Interview questions for bloggers to answer

Em Of Blog of The Fallen foi deixado um pequeno desafio aos bloggers que me pareceu interessante. Desta forma, resolvi responder ao questionário apresentado. Aqui ficam as perguntas e respectivas respostas. Achei interessante, será que mais alguém seguirá a ideia?

1. Without giving anything away, what can you tell readers about your blog?

Quando comecei tinha por objectivo despejar algumas ideias e pensamentos: comentários a notícias absurdas, ou refilar de um péssimo filme. Há quatro anos já existiam milhares de blogs em torno destes temas, mas poucos, portugueses, que se dedicassem apenas a livros, quanto mais fantasia e ficção científica, publicada em português ou inglês.

2. What can you tell readers about your future themed review months? Are there any sequels in the works?

Não costumo fazer meses temáticos, até porque gosto de intercalar géneros e autores. No entanto, anunciados os convidados do fórum fantástico, vou tentar ler e comentar alguma coisa de todos eles antes do evento. De resto, espero ler, nos próximos tempos, qualquer coisa enquadrada na mais recente moda dos Anjos, livros de Zoran Zivkovic, John Wyndham, Christopher Moore, assim como mais uns volumes da Haikasoru. Intercalados com estes, pretendo pegar em Criaturas Maravilhosas e Anjos Pistoleiros, a publicar durante este mês, em Portugal.

3. What do you feel is your strength as a blogger/reviewer?

Primeiro que tudo, não me importo de expor pontos negativos de uma história, ou seja, mesmo conhecendo o autor, se existir algum ponto que não me agrade, escrevo-o. Aquilo que não gostei num livro pode ser exactamente o que outro leitor poderá considerar a cereja em cima do bolo. A minha opinião resulta sempre da minha percepção da leitura e outros podem não ter a mesma ideia com a mesma história.

Para além disso, gosto de ler em inglês, logo comento livros que tão cedo não verão a tradução portuguesa, e consigo atingir cerca de 100 páginas por hora, a ler em português.

4. If you could go back in time, what advice would you give the younger you concerning your blogging/reviewing career?

Inicialmente tinha alguma dificuldade em comentar alguns livros: ou eram densos ou deixavam-me com sentimentos opostos. Algo que me apercebi entretanto, é que nem sempre um bom livro é uma boa leitura, e nem sempre uma boa leitura é um bom livro. Ou seja, existem histórias excelentes mal contadas, e péssimas histórias bem apresentadas.

Normalmente, os melhores livros correspondem àqueles que, envolvendo-nos na história, estão tão bem escritos e estruturados que não existem quebras de raciocínio, nem nos sentimos esmorecer ao final de alguns parágrafos. Existem, no entanto, livros leves, divertidos com pouco conteúdo, que não são excelentes, mas que nos captaram, da mesma forma que existem os que se limitam a ser um extenso exercício de escrita, mas que são aborrecidos.

5. What was the spark that generated the idea that drove you to start your blog/reviewing career?

O blog surgiu primeiro como uma forma de expor sentimentos e pensamentos. Às vezes, uma óptima forma de esquecer tudo o resto, é pensar em algo e escrever, ainda mais durante a noite. Paralelamente, comecei a escrever os primeiros comentários a livros em fóruns, como Filhos de Athena, Sci-Freaks ou Bad Books Don’t Exist. Pequenas e tímidas frases atabalhoadas, receosas pelo aparecimento de alguém mais lido, que matasse, à nascença, um argumento. Depois, comecei por tentar fundamentar o que achava, tentar encontrar diferenças entre os autores e pensar no que sentia ao longo da leitura. Quanto mais revia, mais me obrigava a estruturar os pensamentos. O fechar do livro deixou de ser o fim da obra, mas ao comentar obrigava a rever em memória a história e acabava por me aperceber de falhas na história ou por admirar, ainda mais, o que tinha lido.

Foi desta forma que comecei a expor comentários sobre tudo (livros, filmes ou pensamentos) principalmente para mim, para me obrigar a estruturar e organizar ideias.

6. Were there any perceived conventions of blogging/reviewing that you wanted to twist or break when you set out to start blogging/reviewing?

Quando comecei queria, apenas, deixar ideias e pensamentos. Depois comecei a direccionar para a temática que possui hoje, que para mim é mais um estilo de vida: a leitura. Neste momento, pretendo trazer novas ou esquecidas leituras.

7. In retrospect, is it safe to say that the online blogging/reviewing world wasn’t quite ready for your blog/review column? Blogging/reviewing was dominated by powerhouses such as Wil Wheaton, Dave Itzkoff, and Harriet Klausner at the time. Looking back, was your blog/review column too avante-garde in style and tone?

Hum. O meu blog era e continua a ser, o que sou, com mais ou menos exposição dos meus sentimentos e pensamentos. Agora mais voltado para livros e literatura, continua a debruçar-se sobre os livros. Não pretendo revolucionar, apenas ser.

8. Honestly, do you believe that bloggers/revieers will ever come to be recognized as veritable critics? Truth be told, in my opinion there has never been this many good blogs/online review columns as we have right now, and yet there is still very little respect (not to say none) associated with them.

Existem blogs que respeito e considero excelentes guias de leitura. Na sua maioria, estes caracterizam-se normalmente por apresentar

  1. Criticas positivas e negativas – e com isto não quero dizer que tenham de existir críticas a dizer que o livro é horroroso, péssimo ou intragável, mas nem todos os livros são excelentes, óptimos e enquadráveis na lista de obras primas.
  2. Vários géneros literários – podem ser direccionados, ou seja, conter comentários sobretudo de livros de um só género, mas também é agradável ler comentários a livros fora do género, e perceber o que as pessoas acham
  3. Vários critérios – tomam em consideração vários aspectos na crítica, existe o gostar de um livro, e o ser um bom livro

Considerando o que às vezes se vê em determinados jornais e revistas, sinceramente, confio mais nalguns blogs do que neles.

9. How would you like to be remembered as a blogger/reviewer? What is the legacy you’ll leave behind?

Gostava de acreditar que alguns livros não publicados em Portugal passarão a ser conhecidos por mais leitores portugueses.

10. Do you ever worry that your blog articles/reviews are being misinterpreted? Ever ball up your fists, shoot steam from your ears and yell, “But you just don’t get it!” while reading a comment to a review? Even if they don’t get it, is that opinion still wrong?

Depende. Se se tratam daqueles comentários, deixados por crianças da primária que demonstram saber escrever muito mal e interpretar ainda pior, não, não me preocupo. Por vezes, sim, existe essa sensação de que a mensagem não passou claramente. Significa apenas que tenho de me explicar melhor, ou aprender a expor melhor as minhas ideias.

Opiniões são opiniões. Não existem opiniões erradas, apenas discordantes.

11. If you take a reviewer like Adam Roberts, as his ramble-y, engaging reviews of Robert Jordan’s The Wheel of Time series and put them up against some of the reviews found on Amazon.com, you’re going to find people who appreciate one or the other. Many of those reviews on Amazon.com are written by what we’re calling ‘bad readers’, but there’s certainly an audience (a very large audience), who appreciate those ‘you’ll love this book if you loved ‘Book X’ or ‘Movie Y’. Are Roberts’ reviews objectively better? Would Joe Blow at the grocery store, who only chooses his novels solely on cover art think so?

Há críticas para todos os gostos. Há quem goste de comparações puras e simples, ou seja, gostam de um determinado género, independentemente das semelhanças na escrita. Quantas vezes não ouvi já alguém pedir essas comparações para ter uma ideia do que o espera? Depois existem aqueles que procuram algo mais, não procuram itens semelhantes, mas formas de escrita semelhantes.

12. Given the choice, would you take a paid review or column for an online or print publication, or a Book Blogger Appreciation Week award? Why, exactly?

Se me importava de ser paga para fazer o que já faço? Claro que não. Se receberia dinheiro para publicar uma opinião positiva? Não.

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