141 – Águias de Roma – Vol. 8 – Marini – As tensões aumentam e assistimos ao desenrolar de traições e alianças nos dois lados do conflito. As duas personagens principais jogam um jogo perigoso onde envolvem as respectivas famílias. Uma boa leitura, que tem como principal defeito o escasso tamanho de cada volume;
142 – O Príncipe dos Pássaros – Philippe Girard – Saint-Exupéry é exilado para Nova Iorque, mas destaca sempre a valentia dos seus exércitos nacionais, como forma de tentar ganhar simpatias. Apesar de agora ser mais escritor que voador, o ser piloto é uma parte essencial da sua identidade, que explora em todas as oportunidades – mesmo quando as piadas parecem já pouco agradar à sua esposa cada vez mais distante. Sendo uma homenagem ao escritor é também repleto de episódios mais sinceros, não o apresentando como alguém perfeito, mas explorando também as vertentes onde é menos agradável e menos correcto;
143 – Arboreality – Rebecca Campbell – Vencedor do prémio Ursula Le Guin e nomeado para o Philip K. Dick, leva-nos a um futuro pouco distante onde as alterações climáticas vão transformando algumas zonas, tornando-as inabitáveis. A história vai-se centrando em personagens diferentes ao longo do tempo, mostrando como alguns tentam salvar os livros que serão úteis para a recuperação da civilização, e como neste futuro distante, os recursos serão escassos. De alguma forma faz lembrar o Station Eleven pelo foco na tentativa de manter a humanidade num mundo em colapso;
144 – A adopção – Vol. 3 – Zidrou e Monin – Como já é habitual em Zidrou, destaca-se a capacidade para representar os detalhes da rotina caseira, concedendo familiariedade e conforto ao leitor. Neste caso, a história centra-se numa família em que, de uma só vez, se acrescentam três jovens raparigas – duas delas, adoptadas. A história apresenta pontos chave da interacção familiar e como, apesar de distintas, as três são tratadas como iguais – de tal forma que se diz que “já nem sei muito bem quais são as adoptadas”. Um relato envolvente e fabuloso que apresenta o percurso de vida como inevitável mas que, indirectamente, fala de memórias e legado.