The Marvellous (but authentic adventures of Captain Corcoran) – Alfred Assollant

Apresentado como um livro de aventuras para os mais novos, escrito em 1867, estas aventuras relembraram, pela sinopse, histórias como As minas do Rei Salomão ou aventuras de exploração vernianas num contexto colonial. Talvez por ter lido estes quando era muito mais nova, considero que The Marvellous (but authentic) adventures of Captain Corcoran é um livro demasiado datado, carregado de tiradas racistas (que são incluídas como sendo óbvias), preconceitos de género e de cultura que tornam a leitura, por vezes, desagradável.

“What’s the purpose of that man up front” asked the Captain, “the one who is pratically sitting on the ears of the elephant?”

“He’s the lead ridder” replied Holkar. “Only he can get the animal to listen and obey”.

“And the other one?” (…)

“My dear guest, he’s the one who will be eaten”.

“Eaten by whom? I’m not hungry, and I don’t imagine that’s the kind of food you would order for me, would you?”

“Eaten by the tiger, Captain”. (..) That’s just an english custom that we have adopted. And it’s an excellent one as you shall see. The English noticed that one often meets in our forests an animal which didn’t expect – a tiger, for exempla, or a jaguar or a panther. Now, all these animals that get up early in the morning like us, that get hungry like us, and that live by hunting, and that have no other means of existence – well they often wait for a traveller on the corner of a path, in the hope of a breakfast. Moreover, since they don’t like do attack a human whose face they can see, they almost always jump on you from behind, at the moment you least expect it, and carry you off into the jungle to eat at their leisure.

Now the english are very sensitive, very prudent – true gentleman, who regard their skin as more precious in the eyes of the Eternal Being than those of all other humans beings. (…) If by chance some misfortune should occur, it would not be right if a gentleman were exposed to the possibility of being eaten rather than the poor devil. And, after all, Divine Providence has created poor devils so that they can be eaten in the place of gentleman”.

Ainda que possamos considerar estas passagens como fruto do tempo em que o livro foi escrito, as personagens são algo lineares nas suas características. O Capitão Corcoran é o típico herói, frontal e forte, que, com astúcia, consegue salvar todos, enaltecendo as características genéricas dos franceses em relação aos ingleses, retratados como cobardes e traiçoeiros.

Possuindo algumas boas críticas aos avanços coloniais, denunciando a forma como se convenceram príncipes locais a cooperar, aumento impostos às populações para responder às necessidades dos colonizadores, possui histórias pouco realistas e demasiado simplistas, onde se destaca, como ponto positivo, o animal que acompanha sempre o Capitão – um tigre esfomeado que o protege a todo o custo e em todas as circunstâncias.

O resultado é um livro estranho. É possível simpatizar com a personagem principal nalguns momentos, que se mostra corajoso e correcto para com os locais quando tem oportunidade de os liderar, mas as constantes referências a preconceitos de nacionalidade, género e raça dificultam a leitura e levantaram-me alguns cabelos.

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