Eis que chegou mais uma sexta-feira 13 acompanhada por Sustos às Sextas. À chegada do local destacam-se as melhorias – um caminho mais amigável a passadas e iluminado. No interior, as duas salas contíguas ao salão do evento apresentam novas exposições, com alguns quadros dignos de destaque. Já no salão destaca-se a colecção de jazz que, sem ter relação com a temática do encontro conferia um aspecto curioso ao espaço.
Mas voltando ao tema. A sessão iniciou-se com a apresentação da exposição Figuras Clássicas do Terror composta por vários quadros de temática monstruosa, onde podemos encontrar, entre outros, um golem, um frankenstein ou um homem invisível. De estilos e autorias diferentes, os quadros formam um conjunto interessante de boa qualidade. Eis um dos mais falados:

Após a visita à galeria acompanhados por gostosas bolachinhas aterradoras, seguiu-se o momento mais esperado da noite: “A perspectiva do novo horror” de João Barreiros. Introduzindo-nos ao tema com uma breve explicação sobre a origem do prazer que sentimos com o género horror, João Barreiros levou-nos por uma pequena viagem entre os livros que o marcaram.
Entre livros da extinta colecção argonauta (re)descobrimos A.E. Van Vogt, Clive Barker (com Books of Blood), Peter Straub (com Ghost Story), William Hope Hodgson (com The House on the Borderland) ou China Miéville (autor de um dos meus livros favoritos, Perdido Street Station) sem faltarem as bandas desenhadas e as referências francesas tão fora do que costume ser falado ou publicado em Portugal. Após um curso intervalo, a noite terminou com leitura interpretativa do conto “A Pata de Macaco” de W. W. Jacobs, um clássico do género:




