Assim foi: Recordar os Esquecidos – Setembro e Outubro de 2016

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A sessão de Setembro coincidiu com o Fórum Fantástico, razão pela qual não pude assistir ao evento. Deixo-vos, no entanto, a lista dos livros recordados durante esta tarde, publicada pelo moderador, João Morales na página oficial do evento:

Escolhas de Maria João Cantinho

Samarcanda; Amin Malouf
Obra ao Negro; Marguerite Yourcenar
Impunidade; Helder Gomes Cacela
As Aventuras de João sem Medo; José Gomes Ferreira
A Morte de Vergílio (2 Vols); Hermann Broch

Escolhas de António Manuel Venda

O Último Espectáculo; Manuel do Nascimento
As Naus, António Lobo Antunes
O Expresso de Berlim, António de Andrade Albuquerque
Quem Inventou Marrocos, Fernando Venâncio
O Último Acto em Lisboa, Robert Wilson

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A sessão de Outubro contou com a presença de Paulo Moura e Carla Maia de Almeida.

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A primeira referência coube a Carla Maia de Almeida que referiu Pobby e Dingan de Ben Rice, uma leitura que, sendo considerada juvenil por se centrar em personagens mais jovens, não é condescendente. O livro apresenta-nos uma família que terá ido para a Austrália em busca de riqueza fácil, na região das minas de Opalas. Enquanto o pai procura a concretização de um sonho pouco provável, a menina é acompanhada por dois amigos imaginários, Pobby e Dingan, amigos que terão os seus próprios defeitos físicos e psicológicos, características que os poderão tornar mais reais do que o sonho inalcançável dos adultos.

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Paulo Moura teve como critério de selecção a pertinência de se ler os livros que apresenta nesta época. Seguindo este raciocínio, o primeiro escolhido foi Os Homens Esquecidos de Deus. Sobre a vivência no Egipto, este livro apaixona pela atitude perante a literatura, em que os homens, vivendo numa ditadura, inventam a sua própria liberdade pela forma quase livre como se reúnem e pensam. De destacar que os grupos são sempre de homens pois as únicas mulheres com que existe contacto são prostitutas, sem autonomia suficiente para se constituírem como personagens.

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Carla Maia de Almeida recorda um livro pouco falado de Arturo Pérez-Reverte, Territorio Comanche, uma reportagem literária ou novela, escrita durante a guerra da Bósnia.

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Paulo Moura traz-nos, de seguida, A Idade da Razão de Sartre, um livro onde um jovem intelectual francês explora o dilema de comprometer a sua liberdade, questionando-se se deverá combater na guerra civil.

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Carla Maia de Almeida segue-se com Pardinhas de António Mota. Herdando o nome de uma terríola que ficaria no Norte e publicado em 1986, Pardinhas retorna a um Portugal que já não existe, com o totoloto e as mãe de bata na rua. Apresenta um retrato da vida rural num Portugal salazarista, pois é o avô que vai contando alguns episódios da sua vida.

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Paulo Moura recorda um volume peculiar, O Ano Mil de Georges Duby, um livro de História que vem finalmente dar importância à vida e costumes das personagens comuns, bem como os aspectos mais quotidianos como a cozinha e o amor. É de destacar que a História até então se fazia apenas dos relatos das guerras (por parte dos vencedores, claro) e da vida dos Reis.

O ano 1000 foi sempre pensado como o ano em que terminaria o Mundo, razão pela qual se acreditava ter sido um ano de intensas doações à Igreja e aos pobres por parte dos nobres. Este livro vem, também, mostrar que esta prática terá sido bastante menos disseminada do que se acreditava.

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De Ana Saldanha, Para Maiores de Dezasseis, recordado por Carla Maia de Almeida, apresenta-nos um contexto urbano, contemporâneo e pega em assuntos difíceis como a sexualidade e os relacionamentos entre adultos e adolescentes. O livro não possui um estilo muito linear, com vários saltos no tempo.

Infelizmente aqui tive de abandonar a sessão por risco de me atrasar para o Documentário sobre o cineasta António de Macedo. Mas eis as restantes escolhas por Paulo Moura:

  • México Insurrecto; John Reed
  • Dias Comuns/ Imitação dos Dias, José Gomes Ferreira

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