Medicamentos

Uma das principais razões pela qual estou contra a venda de fármacos em qualquer local que não a farmácia é muito simples – a auto-medicamentação.

Quantas vezes já ouvi muito boa gente a recomendar medicamentos a outrém mal sabendo sequer o nome do que estão a recomendar? Ou a política do “se isto te faz bem a ti, também me faz a mim?”

E não me venham com a história de que existem medicamentos incólumes ou de propriedades exclusivamente benéficas… alguém conhece algum?? É que até as aspirinas pioram qualquer lesão no estomago e interferem com os medicamentos do coração…

Ah já agora deixo o propósito do texto – uma notícia no Público

O paracetamol, a substância activa de vários medicamentos antipiréticos (para baixar a febre) e analgésicos (para as dores), que são os fármacos isentos de receita médica mais vendidos em Portugal, pode causar problemas no fígado, mesmo quando tomado na dose recomendada, revela um estudo do “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

5 comments

  1. Os medicamentos só devem ser usados quando o seu beneficio é claramente maior que o prejuizo… e não é uma pessoa qualquer que poderá fazer este balanço. Lá está, mesmo os que parecem à partida mais inofensivos, são medicamentos, e como tal tem de se ter respeito ao que se toma..

    Com a insconciencia que existe, já é complicado colocar mão ao uso dos mesmos quando só são vendidos em farmácias..quanto mais se forem vendidos em qualquer lado…

  2. Retirar liberdade de escolha para proteger as pessoas para mim não é solução. Os Hipocondriacos continuarão a sê-lo . Os que não o são têm outros sitios para comprar . Talvez mais barato e com localização mais conveniente .

  3. Não é solução. Mas o que se tem comentado (não verifiquei por experiência própria), é que efectivamente o preço não terá baixado assim tanto – algo tipo gasolineiras que ao invés de fazerem concorrência entre elas…
    Por outro lado, nem sempre o mais barato é o melhor. E no caso dos medicamentos há muitos (demasiados) factores em ter em conta. A substância pode ser a mesma, mas a averdade é que basta ûm excepiente diferente para poder ter um efeito diferente, mais que não seja por não se libertar no organismo à mesma velocidade, ou ser absorvido de forma diferente.
    Por isso alguns medicamentos do tipo genéricos são muito bons, mas com outros é necessário ter muito cuidado.
    Liberdade de escolha, concordo plenamente, a partir do momento em que as pessoas sejam completamente informadas sobre o que estão a escolher, e saibam o que estão a comprar.

  4. “Não é solução. Mas o que se tem comentado (não verifiquei por experiência própria), é que efectivamente o preço não terá baixado assim tanto ”
    Na verdade, a minha ideia é que muitos deles ate subiram com a ausencia dos limites impostos pelo estado. Nao ha uma concorrencia igual á que existe para os outros produtos ja que as pessoas compram este ou aquele medicamento quer ele custe 1 ou 10€ se for aquilo que ja tomam ha 213 anos ou se foi o que o medico mandou…

    “E no caso dos medicamentos há muitos (demasiados) factores em ter em conta. A substância pode ser a mesma, mas a averdade é que basta ûm excepiente diferente para poder ter um efeito diferente, mais que não seja por não se libertar no organismo à mesma velocidade, ou ser absorvido de forma diferente.”
    Mesmo que os excipientes sejam todos iguais, se os medicamentos sao feitos em fabricas diferentes e com maquinas diferentes, vao ter propriedades fisicas diferentes.
    Mas isto causa diferenças minimas e pode-se dizer que os genericos sao iguais aos outros com um nivel de certeza razoavel. Podem haver pessoas ultrasensiveis que notem a diferença mas normalmente sao equivalentes. A unica excepçao foi a furosemida e acho que nunca ninguem veio a saber muito bem porque…

    Os medicamentos genericos na europa, de genericos so tem o nome… sao marcas comerciais vindas de empresas que copiam o que os outros fazem e assim poupam somas astronomicas em investigaçao e conseguem fazelos mais baratos.
    Um verdadeiro medicamento generico era um frasco em que se pusessem comprimidos sem qualquer marca e onde se pusesse um rotulo com as informaçoes da substancia sem mençao a marcas ou laboratorios.

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