Johannes Cabal The Necromancer – Jonathan L. Howard

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Conheci este autor há uns meses na amostra gratuita da revista Lightspeed Magazine e a combinação de diversão com acção num contexto macabro de steampunk foi tão engraçada que me convenceu a pegar finalmente no livro. Apesar de pertencer a uma série que tem como centro o Necromante, é  um livro que pode ser lido isoladamente, tal como o conto a que podem aceder gratuitamente.

A aventura começa com Cabal a entrar no Inferno para ter uma conversa com o Diabo, propondo-se a concretizar uma missão com o intuito de reaver a sua alma, necessária para umas experiências que está a realizar. Antes de se encontrar com o Diabo somos bombardeados com uma visão cómica do Inferno, onde uma das figuras é um mestre na burocracia:

Sartre said that Hell was other people. It transpires one of the other people was Thrubshaw. He had lived a life of bureaucratic exactide as a clerck out in a dusty bank in a dusty town in the dusty Old West. He crossed all the t’s and dotted all the i’s. Then he made double entries of his double entries, filed the crossed t’s, cross-referenced the dotted i’s in tabulated form against the dotted j’s barred any zeroes for reasons of disambiguation, and shaded in the relative frequencies on a pie chart he was maintaining.

Então e qual a missão a que o Necromante se compromete? A conseguir enganar 100 pessoas a entregar a sua alma ao Diabo. Para tal conta com um Circo mágico carregado de figuras sobrenaturais, de natureza assustadora, e com a ajuda do que resta do irmão, falecido há muito tempo.

Passeando por vilas e terriolas perdidas o Necromante vai conseguindo captar, a um bom ritmo, as almas de que precisa, mas como seria de esperar, acontecem alguns imprevistos. Até porque o Diabo não é um adversário justo, mas Cabal vai ter de lidar com os seus vassalos na sua maneira muito particular, pouco diplomata e pouco subtil:

Billy Butler realised he had a visitor by the knock at his door. Actually, it was more by the way the door was knocked down, torn out and lobbed into the next county that was the clue.

Apesar das situações em que a personagem vai sendo colocada serem cómicas, é sobretudo a forma como o autor as apresenta, no meio de trocadilhos, que torna o conjunto bem disposto.

Have you ever seen an army of the dead? They’re far more expensive than a living one and far less use. A shambles: they march ten miles and their legs fall off . Napoleon would have aproved – that really is an army that marches on its stomach. Until if falls out

Infelizmente, nem tudo são rosas. O autor alonga-se demasiado nalgumas partes menos interessantes e menos rocambolescas, o que fez com que parasse a leitura algumas vezes, dando lugar a outros livros pelo meio. Mesmo assim, recomenda-se, pelo humor macabro e mal disposto do Necromante, sempre demasiado sério que contrasta com o tom do próprio autor. Uma história bem disposta em cenário Steampunk, em que a magia é q.b., a par com os detalhes sobrenaturais.

2 pensamentos sobre “Johannes Cabal The Necromancer – Jonathan L. Howard

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