


311 – We called them giants – Kieron Gillen, Stephanie Hans e Clayton Cowles – História curta com universo interessante, onde a maioria dos humanos desaparece de um dia para o outro. É neste contexto que uma jovem adolescente vê desaparecer a sua família de acolhimento, aliando-se a outra jovem rapariga para obter alimentos e companhia. Mas, para além de outros humanos (dos quais é preciso fugir) existem os gigantes, estranhas criaturas que nitidamente têm um papel no fenómeno. É uma narrativa curiosa e engraçada, mas que não achei formidável, apesar de ter elementos curiosos e interessantes;
312 – A sociedade muito secreta de feiticeiras invulgares – Sangu Mandanna – Pertencente ao género Romantasy, é uma das leituras mais engraçadas do género que li ultimamente. Ainda assim, não é perfeita. Como alguns dos livros pertencentes ao género, não explora algumas componentes interessantes da premissa, usando a premissa fantástica mais como enfeite do que fornecedor de conteúdo ou de uma lógica própria – ainda que a utilização da magia tenha aqui alguns elementos interessantes. A história decorre num mundo actual onde existe magia e as bruxas que a conseguem usar estão fadadas a crescer órfãs, havendo neste seguimento uma propensão para se isolarem. Neste caso, a bruxa retratada está em dificuldades financeiras aceitando cuidar de três pequenas jovens bruxas, ensinando-as a controlarem-se. Claro que há-de surgir um romance (com um dos cuidadores) ainda que este romance seja mal explicado;
313 – Bootblack – Mikael – O segundo volume da trilogia retorna à onda de migração para os Estados Unidos da América, no início do século XX, onde várias famílias se mudam para fugir à pobreza e tentar o sonho americano. Mas as condições em que vivem são, também elas degradadas, ao mesmo tempo que as oportunidades são poucas ou passam por actividades ilícitas. É o caso da personagem principal que se viu órfão muito cedo, na rua, como engraxador, aspirando a uma melhor existência ao lado da rapariga pela qual é fascinado. A vida da reviravoltas e a narrativa alterna com a experiência na Guerra, onde as suas origens serão recordadas demasiadas vezes. Uma excelente leitura, ainda que tenha preferido o primeiro volume;



314 – Aqui – Richard McGuire – Um livro diferente onde vemos a passagem dos tempos no mesmo lugar, um aqui ao longo de vários milénios onde andamos para trás e para a frente, ecoando com vários momentos efémeros;
315 – Emily Wilde’s Encyclopaedia of Faeries – Heather Fawcett – Depois de ler vários tipos de fantasias ao longo do ano, este entra directamente para o topo. A história decorre numa realidade onde as criaturas encantadas do reino das fadas celtas existem. Não são, claro, fadas fofinhas, mas criaturas com uma lógica muito próprio. Emily, a personagem principal, é uma académica que pretende publicar uma enciclopédia sobre estas criaturas, estando portanto em expedição. A história começa lentamente, até ao momento em que o colega Wendell se junta, com a sua dose de caos mas também de encanto, resultando numa história mirabolante. Fui a correr comprar o segundo volume e já foi uma das primeiras leituras de 2025;
316 – It lasts forever and then it’s over – Anne de Marcken – Um dos livros mais estranhos dos últimos tempos, centra-se numa zombie durante o apocalipse zombie. Enquanto os vivos tentam sobreviver, os mortos tentam recordar, havendo um grande foco em encontrar memória e sentido na existência como morto-vivo;




317 – El caballero del dragon – Emmanuele Arioli e Elimiano Tanzillo – Eis a adaptação para banda desenhada de uma história arturiana escrita no século VI, e descoberta mais recentemente. A história possui momentos interessantes, mas possui uma caracterização simplista de personagens, com algumas a ser absolutamente maléficas sem que se perceba o motivo. Em termos visuais é agradável, mas não achei o resultado final muito relevante;
318 – Monster – Vol. 3 – Naoki Urasawa – A série mantém-se interessante, ao mesmo tempo que acompanhamos o médico na tentativa de apanhar o assassino em série que é o monstro. Acusado pelas mortes, o médico movimenta-se incógnito, mantendo-se fiel aos seus princípios, mesmo quando garantir o bem o pode prejudicar. Em paralelo, percebemos um pouco mais dos métodos do Monstro que, neste volume se deixa ficar nas sombras. Uma série excepcional que continuarei a acompanhar;
319 – Um passado submerso – Ava Reid – A história pode ser enquadrada no género Romantasy, apresentando um Universo curioso que, a meu ver, não é bem aproveitado. Como ponto positivo destacaria o jogo que a autora faz para usar a magia como elemento dúbio, existindo uma parte da população mais rica e instruída que não acredita na sua existência, e uma parte da população mais pobre e supersticiosa, que possui comportamentos para evitar criaturas. Como ponto negativo, o romance. Não por este existir, mas por não existir qualquer esforço da autora para o justificar. Ainda assim, é uma leitura com alguns pontos interessantes no mundo criado, que aconselho para quem gosta de explorar diferentes vertentes do género fantástico;
320 – Dragon Ball – Vol. 1 – Akira Toriyama – Eis a leitura de uma das séries televisivas da minha adolescência. Dragon Ball era genial e se, no caso da edição portuguesa, a dobragem tinha um grande contributo na graça dos episódios, constato que o humor se mantém na versão escrita, contrastando-se a inocência de Son Goku com a das várias personagens que vai encontrando.
