Assim foi: Conversas imaginárias 2015 – Universos Partilhados

conversas imaginarias

Na ausência do Fórum Fantástico deste ano (devido a obras no local habitual, a Biblioteca de Telheiras), Rogério Ribeiro e João Campos organizaram um evento de programa mais curto na livraria Fyodor: Conversas Imaginárias.

O evento começou com uma conversa entitulada de Universos Partilhados. Com moderação de Rogério Ribeiro e participação de Luís Filipe Silva, João Barreiros e Carlos Silva, a conversa teve como objectivo partilhar a experiência em organizar obras em que vários autores escrevem no mesmo Universo.

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Com esta temática João Barreiros e Luís Filipe Silva aproveitaram para falar um pouco da experiência de escrever, em conjunto, Terrarium, um livro de ficção científica que foi publicado inicialmente na Caminho. O livro foi revisto recentemente por ambos e a nova edição vai ser lançada pela Saída de Emergência, no início do próximo ano. Sim – para o ano prevê-se o lançamento de um livro de ficção científica português! Hurray!

Terrarium terá sido desenvolvido numa primeira fase por João Barreiros, deixando espaço para que outro autor, Luís Filipe Silva, desenvolvesse outras personagens de forma coerente. Ainda assim houve, como seria de esperar, necessidade de uma árdua revisão para detectar discrepâncias.

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Para além de Terrarium, João Barreiros falou de outro projecto que organizou para a Saída de Emergência, Lisboa no ano 2000. Esta antologia Steampunk reuniu contos de diversos autores e houve necessidade de ajustes constantes para garantir que se mantinha a coerência quer com a realidade descrita, quer entre os mundos.

Experiência semelhante foi a de Carlos Silva ao organizar Comandante Serralves, apesar de existir um conjunto de detalhes para que os autores se guiassem. Dificuldade acrescida agora, na organização da segunda antologia, em que se torna necessário garantir a constância de elementos entre os diversos contos, incluindo os do primeiro volume (teremos outro livro de ficção científica em 2016??).

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Durante a descrição dos vários projectos, surgiram vários pontos interessantes, entre os quais destacaria dois: as dificuldades dos escritores em se limitarem às restrições do Universo em que escrevem; a seriedade com que os leitores podem encarar a criação de contos com Universos criados por outros. No primeiro ponto temos reacções que se assemelham a divas ofendidas, mas que têm de ser levadas, com paciência pelos organizadores das antologias. O segundo ponto foi desenvolvido, questionando-se se os leitores assumiriam que os contos se tratavam de meros exercícios de escrita.

Como leitora posso dizer que é relativo. Normalmente não gosto de fan fiction, mas a verdade é que existem histórias muito boas com personagens criadas por outros autores. No caso das antologias criadas propositadamente, diferentes autores poderão construir perspectivas bastante diferentes do mesmo mundo, focando-se em personagens ou acontecimentos diferentes – há autores que se centram em acontecimentos de grandes dimensões, enquanto outros preferem episódios mais familiares.

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