Assim foi: Eurocon 2016 – Entrevista com Aliette de Bodard

Uma das primeiras autoras a ser anunciada para a Eurocon, Aliette de Bodard é uma figura simpática que inspira empatia assim que entra numa sala. A sua ficção tem sido variada, situando-se entre a fantasia e a ficção científica e mostrando elementos pouco vulgares, com contaminação mais óbvia das duas culturas em que cresceu, a francesa e a vietnamita.

A entrevista a Aliette de Bodard foi realizada por Ian Whates que se revelou, também, uma pessoa simpática e descontraída tocando-nos nos pontos óbvios para além da escrita, como o delicado equilíbrio entre o trio profissão-escritora-mãe como das dicas culinárias que vai fornecendo rotineiramente. É que a autora, para além de duas crianças, tem uma profissão a tempo inteiro como programadora, aproveitando o tempo passado nos transportes para a escrita.

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A sua primeira trilogia publicada, Obsidian and Blood Trilogy terá surgido como resposta aos relatos que estudou sobre a conquista e a colonização do continente Americano, fornecidos numa perspectiva diminuidora da variedade cultural dos indígenas. Se as civilizações americanas podem ser vistas como sanguinárias na perspectiva de quem agora as analisa, não menos sanguinárias deverá ser a Idade Média europeia quando analisados os hábitos da época (ou se realça a Inquisição e a queima às bruxas).

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Depois desta trilogia Aliette de Bodard escreveu várias outras histórias, mas nalgumas, como em On a red station, drifting e Scattered Among the Rivers of Heaven (que decorrem na mesma realidade ficcional) são mais óbvios os elementos resultados do confronto de culturas e gerações, apresentando uma, pouco europeia, submissão aos familiares mais idosos em que a sua experiência e conhecimento é valorizado acima de tudo. Neste tema Aliette realçou as diferenças culturais que encontrou entre a família vietnamita, destacando que é a pessoa mais velha, neste caso a avó que, num restaurante, pede para todos, sem questionar algum dos restantes elementos. Claro que o ambiente cultural influencia a pessoa e, como a própria admitiu sem reservas, a própria escrita.

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Mais recentemente, a autora começou a escrever num novo mundo ficcional onde os anjos são expulsos do céu, sem se recordarem do motivo, e fundam casas de magia na Terra, mais concretamente numa Paris futurista e decadente. Mas os anjos têm de se precaver – é que o seu corpo contém magia que pode ser transferida se consumirem a sua carne e nada melhor, nem mais forte, do que pó de osso de anjo.

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Primeira autora a ganhar, no mesmo ano, o prémio BSFA para o melhor romance e para a melhor estória (com respectivamente, The House of Shattered Wings e Three cups of grief, by Starlight)  tem uma história publicada em Portugal na revista Bang!, Imersão.

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