uma imensa cidade paralela, onde o tempo e o espaço não são contíguos e as pessoas que lá caem deambulam, sob influência do ambiente que os rodeia, construindo maravilhosas mas nefastas cidades, ou fugindo de grupos armados. No decorrer encontram comboios que os levam a vislumbrar o passado e o futuro, pessoas que atraem milhões de ratazanas (simultaneamente uma benção e uma maldição) ou imensos jardins predadores que se dissipam. Trata-se de uma obra com inúmeras referências literárias, um intrincado de caminhos e de questionamentos.

Ministry of Space, de Warren Ellis, foi outra das grandes leituras deste trimestre. Trata-se de uma obra que recorda o sentimento inglês em relação ao imperialismo que coloca os ingleses no topo da corrida ao espaço. A origem do dinheiro que proporciona este avanço é obscura e o objectivo também. É uma banda desenhada carregada de simbolismos e de alusões ao espírito nacionalista que levou alguns países para a guerra, mostrando o orgulho do soldado perfeito e do confronto bélico.

 

 

 

 

 

 

 

Com o terceiro volume publicado em Portugal, Harrow County continua a ser uma das grandes séries de horror em lançamento. Este volume introduz algumas variações em relação aos anteriores, com uma história de final aberto, menos centrado na personagem principal e introduzindo novas personagens com poderes sobrenaturais – personagens com interesses próprios que se prevê opostos.

El fantasma de Gaudí apresenta um assassino em série na cidade de Barcelona. Não é uma história impressionante do ponto de vista narrativo mas surpreende no visual que aproveita as cores da cidade e o trabalho de Gaudí para episódios em belíssimos cenários em que se discorre sobre os mais grandiosos edifícios da cidade.

O segundo trimestre também promete boas novidades, com o festival Contacto já no próximo fim de semana!

Rascunhos na Voz Online – Mixcloud

O programa em que entrevistei o Carlos Silva a propósito do Contacto encontra-se disponível! Trata-se de um novo evento na fantasia e ficção científica que se dirige a várias idades e géneros, alternando entre crochet e livros, sem esquecer as actuais Escape Rooms e jogos de tabuleiro.

O programa pode ser ouvido, também, na rádio Voz Online, nos seguintes horários:

 

 

 

Evento: Inauguração da exposição Tsuru

A colecção Tsuru, da Devir, ainda está no início, mas já lançou duas das obras mais icónicas da banda desenhada japonesa no nosso mercado. A primeira obra lançada nesta colecção foi O Homem que passeia, uma obra pouco convencional, com acção doseada, onde acompanhamos um homem que explora a cidade e os arredores, ao percorrer caminhos consoante a sua curiosidade.

O segundo volume é NonNonBa, onde o autor explora a infância no Japão rural, uma vivência sem tecnologia e carregada de superstições que levam à visualização de criaturas fantásticas, justificação de tudo o que acontece.

 

No dia 3 de Março, pelas 17h00 será inaugurada uma exposição com páginas dos livros da colecção, O Homem que passeia e NonNonBa e será apresentado o próximo volume da colecção. Para mais detalhes sobre o evento podem consultar a página oficial.

Eventos: Coimbra BD parte 2

Já vos tinha falado do Coimbra BD, o evento de banda desenhada que terá como convidados Walter Venturi (Tex e Zagor) e André Lima Araújo. Mas não só! A G Floy lança, durante o evento, Os Malditos e para tal convidou R.M. Guéra, o artista de outras séries como Scalped (com Jason Aaron). Segundo a editora, trata-se de um western pós-apocalíptico bíblico! Curiosos? Também eu! Por enquanto, deixo-vos a capa do livro!

Também pela G Floy, em co-edição com a Comic Heart, será lançado, durante o Coimbra BD, Dragomante – Fogo de Dragão de Filipe Faria e Manuel Morgado. Os autores estarão presentes no evento durante os dias 10 e 11 de Março. Deixo-vos o trailler:

Evento: Jantar Devoradores de Livros – Luís Corredoura

O próximo jantar de devoradores de livros já tem convidado e data! Luís Corredoura é o convidado! Recordo que o autor foi o premiado com o Grande prémio Adamastor de Literatura Fantástica de 2014. O prémio foi atribuído durante o Fórum Fantástico e visou distinguir Nome de Código Portograal. O evento está marcado para dia 22 e começa com uma conversa na Tigre de Papel!

 

Eventos: Coimbra BD

Cartaz da autoria de André Caetano

O Coimbra BD aproxima-se e promete algumas surpresas! Até agora conta com a presença de Walter Venturi, desenhador italiano que tem trabalhado nas séries Tex e Zagor. Na sequência da vinda do artista existirá uma exposição dedicada aos 70 anos de TEX e sessões de autógrafos para Sábado e Domingo.

O segundo convidado é André de Lima Araújo, que estará disponível para autógrafos no Sábado, dia 10 de Março. O artista tem trabalhos publicados na Marvel, Image e Titan Books, participando actualmente na criação de Black Panther. Algumas pranchas originais de Man: Plus (trabalho que escreveu e desenhou por inteiro, publicado na Titan Books originalmente e na Kingpin Boos em português) estarão disponíveis no Coimbra BD.

Para poderem acompanhar as novidades do evento deixo-vos a página não oficial do Coimbra BD.

Evento: Workshop de banda desenhada autobiográfica com Dileydi Florez

Transcrevo, sobre o evento, a informação que consta na página oficial!

Dileydi Florez, ilustradora e cartoonista, propõe no OnduLar Ateliê um workshop da duração de três horas para aprender algumas ferramentas de elaboração de uma banda desenhada.

Os momentos quotidianos são uma banda desenhada. Do surgir de uma ideia ao esquecimento é um instante e para que uma ideia desabroche são necessários vários passos.
Neste workshop descobre-se a metodologia criativa:
registo de ideias/diário gráfico, o desenho, a abordagem gráfica, a organização da prancha e da narrativa.