17 / 18 – O Assassino – Vol. 2 e 3 – Jacamon e Matz – A história do Assassino complica-se com o estabelecimento de laços familiares ou de amizade, e o próprio reconhece que não estar sozinho pode ter várias desvantagens. Principalmente quando se está no negócio de eliminar pessoas e se tem contactos com o negócio da droga. As histórias são movimentadas e apresentam a perspectiva do assassino, com ligeiros monólogos introspectivos sobre valores e sociedade, fazendo com que a série seja cadenciada, mas também traga algo mais do que uma simples sucessão de episódios de acção;

19 – Whistle – E. Lockhart – A história leva-nos a Gotham City, mas ao invés de se centrar nos heróis usuais, apresenta-nos uma rapariga que tenta sobreviver na cidade, entre os estudos e um part-time para ajudar a mãe com os tratamentos do cancro. Em paralelo é uma activista, com valores bastante vincados. Mas quando a mãe precisa de tratamentos mais dispendiosos, acaba por cair em tentação e aceitar um trabalho para organizar noites ilegais de jogo. Assistimos, portanto, à evolução da personagem que irá debater-se consigo própria para sobreviver em Gotham e manter-se fiel a si mesma;

20 – Clementine – Vol. 1 – Tillie Walden – Já conhecia esta autora de outra obra e o tom que aqui encontrei é semelhante. A história leva-nos ao mundo de The Walking Dead para nos apresentar a história de uma das personagens Clementine. Quem já conhece a personagem parece não estar muito agradado com esta reinterpretação por Tillie Walden, mas para mim que não a conheço, deparei-me com uma adolescente cínica e traumatizada, que prefere deambular sozinha a confiar noutras pessoas. Uma perspectiva razoável dado o enquadramento apocalíptico. Ainda assim, há-de ser capaz de estabelecer algumas, raras, ligações. Não sendo fabulosa, é uma história que se lê bem, com bons momentos, onde a acção é quase sempre proporcionada pela fuga ou confronto com os zombies.