war stories

Armaduras invencíveis, robots telecomandados por operadores experientes ou autómatos com vontade própria. Todas estas tecnologias permitem ao ser humano distanciar-se do cenário horroroso da guerra, ou diminuir a perda de vidas. Mas se, ao invés de tentarem proteger a vida humana, se fosse possível transmitir a consciência?

Neste conto de Jay Posey os guerreiros de uma unidade podem sempre voltar a tranferir a sua consciência para um novo corpo, clonado, e que aguarda a transferência para acordar. A consciência recorda apenas os momentos contidos no último backup, não contendo nenhuma da dor que o corpo anterior terá sofrido na morte. Não poupa, no entanto, os companheiros que vêem os corpos dos colegas despedaçados.

Batalha até batalha, corpo atrás de corpo, quantas transferências serão precisas para ser perder a identidade ou que os outros a comecem a questionar? Neste conto de cenários brutos não existe propriamente questionamento filosófico, e explora-se apenas uma possibilidade tecnológico, sendo apenas no final que se levantam as dúvidas.

A transferência de consciência de corpo em corpo é uma possibilidade explorada em outras histórias e que neste conto se fica pelas possibilidades práticas. Existe um vislumbre de algo mais, mas que não chega a desenvolver-se ou a concretizar-se. Por essa mesma razão o conto é interessante, mas não chega a ser excelente ou até memorável.