The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction

Se bem repararam, o Rascunhos tem estado mais silencioso nestas últimas semanas. Tal redução de publicações deve-se ao surgir de um novo projecto que estou a coordenar conjuntamente com o Carlos Silva – o The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction.

Ainda que apenas tenha sido lançado no passado Sábado, dia 11, é um projecto que fervilha desde que a sua necessidade se tornou evidente na Eurocon de Barcelona, há alguns anitos. É que, após apresentarmos vários livros, autores e iniciativas portuguesas, não tinhamos nenhum portal que pudesse dar continuidade ao interesse que se gerava pelo que é feito em Portugal.

É neste seguimento que surge, então, o portal – um esforço conjunto de mais de 20 pessoas que inclui associações e vários bloggers para divulgar tudo o que ocorre a nível nacional em várias vertentes – literatura, jogos de tabuleiro, banda desenhada, videojogos, rgp, cinema, música, teatro. E em língua inglesa para podermos dar maior visibilidade internacional!

O arranque de dia 11 trouxe artigos sobre videojogos, jogos de tabuleiro, livros (claro) e banda desenhada – mas já estão programados artigos sobre cinema, teatro, eventos e muito mais. Estamos abertos a contribuições, sugestões, ideias e muito mais – basta contactarem-nos pelo formulário que se encontra na página.

Biblioteca: A progressão

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Como já devem ter reparado, a vinda de livros é constante. Mas o espaço para eles não tem crescido, pelo que as estantes que tenho estão a ficar demasiado carregadas. Finalmente decidi-me a prosseguir com o plano de distribuição de livros, arranjando mais prateleiras sem ocupar muito mais espaço.

A solução? Existem no IKEA umas estantes cuja altura é praticamente a mesma da secretária, com a diferença suficiente para caberem por baixo da parte de trás da secretária, que está a dividir o espaço. A primeira já cá está e quase parece ter sido feita à medida!

As novas estantes

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E chegou a vez das estantes da sala, aquelas que contêm maioritariamente comics e hardcovers. Na prateleira de cima estão as há muito lidas séries The Preacher e Fables. The Preacher é uma história simultaneamente violenta e cómica em que um padre foi possuído por uma criatura sobrenatural que lhe confere autoridade absoluta às suas palavras. Significa que se disser a alguém para contar os grãos de areia da praia, essa pessoa vai literalmente contar todos os grãozinhos (isto para dar um exemplo suave das possibilidades por detrás de tais comandos). Ah! E já disse que o padre tem muito pouco de Santo?

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Já de Fables faz lembrar a série Once Upon a Time, apesar de lhe ser anterior. Aqui as personagens das fábulas viram-se obrigadas a deixar o seu mundo, capturado por forças malignas, e acabaram no nosso mundo, sob forma humana. Os príncipes encantados são afinal homens narcisitas e egoístas que de cavalheiros pouco têm, a Branca de Neve está divorciada e o lobo mau é um detective humano que tenta ganhar a confiança dos outros elementos da sua sociedade. Fábula após fábula, as histórias e as personagens vão mostrando as decepções de vida em que se transformaram os contos, histórias de encantar que não conseguem sobreviver ao quotidiano.

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Outra série que me fascinou foi 1602. Pelo menos o primeiro volume. Neste mundo alternativo ao clássico mundo Marvel, os mesmos poderes surgiram alguns séculos antes, durante os descobrimentos. Depois de uma interessante primeira aventura, a mesma premissa é explorada em 1602 – New World e 1602 – Fantastic Four. Enquanto que em New World conhecemos um homem aranha diferente na colónia Virgínia, em Fantastic Four conhecemos o grupo de heróis numa peça de teatro que tentará salvar Shakespeare.

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E também nestas estantes que residem alguns dos livros de Neil Gaiman, começando por Mirrormask, um livro representativo do filme de mesmo nome, de história estranha, mas bastante estimulante em termos visuais, relembrando por vezes quadros de Dali, ainda que numa faceta mais negra. Se em Mirrormask a história não é o forte, já o mesmo não se pode dizer de Neverwhere. Tendo conhecido a história primeiro em livro e só depois a representação das personagens na banda desenhada, tenho a dizer que o que tinha imaginado não de adequa muito ao estilo apresentado. Ainda assim, é uma história espectacular, uma transformação da cidade cinzenta e opressiva, que ganha espaço e magia no submundo, uma realidade paralela e invisível à maioria dos citadinos, demasiado presos ao seu dia-a-dia.

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Do lado direito encontram-se dois dos livros mais recentes do autor: The Sleeper and the Spindle e Hansel & Gretel. Uma que adorei, outra que nem tanto. Se a primeira transfigura de forma fantástica duas conhecidas fábulas, dando profundidade e novos sentidos à Branca de Neve e à Bela Adormecida, em cenários a três cores (preto, branco e dourado) de tirar o fôlego; já o segundo apresenta-se tão negro quanto a capa contando uma conhecida história sem lhe acrescentar nada de novo, nem às personagens, nem aos acontecimentos.

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E porque faleceu recentemente, aproveito também para destacar um conjunto das obras de Terry Pratchett: três bandas desenhadas baseadas nos seus livros (Eric, The Colour of Magic e The Light Fantastic), Homenzinhos Livres (publicado pela Saída de Emergência) e Hogfather. Para quem não conhece este Universo, e para dar uma noção do nonsense que neles habita, basta descrever o mundo em que decorre, um disco suportado por quatro elefantes, por sua vez sustentados por uma tartaruga gigante. Ainda. A morte é uma personificação originada pela crença dos humanos, tal como outras figuras imaginárias como o Pai Natal. Já os académicos são um bando de lunáticos, demasiado centrados nas suas próprias experiências para se preocuparem com o mundo que os rodeia. E isto são apenas alguns detalhes do extenso mundo, carregado de sátiras em relação aos costumes e hábitos humanos.

 

As novas estantes (14)

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Estas misturam lidos com não lidos para poder manter as colecções juntas ou por uma questão de organização (altura das prateleiras e altura dos livros). Na prateleira de cima encontra-se El Mapa del Tiempo, publicado em português como O Mapa do Tempo, pela Planeta. Primeiro volume de uma trilogia, ganhou o prémio Ateneo de Sevilla em 2008 e pertence ao género Steampunk.

Por sua vez, Sleepside, é uma compilação de contos de Greg Bear que se inicia com Blood Music, o conto vencedor dos prémios Nebula e Hugo, tendo dado origem ao livro de mesmo título, este, por sua vez, nomeado para os prémios Nebula, Hugo, Campbell e British Science Fiction Awards. A história envolve nanotecnologia, retratando a tomada de consciência das pequenas máquinas no corpo do investigador que as injectou. Mas esta é apenas uma das 24 histórias da compilação.

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Apesar de promissor, Passarola Rising e tangentemente enquadrável no género Steampunk, é um livro que, tendo momentos engraçados, não me convenceu totalmente. The Sad Tale of the Brothers Grossbart ainda está por ler mas despertou-me tanto pela capa, como pela premissa: dois irmãos que pilham sepulturas:

In the plague-wracked and devil-haunted darkness of Medieval Europe, an elite few enjoy opulent lives while the majority eke out a miserable existence in abject poverty. Hungry creatures stalk the deep woods and desolate mountains, and both sea and sky teem with unspeakable horrors. For those ill-fated masses not born into wealth, life is but a vicious trial to be endured before the end of days.

Hegel and Manfried Grossbart couldn’t give a toss. Being of low birth means little, after all, when the riches of the mighty wait just inside the next crypt. The grave-robbing twins know enough about crusading to realise that if one is to make a living from the dead, what better destination than the fabled tomb-cities of Egypt? But the Brothers Grossbart are about to discover that all legends have their truths, and worse fates than death await those who would take the red road of villainy …

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Estes quatro volumes pertencem à coleção de oito volumes da Ultimate Fantasies Sequence, da Orion. Para além destes fazem também parte da colecção Elric of Melnibone, Lyonesse, The Dragon Waiting e Chronicles of Amber. Deste conjunto li apenas Lud-in-the-mist e Chronicles of Amber, o primeiro um clássico fantástico que, apesar de ter envelhecido bem, carece de alguma ironia para ser perfeito. O segundo é uma saga carregada de ironia e sarcamos, que retrata uma família disfuncional de príncipes mágicos que oscilam entre o amor faternal e as tentativas de homicídio.

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The Gollancz Future Classics é outra colecção de ficção científica da Gollancz que pretende reunir 8 futuros clássicos do género. Entre os livros escolhidos encontram-se Blood Music, Altered Carbon e Fairyland.

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E eis agora uma colecção de horror, também da Gollancz, Terror 8 : Song of Kali (publicado em português como A Canção de Kali), Darker than you think, Something Wicked This Way Comes (publicado em português como Algo Maligno Vem Aí), The Tooth Fairy, Exquisite Corpse, Ghost Story e Fevre Dream (também publicado em português como Sonho Febril).

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Seguem-se dois volumes da série Fantasy Masterworks, The Dragon Waiting e Gloriana. O primeiro venceu o World Fantasy Award, e pertence ao género de história alternativa, envolvendo vampiros e a família Medicis. Uma futura leitura no mínimo estranha. Também vencedor do World Fantasy Award (mas não só), Gloriana promete vários mundos paralelos com histórias alternativas, referências à Rainha Elizabeth I e a Albion.

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Finalmente, eis mais quatro clássicos, mas de ficção científica: Emphyrio, The Dispossessed, Dark Benediction e The Forever War.

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As novas estantes (13)

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Continuando na secção dos Não lidos, eis alguns volumes que têm ficado de lado por serem leituras mais pesadas e demoradas, ou porque outras coisas entretanto me despertaram mais curiosidade. Alguns são pouco práticos de transportar ou de ler, pelo que ficam reservados para os dias de férias.

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The Knight de Gene Wolfe será um dos quem tem sido injustamento adiado. Nomeado para o prémio Nebula de 2005, é a primeira parte de The Wizard Knight, a aventura de um rapaz americano que é transportado para um reino mágico de meandros medievais, e onde acaba por se tornar um cavaleiro. A história terá elementos da mitologia Nórdica e Arturiana e confesso que há uns anos era um tema que me interessava mais do que agora (ou não tivesse lido as séries de Stephen Lawhead, Marion Zimmer Bradley, Bernard Cornewll, Rosalind Miles e T.H. White).

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Fragile Things é uma das compilações de histórias de Neil Gaiman. Como antologia ganhou os prémios Locus, mas os contos que contem foram também premiados ou nomeados: How to talk to girls at parties ganhou o Locus e foi nomeado para o Hugo, várias histórias ganharam também o Locus, e outras o Hugo. Por sua vez, o Thirteen Orphans não teve prémios nem nomeações, mas a premissa parece-me interessante. Eis alguns críticas, uma mais positiva que a outra (Science and Fantasy Fiction | Legacy).

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Worlds Apart é um daqueles livros que me continua a interessar mas o tamanho me tem impedido de o ler. O livro reúne trabalhos contemporâneos bem como alguns bastante mais antigos como três utopias dos séculos XVIII e XIX. Uma lista completa de conteúdos encontra-se no site da Barnes and Nobles. Odyssey é um caso mais vulgar de não leitura – faz parte de uma série.

 

Últimas aquisições – Fórum fantástico 2014

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Todos os anos, no seguimento do Fórum Fantástico compro alguns livros, ou para o evento, ou no evento. Para o evento, por conta da vinda de Rhys Hughes, encomendei três livros do autor: Mister Gum, Captains Stupendous (um dos mais recentes, e dedicado s Safaa Dib) e The Gloomy Seahorse. E já estão os três assinados!

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E, claro, não podiam faltar as antologias de autores portugueses, alguns dos quais também no evento, e dos quais aproveitei também para pedir um autógrafo, Serralves, Almanaque Steampunk 2013 e Por Mundos Divergentes. Apenas o Almanaque foi adquirido no evento, os outros dois foram aquisições anteriores. Já agora aproveito para deixar, também, a opinião ao Serralves.

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E finalmente, as BD’s, essas adquiridas no evento:

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E existem ainda, os livros que não foram adquiridos em redor do evento, mas que acabaram por ser referidas, ou elemento central de algum painel:

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O Dicionário de Lugares Imaginários foi o vencedor do Prémio Adamastor de Literatura Fantástica Estrangeira, Podem ver algumas das belíssimas páginas por aqui. Segue-se Gostamos tanto da Glenda, de Cortázar, o autor chave do Fórum Fantástico deste ano onde, para além da exposição de fotografia (e respectivo concurso Cortazar Frames) se fizeram filmes e paineis.

Lisboa no Ano 2000 foi o vencedor do Prémio Adamastor pela categoria Distinção do Público de Literatura Fantástica Portuguesa. Por sua vez, Cidade Suspensa era um dos livros na shortlist do Prémio para a categoria Ficção Fantástica em Banda Desenhada, da autoria de Penim Loureiro (presente no painel de banda desenhada). Na mesma shortlist encontrava-se O Baile e As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy III, tendo sido este último o vencedor.

Finalmente, Sepulturas dos Pais é o livro de David Soares, também presente no painel de banda desenhada, e A Enciclopédia de Estória Universal de Afonso Cruz foi um dos nomeados para a categoria Literatura Fantástica Portuguesa.

As novas estantes (12)

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E porque não, variar e passar a uma na secção dos “Não lidos” ? Aqui está ! Para além de aqui estarem uma série de livros da Presença, destacam-se facilmente os The Mammoth Book! Extreme Fantasy, Extreme Science Fiction, Best Short SF Novels, Mindblowing SF, Golden Age Science Fiction, entre outros. No The Mammoth Book of Extreme Science Fiction podemos encontrar autores tão diversos quanto Clifford D. Simak, Ian McDonald, Greg Bear ou Cory Doctorow.

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Já o The Mammoth Boof of Extreme Fantasy tem histórias de Michael Swanwick, Christopher Priest ou Michael Moorcock.

Entre estes encontram-se livros de colecções e autores diversos como Metropole, de Ferenc Karinthy:

A linguist flying to a conference in Helsinki has landed in a strange city where he can’t understand a word anyone says. As one claustrophobic day follows another, he wonders why no one has found him yet, whether his wife has given him up for dead, and how he’ll get by in this society that looks so familiar, yet is so strange.

In a vision of hell, unlike any previously imagined, Budai must learn to survive in a world where words and meaning are unconnected. This is a suspenseful and haunting Hungarian classic.

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Ou The Hotel Under the Sand de Kage Baker, uma autora venvedora e nomeada para diversos prémios:

Nine-year-old Emma is lost at sea in a terrible storm. She awakens on a desolate island, frightened and lonely. Yet brave, quick-witted Emma will not be alone for long, as the ghost of a bellboy appears with the tragic tale of the Grand Wenlocke. More than a century ago, a brilliant inventor built a splendid Victorian resort, the Grand Wenlocke. The hotel was powered by a Difference Engine, a miraculous device that could slow down time (making your vacation just as long as you’d like). But just before it was scheduled to open, the Grand Wenlocke mysteriously sank under the sand. Now the storm that brought Emma to the island has awakened the hotel, perfectly preserved and as incredible as ever. While exploring the magical hotel, Emma encounters a kind-hearted cook and her faithful little dog, a seemingly fearsome pirate captain, and the imperious young heir to the Wenlocke fortune (should it ever be recovered). Adventure, friendship, peril, and perhaps even treasure–all these and more await Emma at the hotel under the sand.

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Ou ainda, Distant Early Warnings (Canada’s Best Science Fiction):

On a per capita basis, Canada has more world-class science-fiction writers than any country on Earth. Collected here are the best recent works by Hugo Award winners Spider Robinson, Robert J. Sawyer, and Robert Charles Wilson, Hugo nominees Paddy Forde, James Alan Gardner, Nalo Hopkinson, and Peter Watts, and Aurora Award winners Julie E. Czerneda and Karl Schroeder – 14 advance reports of wonders and dangers yet to come.

 

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As novas estantes (11)

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Quem nunca leu Dragonlance ? Publicados nos anos noventa pela Europa-América, e, mais recentemente, pela Saída de Emergência, são histórias divertidas que possuem todos os elementos da fantasia: elfos, magos, anões e dragões; num ambiente medieval onde cabem as mulheres guerreiras e pequenos episódios cómicos. Sem constituirem obras-primas são de leitura agradável, leve e divertida.

Os livros de Robin Cook que se seguem são, na sua maioria, thrillers com detalhes de ficção científica médica, ou seja, histórias onde o autor aproveita para explorar os resultados dos avanços científicos recentes, como a fertilização in vitro, a clonagem ou a manipulação genética. Infelizmente, tirando duas ou três histórias, existe uma linha narratória comum à maioria dos livros, que os faz previsíveis para quem leu meia dúzia.

A seguir aos Tolkien encontram-se os livros de divulgação científica de assuntos bastante diferentes que vão desde a física à biologia: a teoria do Caos que influencia as mais variadas áreas científicas, é sem dúvida uma das minhas paixões.

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Na última prateleira encontram-se alguns dos SF Masterworks, uma das colecções de ficção científica mais abrangentes, que reúne obras mais antigas e mais recentes. Os primeiros volumes da colecção têm um visual mais escuro onde se intercalam capas visualmente agradáveis com outras que… nem tanto. De entre estes livros realço dois dos meus favoritos: The Dispossessed de Ursula Le Guin, e Where Late the Sweet Birds Sang de Kate Wilhelm, ambos publicados em português como Os Despojados (numa edição miserável pela Europa-América) e Onde os Últimos Pássaros cantaram (pela Gailivro, uma edição que se encontra agora barata pela wook ou pela fnac).

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Após um intervalo de publicação, a editora voltou a lançar novos clássicos da ficção científica, agora com um visual mais claro e moderno que não agradou a todos. Foi assim que conheci City de Clifford D. Simak, uma obra brutal e The Female Man de Joanna Russ, um livro que usa os universos paralelos que usa a mesma personagem em diferentes contextos sociais para explorar o papel da mulher.

 

As novas estantes (10)

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Nestas duas prateleiras ficaram os livros da colecção Nébula (dois ciclos de romances que envolvem o homem primitivo), os Harry Potter’s, conjuntamente com alguns “órfãos” de colecção. Na segunda prateleira encontra-se um dos meus livros favoritos, The Master and Margarita de Mikhail Bulgakov – um daqueles livros a que fui adiando a leitura por conta da elevada expectativa, mas mesmo assim me surpreendeu pela positiva.

You suck, é outro dos livros de Christopher Moore que cumprem sempre o esperado: uma leitura leve e engraçada, centrada em vampiros, a tom de comédia em torno da vaga mais light de vampiros. Em Wiked Gregory Maguire explora o Mundo de Oz centrando-se em Elphaba como personagem principal. Uma história que se torna engraçada e  original ainda que demasiado explorada com sucessivas sequelas. Finalmente, Boneshaker de Cherie Priest é uma história que cruza Steampunk (com os seus cientistas malucos e invenções pouco convenciais) com zombies, de uma forma engraçada e coesa. Outro exemplo de uma realidade alternativa que perdeu parte da magia com a exploração em histórias posteriores.

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As novas estantes (7)

Continuando na secção dos já lidos, relembro agradavelmente os livros de Peter S. Beagle com vários contos fantástico (We never talk about my brother) ou Batalha (de David Soares).

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Segue-se The Alchemy of Stone, dentro do género Steampunk que deixou um gosto agradável mas simultaneamente amargo. Também estranho é Last Dragon, de McDermott, uma história pouco convencial, quer na apresentação da narrativa, quer em acontecimentos.Para uma antologia diferente, aconselho  Baggage, uma composição de histórias australianas que celebram a diversidade do continente.

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Também excelente, mas mais convencional, Realms, uma composição de contos da Clarkesworld que podem ser encontrados também online, gratuitamente. The Devil’s  Alphabet é outra surpreendente história de Daryl Gregory, que já tinha surpreendido com Pandemonium. Finalmente, The Love we Share Without Knowing acompanha o choque cultural entre ocidentais e japoneses com um toque sobrenatural.

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As novas estantes (6)

Secção dos “Já lidos”… alguns paperbacks com boas recordações: The Last Light of the Sun de Guy Gavriel Kay (muito bom), Perdido Street Station de China Miéville (encontra-se na minha lista de melhores leituras de sempre) e To say Nothing of the Dog de Connie Willis.

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Nas prateleiras de baixo estão alguns dos livros do Zoran Zivkovic, aqueles que foram publicados pela Kurodahan Press:  Four stories till the end, Miss Tamara the reader, Amarcord e Compartments. Algumas destas histórias (se não todas) podem também ser encontradas nas colectâneas da PS Publishing (que estão noutras estantes).

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Seguem-se as obras publicadas pela Livros de Areia (todos excelentes a seu género): A transformação de Martin Lake e outras histórias de Jeff Vandermeer, O Pássaro Pintado de Jerzy Kosinsky, Disney no céu entre os Dumbos de João Barreiros, Uma Nova História Universal da Infâmia de Rhys Hughes…

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Buracos Negros de Lázaro Covadlo, Fome de Elise Blackwell, Chance de Jerzy Kozinsky, Criaturas da Noite de Lázaro Covadlo e Pequenoso Mistérios de Bruce Holland Rogers.

 

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Seguem-se alguns livros de autores brasileiros, publicados pela Draco e pela Tarja: Paradigmas 1, Zochiquetzal de Gerson Lodi-Ribeiro, Os Dias da Peste de Fábio Fernandes, Vaporpunk (parte 1 | parte 2) e Steampunk (parte 1| parte 2)

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Ainda, da editora Dalkey Archive Press os livros do Michal Ajvaz, The other city e The Golden Age, e The system of Vienna de Gert Jonke:

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Finalmente, livros de várias editoras, mas também dignos de destaque: Enciclopédia da Estória Universal de Afonso Cruz, Contos do insólito de Guy Maupassant, As cidades Invisíveis de Italo Calvino, I have Waited and you have come de Martine McDonagh e O Vampiro e a família do Vampiro de Aleksei K. Tolstói.

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