Saga – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

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Foi com grande surpresa que vi, no Fórum Fantástico, esta edição portuguesa de grande qualidade e preço acessível (menos de 9€) – capa dura de visual simples, interior em papel cuidado como convem a banda desenhada tão colorida e movimentada quanto esta. Para além deste volume encontrei também os primeiros das séries Tony Chu (Detective Canibal) e Fatale, com a mesma qualidade e preço. O receio de sempre? Que não seja toda publicada em português e acabe por ficar na prateleira com uma série incompleta, ou com volumes dispersos em vários formatos. Felizmente, a editora já anunciou que está a preparar os segundos volumes.

Na capa vemos uma mulher com asas e um homem com chifres, ambos de armas na mão: a antevisão de uma confluto armado que não nos prepara para as primeiras páginas, carregadas de delicioso nonsense e confusão violenta. Entre impropérios característicos, numa garagem pouco apropriada, a mulher, Alana, está a dar à luz, assistida apenas por Marko. O resultado: um bebé de asas e chifres, consequência da união dos dois. Ainda não recompostos, vêem-se encurralados por uma milícia armada que os tenta capturar. Felizmente, em seu auxílio vem um grupo que, recorrendo á magia, lhe concede tempo suficiente para fugir.

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Assim conhecemos as duas fracções da guerra: a coligação Landfall, cujo nome deriva do planeta do qual provêm, e que baseia o seu poder na tecnologia; e Wreath, civilização oriunda do único satélite de Landfall, onde se usa a magia. No meio desta conflito o jovem Marko apaixona-se pela soldado que o mantém cativo, e acabam por fugir juntos. Perseguidos pela coligação e por mercenários, têm agora uma nova razão para soberviver, encontrando pelo caminho companheiros improváveis que os ajudarão de forma pouco convencional.

E claro que nada poderia ser tão simples quanto duas fracções antropóides tão semelhantes entre si: entre os mercenários encontramos figuras totalmente humanas ou mulheres aracnídeas, e entre o exércitos que os persegue encontra-se um príncipe de cabeça televisiva, um militar contrafeito em missão que serve de personagem aos episódios mais ridículos e absurdos. Pelo caminho encontramos, também, fantasmas de crianças martirizadas ou mulheres sem torso e função apenas sexual.

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Com todos estes elementos, esta Space Opera em formato de banda desenhada é, em suma, bastante divertida. Oriundos de culturas bastantes diferentes o casal discute frequentemente entre si de forma amena e cómica, e as personagens que vão encontrando, apesar de assustadoras e perigosas, vêem-se sempre em situações ridículas e inusitadas, conferindo, à história que poderia ser simplesmente trágica, pequenas piadas que aligeiram o ambiente e divertem o leitor.

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