Os Favoritos (parte IV)

(Os Favoritos – Parte I / Parte II / Parte III)

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7 – Neil Gaiman

Confesso que não acho Neil Gaiman o melhor escritor de todos os tempos. Algumas histórias possuem falhas de concretização ou de desenvolvimento e seguem por vezes desenvolvimentos expectáveis e pouco grandiosos. Mas de alguma forma o autor consegue quase sempre cativar-me e envolver-me de tal forma que acabo por ler os livros de uma rajada.

The Ocean at the end of the Lane é um dos exemplos perfeitos deste efeito. Recordo-me que tive de pousar o livro após as primeiras vinte páginas, e de ter estranhado a dificuldade com o que o fiz. O que era estranho era o facto de nada de interessante ter acontecido e de todas as características da personagem terem um enorme potencial para me irritar profundamente – era um típico Maria-vai-com-as-outras, uma personagem que não parecia ter grande vontade própria. E mesmo assim, estava a sentir uma enorme empatia para com a personagem, e curiosidade pelo que iria suceder (alguma coisa haveria de ser).

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O mesmo acontece com Neverwhere, um dos primeiros livros que li de Neil Gaiman. Existem vários sobre fantásticas cidades paralelas que se escondem sob a cidade bem real que conhecemos. Mas Neverwhere conseguiu cativar-me de forma exemplar e foi com alguma decepção que li a interpretação do ambiente na banda desenhada, que tinha imaginado de tendência bastante menos punk.

Mirrormask é uma decepção em termos de história – com uma boa premissa, consegue perder-se nalguns pontos. E ainda assim recordo com fascínio algumas das passagens do filme, com imagens belíssimas de tão estranhas, algumas recordando quadros de Dali, ainda que num espectro de cores mais sombrio.

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Então que dizer de Coraline? Uma estranha história de premissa fantástica e público alvo juvenil que me fez torcer pela personagem principal como se não houvesse amanhã?

Num tom totalmente diferente, achei 1602 uma banda desenhada excelente, tanto pela ideia como pelo desenvolvimento: colocar os heróis da Marvel na época dos descobrimentos e enfrentando a Santa Igreja. Sem a participação de Neil Gaiman a ideia seria aproveitada para lançar mais duas bandas desenhadas, 1602- Fantastic Four e 1602- Spider Man.

Não poderia terminar sem referir as duas mais recentes leituras do autor – Hansel & Gretel e The Sleeper and the Spindle. Se o primeiro foi uma desilusão por pouco acrescentar à história tradicional, o segundo surpreendeu pelos város twists na história, colocando as mulheres em papéis pouco passivos, e contrariando a tendência das princesas ficarem paradas, à espera de ser salvas.

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8 – Guy Gavriel Kay

Foram poucas as obras que tive oportunidade e tempo de ler deste autor. Principalmente porque carecem de bastante atenção para serem lidas – as personagens são mais que muitas e todas com a sua própria história que se vai interligando com as restantes. O autor costuma aproveitar conhecidos cenários históricos para desenvolver histórias fantásticas, tornando as obras ainda mais espectaculares.

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4 pensamentos sobre “Os Favoritos (parte IV)

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