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No topo encontra-se um pequeno volume, A Chinela Turca do autor brasileiro Machado de Assis, uma história que decorrerá em ambiente mágico:

Os contos fantásticos de Machado de Assis, bem pautados pelo estilo francês, concentram o teor mágico e insólito das suas narrativas no elemento onírico. É por meio do sonho, loucura, delírios ou alucinações que os protagonistas se defrontam com aparições fantasmagóricas, aventuras inacreditáveis, ameaças de morte, encontros com cientistas insanos e viagens astrais. Geralmente o enredo tem início em ambientes verosímeis, que em nada remetem ao surreal. E dessa forma Machado conduziu muito bem os seus textos deste teor. Vivendo num mundo crível, monótono e enraizado no quotidiano, os protagonistas são repentinamente lançados em ambientes mágicos, maravilhosos, e que fogem das leis normais da compreensão humana, como em A Chinela Turca, conto que dá título a este livro.

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O seguinte é Antigas e Novas Andanças do Demónio de Jorge de Sena, que conheci com o livro O Físico Prodigioso. Este volume reúne os dois primeiros livros de contos, Andanças do Demónio e Novas Andanças do Demónio:

(…) andanças imaginadas por alguém a quem o destino (e as condições da própria pátria, ou as condições irreversíveis delas resultantes) transformou em andarilho ao ponto de o poder viajar ser já mania. Mas o demónio destas andanças em forma de conto não está em mim, está no mundo (e, com funda pena o digo, não viaja para fora de Portugal, tanto como conviria).» Jorge de Sena

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Os Assaltos à Padaria é o mais recente livro de Haruki Murakami, contendo dois contos bastante ilustrados, no mesmo padrão de cores que podemos encontrar na capa:

Conto 1: Munidos de facas de cozinha, dois amigos põem-se a caminho da padaria. A cena faz lembrar vagamente “O Comboio Apitou Três Vezes”. À medida que avançam, o odor do pão a cozer no forno torna-se mais forte. Quanto mais intenso o cheiro, mais se acentuava a vontade deles para praticar o mal.

Conto 2: A meio da noite, um homem e uma mulher casados de fresco acordam com um ataque de fome de que não há memória. Levados pela imaginação, e por dores que se manifestam com a violência semelhante à do tornado em “O Feiticeiro de Oz”, trocam a cama pelas ruas desertas de Tóquio e passam ao ataque, perpetrando o mais absurdo e delicioso assalto de que há memória.

Por sua vez, Órix e Crex – O Último Homem é outra obra apocalítpica de Margaret Atwood num mundo devastado pelo desastre ecológico:

Nada voltará a ser o mesmo depois de ler este livro. Pode ser que os porcos não voem, mas estão completamente alterados. O mesmo se passa com os lobos e outros animais. Um homem, que em tempos se chamou Jimmy, vive numa árvore, embrulhado no seu lençol e diz chamar-se Homem das Neves. A voz de Órix, a mulher que ele amava, provoca-o e persegue-o. E os Filhos de Crex são agora responsabilidade sua. Como é que o mundo inteiro se desmoronou tão depressa? Com a sua habitual agudeza de espírito e o seu humor negro, Margaret Atwood apresenta-nos um mundo novo, habitado por personagens que não nos deixarão acabado o último capítulo.

«Nos seus romances, que ecoam a influência de autores como H.G. Wells, George Orwell, Ray Bradbury e J.C. Ballard, entre outros, cria universos complexos e sociedades distópicas, onde a brutalidade dos totalitarismos leva inevitavelmente à destruição ambiental, à desumanização e ao caos social e político.»Público, ípsilon

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Tanto Desforra como O Assassino Cego se afastam bastante desta temática. Eis a sinopse de Desforra:

Nesta perspectiva inesperada sobre o tópico da “dívida” – um tema bem actual nestes tempos de convulsão económica causada pela derrocada de um sistema de entrelaçamento de dívidas -, a lendária escritora Margaret Atwood explora o significado da dívida através dos tempos. Muitos nos perguntamos a nós próprios: como pudemos permitir que uma tal derrocada acontecesse? Até que ponto é antigo e inevitável este padrão humano? Na sua vasta, divertida e imaginativa abordagem do tema, Margaret Atwood avança a ideia de que a dívida é como o ar que respiramos – algo que tomamos como dado até ao momento em que as coisas correm mal. E nessa altura, enquanto tentamos ganhar fôlego, ficamos subitamente muito interessados no assunto.

O Assassino Cego é a obra com a qual Margaret Atwood ganhou o Booker Prize:

É um romance amargo, entretecido de várias histórias, onde o envelhecimento, sobretudo o envelhecimento feminino, muitas vezes causador de angústia, é tema fulcral. Laura Chase suicidou-se aos 25 anos, no dia em que terminava a Segunda Guerra Mundial, e deixou à sua irmã mais velha, Iris, cinco cadernos escolares que ambas haviam usado em crianças. Já afastada da família, Laura utilizara as páginas que estavam em branco para escrever o relato de uma aventura amorosa. Embora o parceiro dessa aventura não apareça identificado, Iris supõe que seja um amigo de adolescência, por quem as duas irmãs rivalizaram. O amante conta a Laura histórias fantásticas, que inventa para serem publicadas em revistas de cordel. Uma dessas histórias, passada no futuro, num país extraterrestre, tem precisamente por título “O Assassino Cego”. Iris pega nestes relatos e publica-os, como um romance póstumo da irmã. O êxito do livro é enorme e os leitores começam a fazer peregrinações ao túmulo de Laura, que enchem de crisântemos brancos. Iris não gosta destas homenagens e começa a vir ao de cima a inveja, a rivalidade, mesmo o ódio, já antigos (embora sempre disfarçados) que tinha para com a irmã.

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Na base encontram-se três volumes de banda desenhada, dois dos mais recentes lançamentos da G Floy, o segundo volume de Wolverine: Origem, e Esquadrão da Luz. Eis a sinopse deste último:

“O único objectivo de Chris Stavros, um soldado americano que combate na Segunda Guerra Mundial, é regressar são e salvo para tratar do seu filho, depois de saber que a sua mulher morreu. Mas o caos à sua volta vai atingir proporções sobrenaturais, quando guerreiros celeste…s emergem do passado e descem dos céus, e a unidade de Stavros recebe uma missão quase impossível: impedir um misterioso grupo de soldados alemães indestrutíveis e munidos da Espada de Deus de assaltarem as portas do Céu!”«”Esquadrão da Luz” é um livro a não perder.»Garth Ennis (autor de “Preacher”)

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