Y: The Last Man – Vol.1 e Vol.2 – Brian K. Vaughan, Pia Guerra e José Marzán Jr.

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Atraída pelo nome de Brian K. Vaughan comecei a ler esta banda desenhada há pouco tempo (apesar de a ter aqui há um bom par de anos). O que encontrei foi uma história divertida, de suposições científicas duvidosas, onde a premissa condutora não me parece suficiente para conseguir dar força a uma série, apesar de nos apresentar um mundo em extinção.

Em Y:The Last Man todos os seres portadores de cromossoma Y morreram no dia em que foi clonado o primeiro bebé masculino. Bem, nem todos. Como seria de esperar, um rapaz sobrevive, acompanhado pelo macaco (também de sexo masculino). O que terá feito a diferença para estes dois seres, desconhece-se. Pelo menos por enquanto.

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Numa sociedade em que todos os altos cargos (ou a maioria) são ocupados por homens, não é de estranhar que surja o caos quando estes morrem todos, de repente. Os corpos têm de ser retirados para não causarem doenças (trabalho que passa a caber a algumas pessoas a troco de alguma comida), as feministas organizam-se em grupos de ódio contra qualquer lembrança do sexo masculino e o poder de conduzir o país encontra-se numa secretária, a mulher que ocupa agora o lugar mais alto na hierarquia.

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Enquanto o caos reina, o único homem sobrevivente tem como objectivo atravessar o mundo em busca da noiva que se encontra na Austrália – objectivo que é adiado quando o descobrem e o encaminham para a melhor cientista em estudos de genética – a mesma que criou o clone.

A viagem do rapaz até encontrar a cientista não vai ser calma. Ajudado por uma soldado defrontam alguns destes novos cultos de ódio até chegarem ao laboratório que acabará por arder, consequência das acções de um grupo armado que desconhecemos. Sem desistirem de procurar a solução para a humanidade, continuam viagem, tendo agora, por destino, a segunda base laboratorial.

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Mulheres amazonas que por adoração às antigas guerreiras retiram o seio esquerdo e uma vila construída por mulheres que escaparam da prisão mais próxima – os elementos mirabolantes existem e vão sendo apresentados lentamente, como forma de dar mais movimento à história e impedir a viagem calma dos nossos heróis.

A história é engraçada e cumpre o papel de entreter o leitor, mas não se torna excelente. Nestes dois volumes exploram-se poucas personagens e as linhas narrativas centram-se quase todas no rapaz. Até ao momento, não me parece que o motivo da história (a existência de um único homem que percorre mundo em busca da noiva) seja o suficiente para aguentar uma série sem se tornar aborrecida.

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Decerto surgirão novas reviravoltas – estes dois volumes apresentam indícios envolvendo um medalhão misterioso e um grupo de soldados cujo propósito desconhecemos. Provavelmente irei ler o próximo volume, mas questiono-me se estes elementos serão o suficiente para me cativar por muito mais.

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