A lista de desejos – nacional e internacional

É claro que o volume de lançamentos, quer nacional, quer internacional, consegue ultrapassar qualquer tentativa de aquisição absoluta dos livros que despertam interesse. Até porque, ainda por cima, não me interesso apenas por um género. Para agravar este problema, existem, ainda, as pessoas que resolvem comentar livros antigos, coisas lançadas há mais tempo do que leio e que também me vão interessando.

O truque é (ou assim quero pensar) criar listas de prioridades – há aqueles que, quase de certeza, aparecerão por cá nas próximas encomendas, e depois há aqueles que despertam interesse mais de coleccionador, às vezes mais intelectual que de entusiasmo pela leitura e que vão aguardando alguma promoção. Há, claro, aqueles cujo interesse se vai dissipando – ou porque entretanto se leu algo que não agradou do autor, ou porque alguns meses depois a associação que fazemos com outras obras não é a mesma. Nalguns casos, sofro do problema do mediatismo – acabo por não adquirir ou ler livros que são alvo de tão grande atenção que só a vista da capa quase que enjoa.

Mas divago. O objectivo desta rubrica é ir falando do que me despertou interesse para determinado livro.

S. sip

 

S. – Ship of Theseus – J. J. Abrams e Doug Dorst

Eis um livro que me passou totalmente ao lado. Pelos vistos saiu em 2013 e não me recordo de ter visto qualquer crítica ou comentário sobre ele. O título (S) também não ajuda. Felizmente, Carlos Silva (escritor que tem dinamizado uma série de iniciativas na ficção especulativa) falou-me do livro e fui investigar.

Nota adicionada: O João Barreiros terá recomendado o livro num dos Fórum Fantástico passados. Bolas. Por alguma razão terá ficado perdido na minha memória. Continuo a dizer que o título (simplesmente S.) não terá ajudado.

ship of theseus

Se a capa no formato digital não me desperta grande interesse, uma rápida pesquisa revela que o livro é um daqueles que tem de ser visto tridimensionalmente para cativar e que dificilmente poderá ser adaptado para formato digital e manter a experiência visual. É que para além da história base, tem as anotações de um possível leitor, e uma série de objectos entre as páginas – guardanapos escritos, notícias de jornais, fotografias ou postais, entre outros.

historia do feio

História do feio – Umberto Eco

Este cruza o interesse pelo autor, com o interesse de coleccionador. História da Beleza, do mesmo autor é, também, um volume impressionante que, apesar de ainda não ter lido, já desfolhei por algumas vezes. O que é belo e feio é sobretudo uma concepção cultural e de moda que reflecte, muitas vezes, o que é considerado saudável e reflexo de riqueza em determinada época. Este História do Feio será decerto o livro antagónico a História da Beleza.

Hauteville house

Hauteville House – Christophe Quet, Thierry Gioux, Carole Beau, Fred Duval

Não costumo ler em francês, mas à semelhança de outra banda desenhada francesa que tenho e já li (pouca, enfim), achei os cenários interiores de Hauteville House completamente fascinantes, carregando no detalhe dos grandes planos. Espelhando a rivalidade entre franceses e ingleses a meio do século XIX, terá como premissa a busca de invenções Napoleão III.

black science

Black Science – Rick Remender

Desconhecia esta publicação até ter lido a introdução do Low do mesmo autor em que ele referia ter criado outras séries envolvendo ficção científica. E falou do tema com tal gosto que fui pesquisar o que ele tinha feito anteriormente, tendo chegado a esta série, Black Science.

black science 2

Pelo que consigo pesquisar, encontramos heróis montados em monstros tradicionais e episódios que cruzam edifícios históricos com cenários futuristas numa realidade que é nomeada como Dark Realms.

o que vemos quando lemos

O que vemos quando lemos – Peter Mendelsund

Para quem olhe simplesmente para os livros referidos acima parece que apenas tenho gosto por experiências estéticas. Nem por isso, mas no sentido oposto temos este O que vemos quando lemos, que há algum tempo despertou interesse. Se nalguns livros a experiência de leitura pode ser intercalada com intensos e interessantes momentos visuais que aumentam a dimensão da história, na maioria dos livros é a própria imaginação que provoca as imagens tendo apenas por base o texto.

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