Adventures in Unhistory – Avram Davidson

Autor de várias obras de ficção científica, fantástico e crime, Avram Davidson ganhou inúmeros prémios literários dentro e fora destes géneros, e chegou a ser editor da revista The Magazine of Fantasy and Science Fiction.  Aconselhado por um amigo, Adventures in Unhistory pareceu-me um bom livro para conhecer o autor, um livro que relembra obras como O Livro dos Seres Imaginários de Jorge Luís Borges.

Em Adventures in Unhistory o autor explora lendas, mitos e histórias desde Sinbad das 1001 noites aos lobisomens, passando pelos unicórnios ou sereias. São 15 capítulos em que o autor se centra num tema, e expõe factos, alguns verídicos outros fictícios, para apoiar uma teoria em torno do mito. Por exemplo, em Who Fired The Phoenix são referidas várias aves que poderão ter originado a lenda, através de analogias linguísticas ou de hábitos que as aves têm e que poderão ter criado a imagem de ave em chamas. Este foi um dos parágrafos que mais prazer me deu a ler.

Em Proscript On Prester John acompanhamos a entrega de várias cartas, supostamente provenientes de Prestes João, e a forma como estas terão alimentado a existência de um reino cristão, no Oriente, carregado de riquezas e criaturas fantásticas: um reino com o qual sonharão alguns reis europeus e de onde pensarão poder obter, também eles, riqueza e glória.

Revelando um extenso trabalho de pesquisa, Aventures in Unhistory possui um excelente conjunto de textos, que, apesar da sua densidade, se revela agradável e divertido, não só pela qualidade da escrita como pelo tom. De leitura lenta, eis um livro aconselhável a quem gosta de obras fantásticas ao género de Borges, Italo Calvino ou Zoran Zivkovic.

4 comments

  1. Lembra de alguma formas “Les Livres Maudits” do Jacques Bergier.

    Da contracapa. (Des livres au contenu prodigieux ont été systématiquement détruits tout au long de l’Histoire, d’autres ont été rendus inaccessibles au public grâce à des méthodes de chiffrage. C’est le cas du livre de Thoth, des stances de Dzyan, du manuscrit Voynich et d’Excalibur, le livre qui rend fou.
    Ils sont successivement étudiés par Jacques Bergier, dans cet ouvrage inédit, qui examine également le pourquoi des destructions massives d’ouvrages ésotériques, comme ce fut le cas dans l’incendie de la Bibliothèque d’Alexandrie.
    Une conclusion s’impose: il existe une conspiration contre un certain type de savoir, faussement appelé occute, une conspiration qui couvre tous les pays et se rencontre à toutes les époques.
    Qui donc brûle les livres maudits?)

    Um livro a comprar pelo que dizes.

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