No topo, dois livros comprados conjuntamente com a Sábado – Danúbio e A Conspiração Contra a América. O primeiro é considerado a melhor obra de Magris e acompanha o curso do rio, desde a sua nascente ao mar, apresentando durante a viagem, a colorida história europeia.

O segundo parece enquadrar-se no género da história alternativa, apresentando-nos uma América onde Franklin Roosevelt terá perdido as eleições para Charles Lindbergh. Com este diferente resultado eleitoral instauram-se políticas anti-semitas, gerando um clima de terror onde as famílias judaicas são “normalmente” perseguidas.

Tender Morsels de Marco Lanagan é o vencedor, conjuntamente com The Shadow Year de Jeffrey Ford do World Fantasy Award. Entre os nomeados encontravam-se Pandemonium de Daryl Gregory, The Graveyard Book de Neil Gaiman e The House of the Stag de Kage Baker. Tendo lido e adorado Pandemonium, tenho agora elevadas expectativas para Tender Morsels, um livro cuja sinopse revela uma história que pode facilmente cair na banalidade:

Tender Morsels is  a dark and vivid story, set in two worlds and worrying at the border between them. Liga lives modestly in her own personal heaven, a world given to her in exchange for her earthly life. Her two daughters grow up in this soft place, protected from the violence that once harmed their mother. But the real world cannot be denied forever –  magicked men and wild bears break down the borders of Liga’s refuge. Now, having known Heaven, how will these three women survive in a world where beauty and brutality lie side by side?

To Build Jerusalem, de John Whitbourn é o terceiro volume numa trilogia que decorre numa realidade alternativa. A série inicia-se com A Dangerous Energy onde a rainha Elizabeth morre antes do tempo e é sucedida pela sua prima, Mary, que encabeça uma segunda e permanente reforma católica na Inglaterra e na Escócia. Ainda que seja uma história independente, To Build Jerusalem ocorre no mesmo Universo Alternativo.

Segue-se Monstrous Regiment, de Terry Pratchett, pertencente à demente série Discworld. A história segue Polly, uma jovem que disfarçada de homem, se junta ao regimento para lutar… contra o quê, parece não saber.

The Extraordinary Voyage of Jules Verne explora as histórias do próprio Júlio Verne, colocando-o como personagem em aventuras que poderiam ter sido escritas por ele – numa viagem do tempo ao passado vê-se arrastado para o Período Cretácio, e depois para um futuro distante.

Don’t Turn Out the Light é uma pequena antologia de horror reunida por Stephen Jones, onde se podem encontrar vários autores conhecidos – Ray Bradbury, Richard Matheson ou Paul McAuley.

Por sua vez, Veniss Underground é um dos livros de Jeff Vandermeer que se enquadra no género ficção científica. Deste autor apenas conheço as histórias em torno de Ambergris, uma cidade fantástica caracterizada pelo excesso de cogumelos e esporos, num melancólico ambiente weird.

Finalmente, The First Hundred Days é o primeiro volume da série de comics Ex-machina que explora uma estranha personagem, Mitchell Hundred, elegido presidente da câmara da cidade de Nova Iorque como resultado das suas acções no 11 de Setembro. A história explora não só as aventuras do herói, como actuais situações políticas.