Small Gods – Terry Pratchett e Ray Friesen

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Quem conhece Terry Pratchett já está habituado ao peculiar humor carregado de absurdos que ridicularizam alguns aspectos da nossa sociedade em que se cruzam elementos científicos com religiosos e se destacam episódios particulares da história humana. Apesar de não ter lido, ainda, o livro que dá origem a esta banda desenhada (com o mesmo título), assim que vi este volume numa FNAC, tive de o trazer e de começar logo a ler.

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Para quem não conhece o Discworld, o mundo fantástico aqui apresentado é uma meia esfera suportada por quatro elefantes que se encontram no topo de uma tartaruga imensa que viaja pelo espaço. Pegando numa ideia existente em várias outras obras de que o poder dos deuses derivaria da quantidade dos seus crentes, Small Gods apresenta-nos Om, um Deus adorado numa cultura monoteísta que possui a sua própria Inquisição impiedosa e que apresenta o Mundo como uma Esfera!

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É nesta cidade que se encontra Brutha, um jovem rapaz associado à Igreja que é o único capaz de ouvir a voz de Om, o Deus que incarnou agora sob a forma de uma quase indefesa tartaruga. Viajando com outros representantes da Igreja para uma outra cidade politeísta, que se pretende conquistada, Brutha apercebe-se das várias religiões e das várias verdades associadas a cada uma delas, quando deambula entre os filósofos para obter ajuda para a sua tartaruga. Perdão, para o Deus Om.

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Apresentando os filósofos como personalidades de ego desmesurado que não têm qualquer noção científica por detrás das suas ideias (apenas imaginação) e contrastando duas cidades de ideologia religiosa bastante diferente, Small Gods parodia o fanatismo religioso, as noções do Mundo e claro, os pequenos deuses, entidades sobrenaturais que sobrevivem à custa dos seus crentes, proferindo verdades absolutas idiotas para se diferenciarem e conseguirem novos seguidores.

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Para além dos pequenos deuses e dos seus ridículos seguidores, Small Gods apresenta-nos alguns episódios com a Morte, uma das personagens mais carismáticas, aqui secundária, uma entidade cómica que, neste volume, tem algumas cenas bem colocadas.

Apresentando imagens caricatas que expressam bem o sentimento de paródia de Terry Pratchett, Small Gods é um volume nostálgico para quem conhece outras obras do Discworld, capturando o espírito da série numa história mirabolante carregada de críticas mordazes em tom leve e descontraído.

Um pensamento sobre “Small Gods – Terry Pratchett e Ray Friesen

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