Em 1994, nacionalistas extremistas Hutu terão sido os responsáveis pela queda do avião que transportava o presidente de Rwanda. Inicia-se nessa altura um planeado assassínio em massa dos Tutsi, que se refugiam em estádios de futebol ou edifícios.

Um desses refúgios é a Escola Técnica Nacional, onde se encontra um grupo de militares da ONU, cuja função é monitorizar a paz – não podem impor a ordem e apenas disparam se se virem como alvo. Barricados e rodeados por milícias armadas de catanas, na escola encontram-se também um padre e um professor em missão que se envolvem emocionalmente, revoltando-se contra a inércia das forças militares. Estas no entanto, apenas cumprem ordens superiores, resultantes de uma política de interesses que não vê vantagens em intervir e que se nega a rotular a situação de genocídio. 

Embora o título em Portugues faça jus à situação, o título em inglês encontra-se carregado de ironia revoltada. Ao longo do filme somos confrontados não só com a crueldade de que o ser humano é capaz, mas também com os actos altruístas de quem assiste impassível ao extermínio – no entanto, mesmo os mais altruistas são humanos.

Um filme impressionante e marcante que não poupa os espectadores a cenários chocantes e macabros que fazem parte da realidade de uma carnificina animalesca.