The Lady of the Sorrows é o segundo volume da trilogia Bitterbynde, iniciada com The Ill-Made Mute.

De The Ill-Made Mute tinha apenas uma vaga recordação. A história inicia-se quando um jovem ferido é levado para o castelo. Sem voz e de face desfigurada, o jovem é presa fácil para todos aqueles que desejam descarregar as suas frustações. O jovem decide-se finalmente a fugir do castelo num dos navios voadores, onde descobre que é, afinal, uma rapariga. Escondendo o seu corpo, continua a passar por um rapaz. (Os próximos parágrafos podem conter spoilers)

O navio voador é assaltado e a jovem torna-se amiga de um dos piratas – Sianadh. Ao longo das suas aventuras ao lado de Sianadh conhece um jovem guerreiro por quem se apaixona, mas do qual não tem coragem de se aproximar por se encontrar desfigurada. No final, encontra uma curandeira que lhe restaura a voz e a face.

No segundo livro, a jovem pretende revelar ao rei uma teia de traidores e um imenso tesouro escondido. Para conseguir entrada no castelo a curandeira tinge-lhe o cabelo, compra novas roupas e a jovem apresenta-se como Lady of the Sorrows. Dada a ausência do rei da Corte, terá de divulgar às pessoas mais influentes o seu objectivo. Estes tomam as medidas necessárias perante os traidores e ajudam-na a integrar-se na Alta Sociedade. Como esperado, existem nobres que não vêm com bons olhos a presença da jovem e bela rapariga e que irão conspirar para a afastar do Castelo.

A história decorre num Mundo surreal populado por elementos fantásticos semelhantes ao do folclore celta e nórdico: existem duendes que executam o trabalho doméstico e fadas que raptam humanos para o seu Mundo ou os atormentam com adivinhas e tarefas. Estas figuras saídas de contos são essencialmente amorais, e com elas são recontadas algumas das lendas mais conhecidas, desde a do tocador de flauta que leva consigo todos os ratos de uma cidade; à de um homem regressa ao seu Mundo vários anos depois apesar de apenas ter passado uma noite de festim com as fadas.

Tal como tinha referido em relação ao primeiro volume, a história centra-se demasiado numa única personagem e possui, para mim, dois pontos fracos: demasiadas deambulações românticas e um tom demasiado inocente. Quando analisada friamente, estes dois pontos retiram alguma credibilidade à história. Ainda assim, a história consegue tornar-se simpática pela forma como é desenvolvida e apresentada e leva-nos, até, a sentir alguma empatia pela personagem principal.