Lançamentos Fantásticos e Fc

De entre os livros lançados em Junho e ainda não anunciados aqui e os que se esperam em Julho, destacaria sem dúvida o segundo volume de Gormenghast (Mervyn Peake), o segundo volume de O Ciclo da Noite dos Demónios (Peter Brett)

Para além de O Verdadeiro Dr. Fausto de Michael Swanwick, a Saída de Emergência publicou, durante o mês de Junho, a segunda parte de O Mago de Raymond E. Feist. Em Mestre, acompanhamos a entrada de Pug e Tomas na idade adulta, em mundos diferentes. O primeiro torna-se um poderoso manto negro, e o segundo um guerreiro destemido que chefia anões e elfos. A guerra entre os dois mundos prolonga-se por diversos anos e atinge um impasse: os exércitos estão cansados e a terra esgotada.

O Castelo de Gormenghast de Mervyn Peake é o segundo volume de Gormenghast, uma série fantástica conhecida pela excelência na linguagem e na apresentação da história, que ainda não tive oportunidade de iniciar:

O imenso castelo de Gormenghast é governado pela família Groan desde tempos imemoriais. Titus, o novo senhor da fortaleza e orgulhoso descendente de uma nobre linhagem, prepara-se para uma vida preenchida por rituais ancestrais e formalidades complexas. Mas estranhas e inesperadas circunstâncias despertam-lhe o desejo de conhecer o mundo para lá do labirinto de pedra que encerra a sua vida. Nas sombras das torres antigas, Steerpike, um jovem sinistro e traiçoeiro, continua a ambicionar o poder dentro de Gormenghast. Mas Titus apercebe-se da sua natureza maquiavélica e o confronto torna-se inevitável. Para as estranhas personagens que habitam o castelo, habituadas a séculos (e talvez milénios) de rotinas, nada mais será o mesmo.

Na colecção Teen é lançado mais um volume de aventura fantástica juvenil, A Espada de Zagan de Clark Ashton Smith:

Em pleno ambiente das Mil e Uma Noites, dois jovens arriscam a morte e enfrentam o perigo em peripécias e batalhas para conquistar o amor de uma jovem de beleza singular: Fatima, a sobrinha do poderoso Sultão. Num ambiente mágico e apaixonante, “A Espada de Zagan” faz-nos sonhar com palácios e a vida exótica nas cidades atribuladas do Médio Oriente. Um livro repleto de ação e aventura, com descrições de tirar o fôlego. “A Espada de Zagan” é um dos grandes clássicos da literatura e foi escrito por Clark Ashton Smith nos seus anos de juventude. Mais tarde, Ashton Smith veio a tornar-se um dos escritores mais importantes dos inícios do séc. XX.

Em pré-venda podem encontrar o próximo volume da série Sangue Fresco de Charlainne Harris, Traição de Sangue:

Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps, não é alheia a experiências sobrenaturais. Mas agora estranhos acontecimentos estão a mexer com a sua família e nunca antes o sobrenatural esteve tão próximo. Quando Sookie repara que os olhos do seu irmão Jason começam a modificar-se, ela percebe que ele está prestes a transformar-se numa pantera pela primeira vez – uma transformação mais rápida e intuitiva do que a maioria dos metamorfos que ela conhece. Mas a preocupação de Sookie torna-se mais intensa e assustadora quando um atirador furtivo aponta a sua mira para os metamorfos locais, e os novos “irmãos” felinos de Jason começam a suspeitar que ele pode estar por trás dessa mira. Sookie tem até à próxima lua cheia para descobrir quem está envolvido nestes ataques… a menos que o atirador decida encontrá-la primeiro…

Pela colecção Camões & Companhia da Saída de Emergência será re-editado A Voz de Fogo de Alan Moore, traduzido por David Soares, e agora com nova capa:

Num livro repleto de luxúria e êxtase, encontramos doze personagens distintas que viveram na região de Northampton, em Inglaterra, durante um período de seis mil anos. Na tradição de Kipling e Borges, Moore viaja pela História misturando verdade e conjectura, num romance assombroso, comovente, por vezes trágico, mas sempre empolgante.

Também para Julho, podemos esperar mais uma aventura fantástica de Robin Hobb, A Demanda do Visionário:

O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte. Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?

Também este mês temos boas novidades da Gailivro, destacando-se o lançamento do segundo volume do Ciclo da Noite dos Demónios, A Lança do Deserto. Tanto o primeiro como o segundo volume foram bem recebidos internacionalmente. Deixo aqui a sinopse para o A Lança do Deserto:

O Sol põe-se sobre a Humanidade. A noite pertence agora a demónios vorazes que se materializam com a escuridão e que caçam, sem tréguas, uma população quase extinta, forçada a acobardar-se atrás da segurança de guardas de poder semi-esquecidas. Mas estas guardas apenas servem para manter os demónios à distância e as lendas falam de um Libertador; um general, alguns chamar-lhe-iam profeta, que em tempo uniu a Humanidade e derrotou os demónios. No entanto esses tempos, se alguma vez existiram, pertencem a um passado distante. Os demónios estão de volta e o Libertador é apenas um mito… Ou será que não?

Da autoria de Michael Chabon, Cavalheiros da Estrada é uma aventura engraçada e bem construída, com personagens cativantes. Apesar de não ser extraordinário, é uma leitura agradável. Em Portugal foi publicado pela Casa das Letras:

O romance de Michael Chabon “A Liga da Chave Dourada: As Espantosas Aventuras de Kavalier & Clay” – vencedor do Prémio Pulitzer – nasceu de uma paixão antiga do autor pelos heróis destemidos e dos clássicos da banda desenhada. Agora, regressando à mina desse rico passado, Chabon convoca o espírito jovial das aventuras lendárias – desde “As Mil e Uma Noites” até Alexandre Dumas ou os livros das «Crónicas da Espada», de Fritz Leiber, com as histórias de Fafhrd e o Rateiro Cinzento – traz-nos um pequeno romance encantador cheio de acção, intenso “suspense” e uma colecção de curiosas personagens dignas dos contos mais arrebatadores de Xerazade.

No Brasil também se têm observado novidades no género. Pela Editora Draco publicou-se Guerra Justa de Carlos Orsi, uma obra pós-apocalíptica enquadrada no género cyberpunk:

Abalada por uma catástrofe natural de proporções cósmicas, a humanidade reinventa sua religião e se unifica sob o culto do Pontífice – um homem que demonstra ser capaz de prever novas tragédias. Mas há quem duvide do bom uso desse poder e acredite que ele poderia evitar muita morte e sofrimento.
Duas irmãs, a freira Rebeca e a cientista Rafaela, veem-se envolvidas em um perigoso jogo de manipulação da realidade e são transformadas em agentes de uma conspiração que busca minar a influência do culto e desvendar o segredo de suas profecias.
Mas se o culto for destruído, quem protegerá a humanidade de uma natureza cada vez mais descontrolada? Como a conspiração poderá vencer um inimigo capaz de prever cada um de seus passos? E afinal, o que define uma guerra justa?

Por sua vez, pela Tarja Editorial, foi publicado Cyber Brasiliana de Richard Diegues, que parece, bastante interessante:

Este é o primeiro romance na área de ficção-científica de Richard Diegues, um dos escritores mais prolíficos da Literatura Fantástica Brasileira. Nele o leitor se depara com uma Realidade Alternativa, que se desenvolve em um universo Pós-cyber, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no eixo-sul: a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos até se tornar fundamental à vida.

Foi nesse contexto que o Hipermundo se desenvolveu. Um sistema baseado em uma super-rede de servidores, no qual as pessoas desfrutam de uma forma complexa de realidade aumentada, utilizando-a para trabalho, socialização, cultura e registro digital de todas as informações mundiais.

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