Rascunhos na Voz Online – Sugestões

Esta semana recomendo livros, banda desenhada, eventos e jogos de tabuleiro! De realçar, claro, a presença de Mike Carey em Portugal no Mensageiros das Estrelas, evento que está a decorrer na Faculdade de Letras na Universidade de Lisboa (evento gratuito). Desejo que estas recomendações vos tragam bons momentos de lazer!

Ficção especulativa – Novidades

Depois de muito aconselhar Dormir com Lisboa de Fausta Cardoso Pereira, é a vez de Rui Zink  em O Gosto dos Outros. O Gosto dos outros que decorreu na Gulbenkian e deu espaço a que várias personalidades discutissem as suas listas de gostos para inspiração, provocação e discussão.

Estão abertas as submissões para Antologia Queer, uma antologia com pessoas queer em diversos papéis mas que sejam mais do que ícones, pessoas que ultrapassem estereotipos e que possam ser apenas pessoas. Quer dizer, personagens. Interessados? A Antologia Queer está a ser organizada pela Imaginauta.

Mensageiros das Estrelas está de volta! Trata-se de um evento académico que decorre na Facultade de Letras da Universidade de Lisboa e que se dedica à ficção especulativa, trazendo alguns autores conhecidos de ficção científica ou fantástico (como Geoff Ryman). Este ano o autor convidado é Mike Carey que dará uma palestra no dia 30. Para mais informação sobre o evento podem consultar a página respectiva.

Eventos: Jantar dos Devoradores de Livros

Decorre na próxima quinta feira, dia 15 de Novembro, mais um jantar de Os Devoradores de Livros que terá como convidado Luís Louro, o autor de banda desenhada que recentemente publicou Watchers, um livro publicado em duas edições, cada uma com o seu final.  Os Devoradores de Livros costumam iniciar-se com uma conversa com o convidado na Livraria Tigre de Papel, prosseguindo-se então para jantar.

Podem consultar mais detalhes sobre o evento na página oficial.

 

 

 

Evento: O que vamos ler em 2019? As Receitas dos Tradutores

Decorre, no dia 22 de Novembro, um dia dedicado ao papel de tradutor “Não perca um estimulante debate à volta do papel do tradutor na intepretação da palavra escrita do escritor e em simultâneo fique a par das novidades literárias das principais editoras nacionais.”.

O evento tem os seguintes debates marcados:

Programa
Tema 1 – O ofício de tradutor: percursos pessoais e profissionais
Tema 2 – O tradutor e o autor: uma interpretação de risco?
Tema 3 – Tendências de futuro, que papel para o tradutor?
Tema 4 – “Receitas” para 2019, as recomendações dos tradutores
Debate aberto ao público

Para saberem mais sobre o evento, podem consultar a página oficial.

 

 

 

 

 

Eventos: Fórum do Futuro – Margaret Atwood

Margaret Atwood estará em Portugal no seguimento do evento Fórum do Futuro para falar sobre a sua obra, numa palestra com o tema Mitos na minha obra, em que rejeita os rótulos que lhe aplicam, como sendo feminista ou de ficção científica. Como leitora de Margaret Atwood reservo-me o direito de considerar The Handmaid’s Tale como ficção científica, mais especificamente distopia, até porque nem toda a ficção científica tem de ter naves e alienígenas, e de colocar os livros ao lado de outros clássicos do género.

Para quem ande no Porto, o evento é gratuito, apesar de ser necessário reservar lugar. Se pretendem mais informações sobre o evento, podem consultar a página oficial.

Eventos: Literal – 3º Encontro Literário de Alenquer

Vem aí mais um evento literário dedicado ao fantástico em Portugal! Trata-se do LiterAl, um evento que decorre anualmente em Alenquer e que este ano se centra na fantasia, apesar de ter algumas componentes de horror e de ficção científica. No programa encontramos palestras sobre o fantástico na juventude, em diversos meios de produção (prosa, poesia e teatro) e o seu futuro em Portugal.

Aproveito para divulgar que também estarei presente neste evento, com a Inês Botelho e o Luís Filipe Silva para falarmos do futuro do Fantástico em Portugal!

 

Assim foi – Fórum Fantástico 2018

 

O Fórum Fantástico deste ano foi caracterizado por vários lançamentos de autores portugueses pelas editoras Imaginauta e Editorial Divergência, destacando-se, também, a presença do autor de ficção especulativa Chris Wooding e da editora Gilian Redfearn, que trabalha para a Gollancz.

Lançamentos

Aproveitando um dia mais direccionado para a cidade de Lisboa (até no seguimento do recente espaço de reflexão de que o futuro da cidade que se tem criado), ocorreu o lançamento de Lisboa Oculta – Guia Turístico.  Tratando-se de um projecto que está em curso há algum tempo, era dos lançamentos que mais esperava. A apresentação ficou a cargo de Anísio Franco, licenciado em História da Arte e conservador no Museu Nacional de Arte Antiga, que bem conhece a história de muitos dos locais retratados, e que deu uma perspectiva interessante a este lançamento. Nesta antologia de contos com a forma de guia turístico, vários espaços da cidade são convertidos em cenários fantásticos, sobretudo envoltos em horror, destacando-se o visual cuidado das páginas, diferente de conto para conto.

Outro dos livros cujo lançamento teve grande destaque no Fórum Fantástico, foi Tudo Isto Existe de João Ventura. João Ventura é um dos autores mais prolíferos do meio da ficção especulativa portuguesa, que tem publicado em diversas antologias. Os seus contos encontravam-se, por isso, até agora, dispersos, sendo que Tudo Isto Existe constitui a primeira colectânea do autor. A apresentação foi precedida por uma pequena peça de teatro, que consistiu na adaptação de um dos contos curtos de João Ventura, Outro Sentido, com encenação de Sara Afonso.

Outra das obras de ficção especulativa apresentada foi O Resto é Paisagem, uma antologia que teve como editor o Luís Filipe Silva, e que foi lançada pela Editorial Divergência. Esta antologia reuniu vários contos que decorrem num cenário rural, cenário inquietante e que não é totalmente dominado pelo homem e que, como tal, é propício a histórias com elementos de terror.

Neste caso o espaço da apresentação foi partilhado com André Oliveira que também aproveita o cenário rural para tecer várias das suas histórias, exactamente pelos mesmos motivos.  Neste caso, a conversa começou por referir as obras de André Oliveira e prosseguiu para o seu mais recente projecto, como editor da JBC.

Na componente de banda desenhada lançou-se, como já é habitual, o mais recente volume da Apocryphus, Femme Fatale, com a presença de vários dos autores. Falou-se, claro, do processo criativo e da cooperação entre narradores e desenhadores, sem esquecer as adversidades e a evolução da antologia ao longo dos volumes. Infelizmente, esta sessão passou do Sábado para o Domingo (no seguimento do temporal que se esperava) tendo, por isso, sido realizada com menor presença de autores do que seria expectável.

Convidados internacionais

Mas o Fórum Fantástico não apresentou apenas novos livros. Este ano teve dois convidados internacionais, Chris Wooding e Gilian Redfearn que participaram em duas conversas sobre publicação e edição, em dois dias diferentes, sexta e sábado. Na sexta a conversa centrou-se mais em Gilian Redfearn, editora na Gollancz, uma das mais conhecidas editoras mundiais no género da ficção especulativa. Falou-se do processo de edição, das diferentes formas de editar e da forma como se escolhem as obras a publicar.

Já no Sábado a conversa centoru-se em Chris Wooding, que falou das suas obras e da forma como se adaptou à temática YA por ter mais liberdade do que nas restantes secções, em que os livros são demasiado catalogados e direccionados para um rótulo. A conversa tocou, claro, na sua perspectiva sobre a componente de edição, e na forma como recebe as sugestões (por exemplo, de Gilian Redfearn.

Chris Wooding foi, ainda, responsável por um workshop do Domingo de escrita, com o título: Character, character, character: putting people in you story.

Lisboa, cidade fantástica de futuros diversos

Ainda que, para mim, o dia de sexta tenha começado mais tarde do que o horário oficial, ainda apanhei parte da conversa “A Lisboa que teria sido… a Lisboa que poderá ser” em que se falou da cidade enquanto espaço de pessoas e para pessoas, espaço em mudança e adaptação constante. Claro que, tendo esta conversa, a presença de João Barreiros, Lisboa foi arrasada por monstros e alienígenas, mas sobrevive ainda, com vários futuros possíveis.

Aniversários

Na sequência dos 25 anos de Filipe Seems foi inaugurada uma exposição com algumas pranchas da obra, e os autores, Nuno Artur Silva e António José Gonçalves, tiveram presentes para uma conversa sobre o surgir da obra, sobre o processo criativo e a evolução da forma de publicação, passando de tiras para volume que as reúne.

Ainda, por ocasião dos 20 anos da morte de Lima de Freitas, foi feita uma homenagem com a presença de José Hartvig de Freitas, o filho que é conhecido como tendo um papel bastante importante na banda desenhada portuguesa. Lima de Freitas, pintor, desenhador e escritor português é conhecido, entre os leitores de ficção científica, como o criador de várias capas dos livros da colecção Argonauta, tendo sido apresentadas várias das que criou. Hartvig de Freitas falou, não só da sua experiência como filho (crescendo com os cenários fantásticos) como da carreira do pai.

Prémios

Este ano foi caracterizado pelo anúncio de dois prémios, um o prémio António de Macedo, como homenagem ao falecido escritor de ficção especulativa, que é atribuído pela Editorial Divergência, com publicação do trabalho escolhido (sem que o autor tenha, claro, de pagar seja o que for – a Divergência não é uma Vanity). O prémio teve, como júri, Rui Ramos e Bruno Martins Soares (para além de Pedro Cipriano, claro) e foi atribuído a Pedro Lucas Martins.

Foram, ainda, revelados os vencedores do prémio Adamastor nas várias categorias. O prémio teve uma fase de nomeação e uma fase de votação, sendo que indico os nomeados e os vencedores (a negrito em cada categoria):

Grande Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Portuguesa

Anjos, de Carlos Silva
Dormir com Lisboa, de Fausta Cardoso Pereira
Espada que Sangra, de Nuno Ferreira
Lovesenda, de António de Macedo
As Nuvens de Hamburgo, de Pedro Cipriano
Proxy, de vários

Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Estrangeira

Coração Negro, de Naomi Novik
Fome, de Alma Katsu
Livro do Pó, de Philip Pullman
Lovestar, de Andri Snaer Magnason
Normal, de Warren Ellis
O que se vê da última fila, de Neil Gaiman
Quem Teme a Morte, de Nnedi Okorafor
Reino do Amanhã, de J.G. Ballard
Revelação do Bobo, de Robin Hobb
Semente de Bruxa, de Margaret Atwood

Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Conto

Aranha, de Pedro Cipriano
Bastet, de Mário Seabra Coelho
Coração de Pedra, de Diana Pinguicha
Crazy Equoides, de João Barreiros
Modelação ascendente, de Júlia Durand
Videri Quam Esse, de Anton Stark

Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Banda Desenhada

Cemitério dos Sonhos, de Miguel Peres
Dragomante, de Manuel Morgado e Filipe Faria
Free Lance, de Diogo Carvalho
Futuro Proibido, de Pepedelrey
Hanuram, de Ricardo Venâncio
Lugar Maldito, de André Oliveira e João Sequeira
SINtra, de Inês Garcia e Tiago Cruz

Outras conversas

Vencedor do prémio Utopiales, com A Instalação do Medo, Rui Zink falou do seu livro e do respectivo prémio (pouco mencionado na media tradicional) bem como de vários factores sociais (e das redes sociais) actuais. Foi uma conversa divertida com alguns pontos interessantes (ainda que não subscreva várias das perspectivas apresentadas) como a constante desumanização do outro (e por isso passível de linchamento) que passou pela componente literária e sobre o facto das pessoas ficarem fascinadas com um livro na medida do que leram (em relação a outros livros). Ou do que não leram.

Outros espaços

A maioria das actividades decorreu no auditório, mas o Fórum Fantástico é mais do que esta componente. À semelhança de outros anos, existiam várias bancas de várias editoras com livros publicados de fantástico (como Imaginauta, Editorial Divergência ou Saída de Emergência) para além de bancas de alguns autores com material próprio. Destaca-se, também, a tenda com banda desenhada e livros de ficção especulativa (em português e inglês), bem como a exposição alusiva a Philip Seems.

Esta componente (outros espaços) estava um pouco mais fraca do que o ano anterior, em que o agendamento do evento para datas mais próximas do Verão, permitiu uma melhor exploração do espaço da biblioteca. Tanto quanto percebi da programação estava previsto um espaço com demonstração e jogos de tabuleiro, mas sempre que fui à zona assignada, não encontrei esta componente, julgo que, também, por constrangimentos metereológicos.

Outras opiniões

Evento: Fórum Fantástico

Começa amanhã, dia 12, um dos mais esperados eventos do ano em torno da ficção científica e fantasia, o Fórum Fantástico. O Fórum apresenta, como já nos habituou, um programa extenso e diverso, onde se discutem e apresentam projectos. Neste seguimento entrevistei o Rogério Ribeiro, um dos organizadores (conforme já tinha divulgado),  mas aproveito para realçar algumas componentes, cujo programa podem consultar na página oficial do evento:

Workshops de escrita – com Bruno Martins Soares e Pedro Cipriano ou com Chris Wooding (o convidado internacional deste ano);

Lançamento de livrosLisboa Oculta (Guia Turístico), Tudo isto existe de João Ventura, O Resto é paisagem, Apocryphys vol. 3 (banda desenhada);

Palestras com vários autores nacionais e internacionais – de banda desenhada, ficção científica e fantástico;

– Jogos de tabuleiro;

– Exposições – Nos 25 Anos de Filipe Seems; de Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves; Jardim Secreto, de Bruno Caetano;

– Feira do fantástico.

Rascunhos na Voz Online – Rogério Ribeiro (Fórum Fantástico)

O Fórum Fantástico decorre no próximo fim de semana, na Biblioteca Orlando Ribeiro! Para quem não conhece o evento, trata-se de um evento gratuito em torno da ficção especulativa, ficção científica, fantasia e terror, que tem espaço para livros, banda desenhada, jogos de tabuleiro, filmes e até música, entre outras diversões!

Para ouvirem a nossa conversa, basta seguirem a ligação para a mixcloud! E para saberem as actividades que estarão disponíveis, consultem o programa!

Jogos aos Sábados – Lançamento Arraial e experiência DICE

Na semana passada decorreu o lançamento de Arraial, um jogo de origem portuguesa com um tema bem português, onde a melhor colocação de peças atrai visitantes (e consequentemente, pontos).

O lançamento decorreu no Hotel Chiado, local com uma belíssima vista, numa sala onde tinhamos a oportunidade de experimentar o jogo e conversar com os criadores do jogo! Fomos muito bem recebidos pela Editora, MEBO, e já andamos a experimentar a nossa cópia de Arraial!

Ainda na semana anterior, mais especificamente na sexta, fomos experimentar o espaço da DICE! Encontrámos um local especialmente acolhedor e simpático, com uma ludoteca permanente e vista espectacular! Como desconheciamos o local levámos o nosso Scythe e acabámos por o experimentar a cinco (não temos a expansão), o que já andávamos a querer fazer há algum tempo para perceber as diferenças de dinâmica do jogo a dois.

Para quem quer experimentar jogos ou procura com quem jogar os que tem em casa, eis um bom local para se dirigirem! O espaço costuma estar aberto todas as sextas e costuma ter eventos especiais nalguns Sábados!

 

Novidade: Conversas com os putos e com os pais deles – Álvaro

Lembram-se do livro Conversas com os putos? Recordo-vos rapidamente! O livro foi o premiado com o Prémio Nacional de Banda Desenhada do Amadora BD 2017 para o Melhor Álbum de Tiras Humorísticas e retrata o autor enquanto explicador de Geometria Descritiva. Tratam-se de várias cenas divertidas e inusitadas! Este ano o autor lança Conversas com os putos e com os pais deles – deixo-vos a sinopse, bem como algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Não sei se ria ou se chore.”, “Aquilo é real?”, “Há por ali muito pouco de ficcional, não há?” ou “Aquilo aconteceu mesmo?” foram algumas das reacções a estes episódios de banda desenhada do primeiro volume do Conversas com os Putos que me ficaram na memória.
Um colega dos meus tempos da escola secundária, por volta da década de 80 do século passado, ao ler algumas destas tiras disse-me. “Nós na altura também éramos assim.”
Pooooois… Sim e não.
Há diferenças.
Nós quando andávamos na escola não passávamos 24 horas por dia agarrados a um ecrã portátil.
OK, está bem, ainda não existiam. Mas há mais diferenças.
Quando falhávamos alguma resposta por incapacidade de processamento ou por ignorância tínhamos vergonha. Hoje, por exemplo, não é raro depararmo-nos com miúdos do secundário que não sabem quanto é 18 a dividir por 3. E o problema não é o não se lembrarem da papagaiada da tabuada. É pior. Não sabem como lá chegar. E a coisa não fica por aí. Nem tentam lá chegar, nem se preocupam e ainda se riem enquanto pegam no telefone esperto e fazem a conta (18 a dividir por 3, repito) na calculadora.

Nós, naquela altura, fazíamos de tudo para sair do ninho.
Hoje, muitos dos actuais adolescentes ainda nem sequer saíram do ovo.

Mas aí, a culpa não será exclusivamente deles…

 

 

 

Evento: Lançamento – Os Contos mais arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft

A Saída de Emergência lança, no MotelX, o livro Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft, uma edição especial e ilustrada por 22 artistas nacionais: Miguel Ruivo, Joana Afonso, Ricardo Cabral, Luís Cavaco, Darsy Fernandes, Bárbara Lopes, Cláudia Guerreiro, Carlos Fernandes, Marta Teives, Raquel Costa, Miguel Jorge, Ricardo Venêncio, Mosi, Miguel Mendonça, Leonor Pacheco, Filipe Alves, Diana Andrade, Fábio Vera, Filipe Andrade, João Maio Pinto, Luís Morcela, Luís Corte Real.

O lançamento decorrerá no dia 6 de Setembro, às 19h na sala 2 do cinema São Jorge, com apresentação do realizador Edgar Pêra e do músico Paulo Furtado (The Legendary Tigerman).

Eventos: Sci-fi LX 2018 – componente literária

Desde a workshops, a palestras, o programa do Sci-fi LX dedicado à literatura de ficção científica é extenso! Deixo-vos algumas sugestões (e, claro, não podia deixar de dar destaque àquelas em que participo):

Dia 14 – 16h – Onde estão as naves espaciais da literatura portuguesa?

A produção de ficção especulativa, mais propriamente de ficção científica escasseia e raramente se vê nas lojas carregadas de possíveis best-sellers de fácil consumo. Ainda assim, pequenas editoras como a Imaginauta ou a Editorial Divergência têm conseguido lançar boas histórias! Esta palestra pretende dar a conhecer o pouco, mas bom, que se faz por cá.

Dia 14 – 17h – Robots na ficção científica – catastróficos, ridículos e apocalípticos! – com João Barreiros

Os robots fazem parte da ficção há largos séculos. Oscilando entre a forma humana
e meros mecanismos, os robots na ficção podem ser assustadores, ameaçando a
espécie humana, ou cómicos, como entidades que não compreendem a ironia ou o
pouco lógico relacionamento entre humanos. Nesta pequena palestra apresentam-se
alguns bons exemplos na ficção científica.

António Macedo – O “Arquitector” de Universos – António de Sousa Dias

António de Sousa Dias apresenta uma homenagem a um dos mais prolíficos cineastas e escritores do Fantástico português. Conheçam a obra e o percurso de António de Macedo (1931-2017).

Homenagem a Ursula Le Guin – Coordenação: Luís Filipe Silva

Nesta homenagem à recentemente falecida Ursula Le Guin, Luís Filipe Silva coordena a partilha de excertos da obra da autora, que mais terão marcado os participantes. Se quiser ser um dos que partilharão estes textos, inscreva-se em: https://goo.gl/forms/l7qddvSap6aypkon2.
Sessão de Preparação: Sábado 14 de Julho, às 21 horas.
Sessão aberta ao público: Sábado 14 de Julho, às 22 horas

O Fenómeno da desmultiplicação – como escrever uma saga – Filipe Faria

Filipe Faria, conhecido autor de As Crónicas de Allaryia, uma saga de sete volumes publicada ao longo de nove anos (e talvez escrita ao longo de mais tempo) e Felizes Viveram uma Vez, partilha truques, atropelos e vitórias na elaboração de uma história longa em vários volumes para aspirantes a escritor.

Workshop – Como escrever um conto apocalíptico – Pedro Cipriano

Pedro Cipriano, autor premiado e fundador da Editorial Divergência, traz-nos um workshop sobre a escrita de contos apocalípticos.

Lançamento – Steampunk Internacional

A Editorial Divergência lança, no Sci-Fi Lx 2018, a Antologia Steampunk Internacional, um projecto conjunto desta editora nacional, da New Con Press do Reino Unido e da Osuuskumma da Finlândia. Nove autores de quatro países, publicados em três línguas: http://divergencia.pt/loja/steampunk-internacional/

O Apocalipse na Fantasia e na Ficção científica – Diogo de Almeida 

Os Mensageiros das Estrelas voltam a colaborar com o Sci-Fi Lx, desta vez com uma palestra de Diogo de Almeida sobre o Apocalipse na Fantasia e na Ficção Científica. Para saberem mais sobre a edição deste ano dos Mensageiros das Estrelas visitem: http://messengersfromthestars.letras.ulisboa.pt/

Experiências de BD e literatura – Leonor Ferrão, Miguel Jorge e Diana Pinguicha

Três artistas e três visões das artes! Nesta palestra será abordado a BD e a Literatura, enquanto artes modeladoras da vida

Como sobreviver ao fim do mundo – O Apocalipse na Literatura – Nuno Ferreira

O Nuno Ferreira falará da noção de Apocalipse na literatura, com dicas para sobrevivermos

Eventos: Sci-fi LX 2018

Cartaz da autoria de Edgar Ascenção

A menos de uma semana do evento (gratuito) vou começar a divulgar algumas componentes já anunciadas para o próximo fim de semana no Instituto Superior Técnico!

Isaque Sanches vem falar da relação entre a construção de narrativas e os videojogos

António de Sousa Dias apresenta uma homenagem a um dos mais prolíficos cineastas e escritores do Fantástico português. Conheçam a obra e o percurso de António de Macedo (1931-2017).

Entre os workshops disponibilizados este ano (em que se podem inscrever aqui) encontra-se um de Impressão 3D (dado por Artur Coelho) de Crochet, Amigurimi, pintura de miniaturas, desenho manga, criação de marcadores, como escrever um conto apocalíptico (por Pedro Cipriano) e de escrita criativa em Como Matar Personagens (de Bruno Martins Soares e Pedro Cipriano).

Assim foi: Lisboacon 2018

Lisboacon é um evento anual que decorre em Lisboa que tem como objectivo promover e divulgar jogos de tabuleiro. Este evento é de entrada livre e dispõe de um extenso espaço onde qualquer pessoa pode conhecer gratuitamente uma série de jogos de tabuleiro. Adicionalmente, pode ainda comprar jogos a um preço mais acessível do que é usual em várias lojas. Este ano o Lisboacon decorreu no pavilhão desportivo da escola José Gomes Ferreira, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica.

Ao chegar ao pavilhão deparamo-nos com uma série de mesas onde aguardam os mais clássicos jogos de tabuleiro, construídos em madeira e num formato maior do que é usual. Depois de passarmos um piso dedicado a RPG’s, e o salão onde decorrem os torneios (na qual estava uma mesa representando o Sci-Fi Lx – evento que irá decorrer no fim de semana de 14 e 15 de Julho) chegámos à componente principal do evento onde existiam dezenas de mesas e dezenas de jogos à disposição.

Como o nosso intuito era experimentar e comprar jogos novos, dirigimo-nos primeiro à loja para escolher potenciais aquisições e, daí, decidirmos que jogos experimentar. Não demorámos muito. Eu tinha visto algumas críticas positivas ao Legends of Andor e o meu companheiro estava de olho no Five Tribes (para além do Scythe, mas esse era a aquisição certa para o dia).

Começámos com o Legends of Andor – e para tal solicitámos a ajuda de uma das pessoas da organização (que, de realçar, estavam sempre prontos para ajudar, entusiasmados e disponíveis).

Percebi, mesmo antes de começarmos a jogar, que o estilo não me interessava – apesar de gostar da componente cooperativa (já cá temos em casa Ilha Proibida, Pandemic, Hanabi, e Floresta Misteriosa) as aventuras são demasiado pré-definidas, as lutas são decididas pelo resultado dos dados e a progressão é feita com base num narrador.

Para quem gosta do género, é um jogo cujas regras vão sendo apresentadas com o desenrolar das etapas, tornando-o de rápida aprendizagem, visualmente apelativo, com uma temática de fantasia medieval / épica e de jogadas rápidas.

Já o jogo seguinte despertou grande interesse e até já foi jogado cá em casa entretanto. Five tribes é um jogo estratégico com alguma variação de jogo para jogo, dá para jogar ao final de um dia de trabalho (com dois jogadores demora um pouco mais de 1h) e possui uma mecânica de movimento semelhante ao Mancala (algo que nos foi dito um conhecido e que rapidamente comprovámos).

O jogo permite o desenvolvimento de diferentes estratégias que podem resultar em pontuações finais semelhantes – mas apenas aquando da contagem dos pontos no final é que temos a certeza da nossa vantagem. Trata-se de um jogo com dinâmica diferente quando jogado a dois ou a quatro jogadores, pois a dois jogadores cada um joga duas vezes no mesmo turno e ao licitar a ordem de jogada pode tentar coordenar as suas duas jogadas.

O jogo que experimentámos de seguida também se tornou uma aquisição. Century recordou-me Splendor, com a aquisição de pedras ao invés de moedas para comprar cartas com pontos mais elevados. Mas no caso de Century as pedras a que temos direito são definidas pelas cartas que vamos conseguindo ao longo do jogo (deck building / card trashing). Ainda não o jogámos a dois, mas a quatro é um jogo bastante interessante.

Aquando da aquisição percebemos que existem duas versões do jogo: uma mais clássica, que foi a que jogámos, com desenhos que aludem às caravanas de especiarias; e uma segunda, mais colorida de temática fantástica, com golems e pedras preciosas. Indecisa entre as duas versões, optei pela do Golem.

Dado gostar de jogos de estratégia escolhi, ainda, o Concordia para experimentar em casa – o jogo encontra-se no lugar 21 do top de jogos de estratégia e tem o Império Romano como tema.

Resultado: 4 novas aquisições num Sábado bem passado com amigos, destacando-se o bom ambiente do evento, a disponibilidade dos jogadores em interagir com os participantes e a quantidade de jogos para empréstimo!

Claro que um evento deste tamanho não passa sem pontos negativos. A entrada para o evento fazia-se na porta voltada para a estação de benfica, sendo que as coordenadas da escola nos dirigem para a porta oposta, que a pé se traduz numa longa rampa inclinada. As indicaçoes para a porta correcta surgiram demasiado em cima do evento e nem todos os participantes as viram. Faltou, também, um bar de apoio (existem algumas restaurantes e centros comerciais, mas para quem se deslocou a pé a distância era excessiva).

Este será, definitivamente, um evento a voltar nos próximos anos … se a carteira aguentar com o estrago!

 

Evento: Afirma Pereira – Apresentação do livro e autógrafos

No seguimento da vinda do autor de Afirma Pereira (um dos recentes lançamentos da G Floy), Pierre-Henry Gomont, para o Festival de Beja, existiu, hoje, uma sessão de apresentação e autógrafos na FNAC Chiado pelas 18h30, e existirá amanhã nova sessão na livraria Kingpin Books (Almirante Reis, n.º 82A) pelas 18h00.

Evento – Tecnologias e Gaming no Futuro

Sobre o temaTecnologias e gaming no futuro vão decorrer três palestras na Biblioteca de Marvilla. Deixo-vos o alinhamento (acima) bem como um pequeno resumo das três palestras:

Os robots à conquista do Mundo – Luís Correia – Professor associado do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências de Lisboa, com um doutoramento em informática na área da robótica. Vai falar-nos sobre robots, de uma perspectiva alargada e com uma visão orientada para o futuro, contar-nos sobre descobertas e inovações, utilidades e novas funções.

Vìdeo jogos inteligentes – Luís Moniz – Professor Auxiliar no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências de Lisboa, e vai apresentar uma visão diferente dos videojogos. Entre os seus interesses estão a aplicação de inteligência artificial em videojogos e vai falar-nos sobre cenários, jogadores, eventos, sobre o que aprendem e como aprendem os videojogos e os jogadores virtuais.

Os agentes no entretenimento (jogos e cinema) – Hélder Coelho – Professor Emérito da Faculdade de Ciências, do departamento de Informática e vai falar-nos sobre novidades, desenvolvimentos e descobertas no campo da Inteligência Artificial e da Vida ou Realidade Virtual. Vamos juntos mergulhar nos desafios que o futuro nos coloca e nos diferentes caminhos que procuramos trilhar.