Resumo de Leituras – Abril de 2016 (2)

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77 – A Idade de Ouro – John C. Wright – Livro de ficção científica futurista que se centra numa personagem de nome Faetonte. O nome da personagem é uma analogia a uma versão alternativa de um mito grego e ao longo da história vamos encontrando várias referências, quer a personagens emblemáticas de outros livros, quer a correntes filosóficas que aqui se materilizam em estilos de vida. Tudo num cenário de elevada tecnologia e capacidades imortais que contrastam com esta materilização de ideias e personagens da antiguidade;

78 – O comboio dos órfãos – Jim e Harvey – Philippe Charlot – Este volume agrupa duas das primeiras histórias do ciclo, constituindo em si uma história fechada. Apresenta a dura realidade do início do século na América em que, nas cidades, se acumulavam crianças sem pais, ou abandonadas. O que começa por ser uma acção de beneficência e caridade tendo em vista o bem estar destas crianças, distribuindo-as por novas famílias, cedo se torna uma via de engrandecimento moral dos benefeitores que mais parecem estar a distribuir encomendas ou escravos. Uma visão melancólica onde não falta um humor triste e quase desesperado;

79 – Em busca de Peter Pan – Cosey – Publicado na colecção de Novelas Gráficas pela Levoir em conjunto com o Público, tem como palco os Alpes, cenário que por si só justifica uma história. Nos Alpes encontra-se uma vila, em risco de ser esmagada pelo deslocamento de um glaciar – as primeiras previsões até podem dar à vila mais uns anos de sossego, mas a Primavera precoce muda as perspectivas. É neste cenário que se encontra um homem que procura, neste cenário, inspiração para o seu novo romance.

80 – O concílio do amor – Óscar Panizza – Referido no último Recordar os Esquecidos, retrata as figuras celestiais de formas pouco positivas – Deus é uma figura cansada e doente, sofrendo de catarro e acessos de raiva alternados com uma passividade senil, Maria é uma figura vaidosa que finge piedade, e Jesus é um tonto, cansado e dorido, sem ideias próprias. Claro que quem safa o enredo é o Diabo, figura inteligente a quem é atribuída a tarefa de descobrir como castigar o mau comportamento dos humanos.

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