A esperada sessão de autógrafos na FNAC do Colombo, que se destinava a promover o último livro de Sepúlveda publicado pela Asa (O Poder dos Sonhos), em pouco tempo se converteu em conversa política e transmissão de ideias.

Talvez por este livro ser essencialmente um conjunto de crónicas e de pequenos textos de opinião, a sessão de lançamento transformou-se, com as perguntas do público, em dissertação sobre assuntos intercontinentais – como a situação política da América do Sul, mas especificamente a complexidade da realidade brasileira; ou como a escolha da integração da Letónia, Estónia e Lituânia, enquanto a Turquia permanece no limiar europeu.

O autor apresenta-nos uma visão um pouco diferente, uma perspectiva de sul americano que vive há muitos anos em Espanha – ideias lançadas para germinar e fazer pensar: a assunção de que pensar pode ser perigoso, quando se questionam determinados factos – se questionas, é porque não acreditas piamente e isso é sinal de que não se é completamente domesticado. Outra ideia referida pelo autor refere-se à actual facilidade de divulgação de dados – sobre os quais é necessário reflectir, processar e concluir.Finalmente, mais uma curiosidade do que outra coisa, Luís Sepúlveda terá no Terreiro do Paço, um dos locais predilectos em Lisboa para contemplar o rio e terá questionado vários lisboetas quanto ao porquê da perpetuação das obras…. Várias e diferentes respostas terá escutado….

E eu que sempre pensei que tal se devia ao facto de tal zona ter sido construída em área conquistada ao rio com madeiras e género de diques… Alguém me terá dito que aquando das obras, a madeira antiga a descoberto não se manteria intacta fora de água, causando instabilidade no terreno… (alguém tem mais versões ?)