Vencedora do prémio Nebula de 1991, e nomeada para o prémio Hugo no mesmo ano, Tower of Babylon foi publicada na extinta Omni, sendo a noveleta que abre a colectânea, uma história que representa bem a originalidade contante em todo o volume.
Se na história original surgem, por castigo divino, mil línguas e a humanidade se dispersa em mil nações, nesta história a construção da torre prossegue até à cúpula celestial sem percalços. Finda a construção o ambiente é de festa pela expectativa do que encontrarão após quebrar a cúpula, fluindo ideiais de maravilhas e riquezas.
Para quebrar o duro material da cúpula foram chamados exímios mineiros que, habituados às profundezas, devem agora subir a torre, munidos das melhoras ferramentas. Pelo caminho encontramos as família dos constructores que adaptaram o espaço criando pequenas povoações com hortas que permitem a substistência. Degrau a degrau, a torre ultrapassa a altitude do sol e das estrelas, até atingir a cúpula, rígida, que esconde um estranho segredo.
Carregado de detalhes interessantes, de personagens introspectivas e inteligentes, este conto de base bastante original, torna-se uma história surpreendente. Enveredando por um caminho pouco tradicional é um excelente excemplo do que nos espera nesta excelente antologia.
