145 – Made Things – Adrian Tchaikovsky – Uma história que decorre num mundo fantástico de contornos medievais com magia. Aqui existem homúnculos, pequenas criaturas criadas por um mago há muitos anos, que são capazes de criar outras como elas e animá-las. Estando em expansão pelo mundo humano, aliam-se a uma criadora de marionetas (com um passado suspeito) que os ajuda a captar recursos para o seu crescimento. Mas quando esta criadora é envolvida nos planos de um barão do crime local, desenrola-se uma sucessão de episódios movimentados, onde os homúnculos terão um papel decisivo. A história é boa, destacando-se pelas criaturas que cria, mas não chega a atingir o excepcional;
146 – Naruto – Vol. 14 – Masashi Kishimoto – Enquanto a aldeia está sob ataque, Naruto procura Sasuke. A premissa leva a mais uma sucessão de episódios de confrontos violentos, onde as técnicas continuam a ser cada vez mais extraordinárias e fabulosas. É uma leitura sem grande profundidade, que depois de nos fazer criar empatia com as origens da personagem principal se centra sobretudo em criar contexto para os próximos confrontos;
147 – Frieren – Vol. 8 – Kanehito Yamada – A série tinha começado com um tom mais introspectivo com a maga élfica a aperceber-se lentamente da mortalidade dos humanos, ao mesmo tempo que demora a perceber como os seus companheiros efémeros a marcaram mais do que percebeu. Anos depois realiza nova demanda, passando por lugares onde decorreram as batalhas com os demónios, enfrentando ocasionais monstros e mostrando como a memória da humanidade parece, por vezes, curta relativamente aos feitos heróicos de outrora. Uma leitura que pega nos clichés do género e cria algo diferente;
148 – Nobody’s Baby – Olivia Waite – Em Murder by memory percebemos como a morte pode assumir contornos bastante diferentes numa nave onde as memórias de todos os viajantes são guardadas e os corpos podem ser refeitos. Já este volume centra-se na investigação de um evento que parecia impossível, a criação de um bebé pelos meios tradicionais. A história continua a jogar com a forma como as memórias são guardadas e percepcionadas, sobretudo a bordo de uma nave onde as pessoas não convivem com bebés há algumas décadas. Como o anterior é uma leitura que se destaca pela investigação criminal num contexto onde a tecnologia mudou algumas perspectivas a abordagens.