O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias – João Barreiros (1)

Depois de uma primeira edição publicada na colecção da ficção científica da Caminho (mas há muito esgotada ou queimada), eis, finalmente, que está novamente disponível esta colectânea de contos de João Barreiros. Trata-se, neste caso, se uma antologia publicada pela Editorial Divergência com a inclusão de novos contos que conta com uma introdução da minha autoria. Esta edição tem uma qualidade muito superior à edição original.

Esta nova edição de O Caçador de Brinquedos possui novas histórias, bem como uma melhor qualidade de edição!

Para quem já conhece o autor, o tom ácido, sarcástico e as reviravoltas de máximo prejuízo já não serão novidade. Neste caçador de brinquedos brinca-se com a infância, ridicularizam-se as futuras tecnologias publicitárias e criam-se guerras entre espécies alienígenas. O resultado é estrondoso. Ficcionalmente falando.

“As crianças que se aproximam são bio-simulacros do seu tamanho. Uma tem a forma de um leão humanóide. A outra de um espantalho a verter palha. De braço dado caminha ao meio um mini-andróide com o rosto de Judy Garland. Defendendo o grupo, um robô de lata com uma cabeça de funil carrega aos ombros um machado”.

O volume começa com o conto que lhe dá o título: O Caçador de Brinquedos. Neste, um vírus infecta os computadores de cada brinquedos, levando-os a desligar os seus donos. Mais concretamente, os adultos, pois este vírus não consegue sobrepor os mecanismos que levam esses mesmos brinquedos a proteger as crianças.

Assim várias crianças assistem à chacina dos adultos, inclusivé dos pais, às garras dos seus próprios brinquedos. Entre elas está a criança que se irá tornar no caçador de brinquedos – um homem que abdicou do crescimento para manter uma aparência juvenil e assim se poder aproximar dos brinquedos.

Depois deste conto repleto de referências a brinquedos e filmes com algumas décadas, segue-se Quatro Milhões de Lolitas, que se centra num professor que é assediado insistentemente por uma das suas alunas. O conto sofre uma reviravolta quando se percebe que a vila onde reside o professor é antes uma nova colónia que teve um rumo de desenvolvimento inesperado.

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