estação onze

Ora aqui está uma excelente surpresa! Um dos melhores livros de ficção científica que tive possibilidade de ler nos últimos tempos vai ser brevemente lançado pela Editorial Presença! Uma história pós-apocalíptica de premissa comum, mas de desenvolvimento original, que se centra na tentativa de manter a humanidade mesmo quando a civilização colapsa.

“Porque não basta sobreviver” é sem dúvida a frase mais lida ao longo da história, onde uma companhia de teatro ambulante encena as peças de Shakespeare em vários lugarejos. Não faltam, claro, as seitas religiosas em auge por conta da desgraça, nem as memórias soltas do antigamente.  É forte a nostalgia dos mais velhos, mas também o sentimento de sobrevivência nos mais novos que fazem dos estilhaços a sua nova realidade.

Alternando o pré com o pós-apocalipse (e com fragmentos do durante), centra-se num pequeno grupo de personagens que possui ligações inicialmente pouco óbvias, construindo uma história comum interessante e envolvente.

Para os interessados, eis um comentário mais completo da altura em que li o livro, e deixo-vos a sinopse oficial:

Estação Onze conta-nos a cativante história de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana após um acontecimento que abalou o mundo. Kirsten Raymonde nunca esqueceu a noite em que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade.

Vinte anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes. No entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water. Um romance repleto de suspense e emoção que nos confronta com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.