No género fantástico existem inúmeros trabalhos gráficos espectaculares, dos mais diversos autores que se podem facilmente destacar. Um deles, Brian Froud, tem para mim, algumas das imagens mais interessantes – imagens de beleza pouco angelical, representando ora feiosos monstros traquinas, ora belas fadas preversas que de um modo ou de outro, se tornam fascinantes. Felizmente, não só as típicas personagens mitológicas são o tema principal.

The Dark Crystal realça-se nesse ponto, possuindo várias raças surreais e peculiares. Mas o mundo de The Dark Crystal não é “só” o tema de um livro de Brian Froud, mas também o de um filme de Jim Henson, responsável por séries tão conhecidas como The Muppets (Os Marretas), ou Storyteller. Tal como nestas conhecidas séries, em The Dark Crystal, as personagens são boneco, facto de que facilmente se esquece decorridos poucos minutos.

A história roda em torno de Jem, o últimos dos Gelfling, raça que terá sido chacinada pelos poderosos e maus Skeksis, por medo de uma profecia que se cumprirá aquando do alinhamento dos três sóis, que iluminam o planeta onde habitam. Entre as várias raças estranhas encontram amigos e inimigos, sendo que o objectivo é o cumprir de um destino cujos pormenores o próprio Jem desconhece.

Embora possua vários momentos previsíveis, como num bom típico filme cuja personagem principal tem um objectivo explícito a cumprir, existem aspectos interessantes como o ambiente fantástico no qual decorre a acção ou, realço outra vez, as raças que habita aquele planeta.
Não é o mais fantástico filme de fantasia. É demasiado inocente, em minha opinião. Falta-lhe perversidade. Ainda assim, é jeitoso, talvez mesmo um clássico dentro do género. Mais do que jeitoso, é bom. Eu, pelo menos, gostei.
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