Se seguirem o blogue, percebem que o nome Preemee Mohamed tem sido uma referência recorrente nos últimos meses. Descobri a autora com o pequeno livro The Butcher of the Forest que adorei, e li a trilogia The Annual Migration of Clouds, que se destaca de outras narrativas pós-apocalípticas, pela forma calma como começa por abordar a história. The Siege of Burning Grass, premiado com o Aurora e nomeado para o Ursula K. Le Guin e o Locus já cá está à espera de ser lido. Entretanto, comecei a adquirir a outra trilogia da autora, Beneath the Rising, que, entre os três volumes soma 7 nomeações para alguns dos prémios mais conhecidos no género, Aurora, British Fantasy Award, e Locus.

Jitterbug, de Gareth L. Powell é o mais recente lançamento da subscrição Starbright, da Illumicrate. Trata-se de uma edição bastante cuidada de um livro de Space Opera. Entretanto já o li, e revelou-se uma Space Opera carregada de acção, que apresenta outros detalhes de ficção científica como viagens no tempo e primeiro contacto com alienígenas. Não sendo extraordinário, é uma leitura divertida e recomendável para quem pretende algo compassado e ligeiro.

Travel Light aparece recomendado por Ursula Le Guin. Não bastasse essa recomendação, trata-se de uma história de fantasia, destinada a um público mais jovem, escrita em 1952. A autora, Naomi Mitchison, parece ter sido bastante prolífera e reconhecida nos géneros da fantasia, ainda que pareça estar meio esquecida. A história destaca-se por ter como heroína e aventureira uma jovem rapariga que é abandonada pelo rei, seu pai, no seguimento de um novo casamento. Adoptada por ursos, e educada por dragões, a jovem demonstra sistemas de valor diferentes dos normais nos seres humanos, e uma desenvoltura que a libertam das usuais responsabilidades sociais que se esperam de alguém com as suas características. É uma história curiosa pela sua estranheza, possuindo um desenvolvimento pouco previsível.

Li o primeiro livro da série Bruna Husky há cerca de nove anos, Lágrimas na Chuva. Neste volume descobri uma realidade futurista semelhante a Blade Runner, mas com a acção passada em Espanha. A acção centra-se numa replicante, um género de clone de ser humano que foi criado para desempenhar determinadas funções. Neste caso, Bruna é uma replicante de combate, apresentando características físicas que a tornam imponente e resistente. Os três primeiros volumes oscilam entre o desenrolar dos casos de detective enfrentados por Bruna, os problemas existenciais da detective replicante e os problemas sociais que surgem quando grandes empresas possuem mais controlo do que os governos eleitos. Animais Difíceis é o mais recente volume de Bruna Husky, uma sucessão de episódios de acção, que apresentam uma variação aos anteriores – agora que a personalidade de Bruna foi colocada num corpo de replicante de cálculo, parte da sua resiliência física perde-se, ainda que ganha interessantes capacidades de cálculo e memória.

Enquanto Irreversível é o mais recente vencedor do prémio Ataegina em formato conto (e portanto, publicado neste pequeno formato bilingue) Terra estreita é o último livro de Mafalda Santos (a autora de livros tão diferentes quanto Conta-me escuridão, Enquanto o fim não vem e Do Outro lado). Esta será, sem dúvida, uma das próximas leituras.

Termino com três livros de T. Kingfisher. Apesar de os ter quase todos, ainda me faltam estes e algumas antologias – a autora é bastante prolífera e já tem três novos lançamentos agendados, dois a decorrer durante 2026. Começo por apresentar The Twisted Ones, numa edição da Illumicrate, uma história inspirada no clássico de Arthur Machen, The White People. Os outros dois volumes fase parte da duologia Clocktaur War, a ingressão da autora no mundo Steampunk.