All the Windwracked Stars foi daqueles livros que me intrigou assim que saiu. A sinopse fala de uma Valquíria, a única sobrevivente de uma longa batalha, Muire, conjuntamente com uma montada alada, Kasimir. Muire não é uma guerreira verdadeira, antes uma estudiosa e historiadora que se terá acobardado e fugido da guerra.
Mingan é a terceira grande personagem desta história, filho de deuses e mais velho do que o Mundo onde vive, acompanha-o um sentimento de ódio e frustração, resultado dos anos vividos como espectador do ciclo de renovação do planeta.
Na última cidade de um Mundo decadente, onde reina a Tecnomancer, Muire descobre o rasto de Mingan, e resolver persegui-lo. Nesta busca incessante descobre velhos conhecidos, renascidos nesta época de transformação.
Apesar de pertencer a uma trilogia, All the Windwracked Stars é uma história isolada, um épico onde se conta uma batalha imortal num mundo que morre e renasce, palco do encontro e desencontro de deuses desgastados e figuras míticas. Como tal, a história não é feliz – as personagens estão desgastadas pela sua longa vivência, e carregam consigo recordações que as prendem, conhecimentos e receios alienígenas a qualquer mortal. Nesse sentido, All the Windwracked Stars recorda Viriconium, de Harrison.
All the Windwracked Stars não é excepcional, mas é uma boa e pausada leitura – o ritmo é lento, e é difícil entranhar a história nas primeiras páginas. Somos obrigados a prosseguir devagar, mas terminado o livro fica um buraco na mente causado pela sua ausência.