Promoções: FNAC – até 50% em Livros

48h_jan2016_small

A promoção já vai a mais de meio, mas no meio de tantos livros, eis algumas sugestões (podem carregar nas capas para serem direccionados directamente para os livros):

lisboa-no-ano-2000

Esta antologia organizada por João Barreiros contem vários contos Steampunk passados numa Lisboa alternativa, durante o ano 2000, onde a tecnologia ainda é a vapor. Os vários contos, de vários autores decorre todos no mesmo Universo:

Bem-vindos a Lisboa! Bem-vindos à maior cidade da Europa livre, bem longe do opressivo império germânico. Deslumbrem-se com a mais famosa das jóias do Ocidente! A cidade estende-se a perder de vista. O ar vibra com a melodia incansável da electricidade. Deixem-se fascinar por este lugar único, onde as luzes nunca se apagam, seja de noite, seja de dia. Aqui, a energia eléctrica chega a todos os lares providenciada pelas fabulosas Torres Tesla. Nuvens de zepelins sobem e descem com as carapaças a brilhar ao sol. Monocarris zumbem por todo o lado a incríveis velocidades de mais de cem quilómetros à hora. O ar freme com o estímulo revigorante da electricidade residual. Bem-vindos ao século XX! Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos, por escritores, jornalistas, cientistas e pensadores. Mergulhar nesta Lisboa é mergulhar numa utopia que se perdeu na nossa memória colectiva.

algo maligno

Para mim Bradbury é sinónimo de ficção mirabolante e pouco convencional, carregada de ideias e conceitos originais. Algo Maligno vem aí é particularmente especial, com pequenas pitadas de horror e episódios que nos deixam inquietos:

Poucos romances americanos causaram tanto impacto como este clássico de Ray Bradbury. Para os que acreditam na força da imaginação e ainda não experienciaram o poder hipnótico da prosa de Bradbury, estas páginas vão tornar-se numa revelação. O espetáculo está prestes a começar. O circo chega pouco depois da meia-noite, nas vésperas do Halloween. O que fariam se os vossos desejos secretos fossem concedidos pelo misterioso líder do circo, o Sr. Dark? O circo a todos chama com promessas sedutoras de juventude eterna e sonhos por cumprir…Dois amigos adolescentes, Jim Nightshade e Will Halloway, são incapazes de resistir às atrações. A sua curiosidade de rapazes fá-los descobrir o segredo oculto nos labirintos, fumos e espelhos do tenebroso circo. Inconscientes do perigo em que se veem envolvidos, uma terrível perseguição é posta em marcha e Jim e Will tudo terão que fazer para salvar as suas vidas. Mas, acima de tudo, as próprias almas… Algo Maligno Vem Aí é um dos seus livros mais amados e é pela primeira vez publicado em Portugal.

a guerra eterna

Ficção científica bélica. Apesar de ainda não ter lido este clássico do género, já li algumas histórias passadas no mesmo Universo e são simplesmente fenomenais, num Universo onde a mesma guerra decorre em várias linhas temporais. Dada a distância em anos luz entre batalhas, vão decorrendo em épocas diferentes, perdendo-se a noção da guerra na sua globalidade. Este é o primeiro volume:

Em 1997 a Terra entra pela primeira vez em contacto com os extraterrestres tauranos. Este encontro marca o início de uma guerra impiedosa. As autoridades terrestres decidem enviar um contingente de elite, e preparam um programa de treino quase inumano, destinado a produzir soldados capazes de aguentar tudo. William Mandella é um desses soldados. A fim de viajar até à frente de batalha, os soldados têm de atravessar portais chamados collapsars, que causam uma distorção espácio-temporal, fazendo com que o tempo subjetivo da nave seja mais lento que o tempo «real» do universo. Ou seja, quando Mandella regressa a casa após dois anos, quase três décadas passaram na Terra. E conforme viajam para mais longe, maior é a dilatação, passando de décadas para séculos inteiros. A luta mais cruel que estes soldados terão de travar será a sua batalha pessoal contra o tempo.

neverwhere

Pode não ser o melhor livro de fantasia criado por Neil Gaiman, nem o livro com a melhor cidade fantástica mas para mim é dos melhores livros do género, com um mundo carregado de detalhes fascinantes e personagens dementes. Neste livro existe, sob a cidade de Londres, uma outra cidade, onde a lógica que conhecemos não se aplica:

A ideia que deu origem a este romance é basicamente simples, como todas as ideias geniais. Gaiman representa Londres não como uma cidade mas como duas, a Londres-de-Cima e a Londres-de-Baixo. O protagonista, Richard Mayhew é um rapaz cândido que vem da província para trabalhar em Londres. Quando se cruzar com Door, uma fugitiva que acolherá em sua casa, por humana compaixão, quebra o compromisso com a noiva Jessica. Desde então descobre que ninguém o vê, como se nunca tivesse existido. Resta-lhe acompanhar Door na descida para as profundezas da cidade subterrânea, o mundo da escuridão, dos túneis, dos esgotos, dos edifícios abandonados. Esta fantasia urbana é o aclamado romance de estreia de Gaiman, brilhante, cheio de humor e graça, mesmo quando é assustador.

Os reinos do Norte 1

Esta trilogia fantástica  já foi adaptada para cinema com pouco sucesso e prevê-se que vá ser adaptada em pouco tempo para série televisiva. Apesar de ser juvenil não é condescendente e pode ser lida por um adulto sem que a magia se perca, fazendo alusão a períodos da nossa história de forma crítica e pertinente:

«Mundos Paralelos» é uma trilogia mágica e poderosa, recheada de aventuras, imaginação e mistério. A sua protagonista é Lyra, uma menina de onze anos que anda sempre na companhia do seu génio. E é justamente com Pantalaimon que ela irá fazer uma perigosíssima viagem até às vastidões longínquas do Norte, para tentar desvendar os seus mistérios… Mas a realidade revela-se assustadora… Lyra irá conhecer criaturas fantásticas, feiticeiras que cruzam os céus gélidos, espectros fatais e ursos blindados numa luta terrífica entre a vida e a morte, o bem e o mal, a sobrevivência ou a aniquilação do mundo… A adaptação deste primeiro volume ao grande ecrã, com o título “A Bússola Dourada”, é já uma realidade e conta com a participação de Nicole Kidman e Daniel Craig.

batalha

O livro pode ser descrito resumidamente como a história de um rato. Mas é muito mais. É também a história de um edifício magnífico e a forma como as duas se entrelaçam é algo que não vou estragar a quem quer ler:

SÓ OS ANIMAIS SABEM COMO OS HOMENS DEVEM FALAR Em Batalha, David Soares apresenta uma história em que os animais são protagonistas. Passado no início do século XV, Batalha é um romance sombrio, filosófico e comovente, que observa o fenómeno religioso do ponto de vista dos animais e especula sobre o que significa ser-se humano.Batalha, a ratazana, procura por sentido, numa viagem arrojada que a levará até ao local de construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, o derradeiro projecto do mestre arquitecto Afonso Domingues. Entre o romance fantástico e a alegoria hermética, Batalha cruza, com sensibilidade e sofisticação, o encantamento das fábulas com o estilo negro do autor.

nós

A distopia de vigilância antes de 1984 de George Orwell – um clássico do género:

O romance “Nós” foi escrito em 1920, tendo sido publicado pela primeira vez em 1924, numa tradução inglesa, em Nova Iorque. A primeira edição russa só sairia em 1952, também em Nova Iorque. Apenas na década de 80, depois da “perestroika”, pôde a obra ver a luz do dia na URSS.”Nós” constitui uma das primeiras distopias do século XX, percursora de obras com “Admirável Mundo Novo” (1930), de Aldous Huxley, “Mil Novecentos e Oitenta e Quatro” (1948), de George Orwell, e Fahrenheit 541 (1953), de Ray Bradbury. Têm em comum descreverem por antecipação a engenharia social que, apoiada no controlo do pensamento e na repressão da dissidência, garante a unanimidade totalitária.

escritor-fantasma

De Zoran Zivkovic não se encontra apenas um livro em promoção, mas três: O Escritor-Fantasma, O Último Livro Sete Notas Musicais, todos excelentes. O último é o único que é composto por pequenas histórias que se juntam numa história maior (à semelhança de outras obras do autor).

E já tendo lido estas sugestões, o que estou a pensar encomendar?

historia fabulosa

Segundo a sinopse inglesa, esta é a famosa história do homem que vendeu a própria sombra. Deixo-vos a sinopse portuguesa:

Tradução e ensaio de João Barrento; Escolha de Imagens de Lourdes Castro «No centro da História Fabulosa de Peter Schlemihl está o dilema em que o autor coloca o seu anti-herói: somos quem, ou o quê? Corpo ou sombra? Eu ou outro? Presente ou memória? Matéria ou alma?Chamisso resolve o dilema em favor de uma incógnita — a alma que Schlemihl quer preservar —, prescindindo de uma matéria socialmente útil que tem sido também uma mais valia esté- -tica — a sombra. Outros, poetas e artistas do nosso tempo, associarão à sombra um sentido de verdade (Paul Celan: «Fala verdade quem diz sombra»). E nesse diáfano livro de sombras que é o «Grand Herbier d’Ombres» de Lourdes Castro, já muito longe de Chamisso, mas ainda sob o fascínio da sua história, as sombras pedem para ser lidas como tal — nem o real, nem a sua representação recortada, mas um terceiro nível do visível, um vulnerável jardim do acaso.»João Barrento

chapeu de tres bicos

O que me chamou à atenção? O autor, o mesmo de O Amigo da Morte, um dos volumes que se encontra na colecção de Borges.

Uma novela pícara tardia mas fulgurante de Pedro Antonio de Alarcón. A sua história andava pendurada em romances de cordel, recitada em versos das feiras e das praças públicas, obscenizada até à graça que convivia mal com excessos de uma grosseria muito popular.Alarcón puxou-a para cima e para a decência, fez correr nela uma metáfora. O êxito foi tanto, que ele simulou um tédio. Tinha-a feito no tempo de uma semana, dizia, e muitas vezes sentiu «desdém pela obra pícara que ninguém impugnava», chegou a escrever. O Chapéu de três bicos é um símbolo da autoridade degradada por modas políticas vindas do exterior, mas a história não ilude um transtorno do Génesis com a serpente chegada de fora, o Adão na árvore, a Eva indiferente à maçã e a substituí-la pelas uvas de uma parreira que não oferece folhas à ocultação da vergonha. Ao lado, o sistema social e político absolutista saborosamente levado à deformação grotesca. E aragens de uma Espanha e de uma raça que escolhe impensáveis resistências quando vê em jogo os valores da sua identidade nacional.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s