97 – Beneath the trees – where nobody sees – Patrick Horvath e Hassan Otsmane-Elhaou – Apesar do aspecto aparentemente fofinho da capa, a história centra-se na perspectiva de uma assassina que cresceu e vive numa cidade pequena. Como é esperado de uma cidade pequena, todos se conhecem, e todos colocam uma máscara para a sociedade. Neste caso, a assassina desloca-se mensalmente a outras localizações a trabalho, onde comete os seus crimes. Mas quando um assassino resolve transformar a sua cidade natal em território de caça, terá de o investigar, correndo o risco de ser exposta. A história apresenta uma tensão constante, que, à semelhança de séries como Dexter, apresenta a assassina como alguém frio, calculista e perfeccionista, havendo uma dualidade na forma como a narrativa se coloca que nos leva a sentir empatia para com a personagem principal;

98 – Fanfulla – Hugo Pratt e Mino Milani – A história segue as aventuras e desventuras de Fanfulla da Lodi, um homem que combateu durante o século XVI em várias guerras italianas. A história inicia-se com o saque de Roma, e a partir daqui, Fanfulla tece o seu próprio destino. Combatente valente e respeitado, vai-se alinhando com diferentes parte dos conflitos, e chega, até a viver num convento, onde a pasmaceira o leva a procurar novamente a acção do cenário de Guerra. As confusões políticas, as alianças e quizílias constantes, levam-no sucessivamente em lados opostos dos conflitos – seja porque se revelam traições ou novas informações;

99 – Duas raparigas nuas – Luz – A narrativa começa por se centrar em Otto Mueller que terá pintado o quadro Duas raparigas nuas nos anos 20. Após a morte do artista, a história passa a centrar-se no quadro, mostrando como as mudanças políticas fazem com que seja considerado degenerado e posteriormente escondido, como fuga a uma purga nazi de arte considerada imprópria. Na verdade, o quadro serve de elemento central através do qual se mostra o passar das décadas e como é encontrada e desencontrada;

100 – Witch Hat Atelier – Vol. 14 – Kamome Shirahama – O mais recente volume da série (lá vou eu ter de esperar agora uns meses até ao próximo) continua o cenário perigoso dos anteriores, onde uma sanguessuga gigante aparece nos ceús, ameaçando todos os seres humanos na cidade, quer sejam mágicos ou não. É neste cenário que as questões éticas e morais vão ser novamente exploradas, bem como o papel das proibições que limitam o alcance que a magia pode fornecer.