Eventos: Festival Bang!

Decorre, já no próximo fim de semana, a segunda edição do Festival Bang!, um festival de ficção especulativa organizado pela Saída de Emergência que tem este ano, como convidada especial, Robin Hobb, uma das mais conhecidas autoras de séries fantásticas!

Para além de sessões de autógrafos e exposições sobre H. P. Lovecraft, será apresentado o catálogo do próximo ano da editora e existirão demonstrações de cosplay, magia, sabres de luz. Aproveito para realçar que estaremos à conversa, Inês Botelho e eu, pelas 15h10, na sessão “As raparigas vão aos mundos todos?”.

Curiosos? Deixo-vos o programa do Festival!

2 pensamentos sobre “Eventos: Festival Bang!

  1. Eu tenho lido as edições originais da Detective Comics (tenho cerca de 8 edições desde a primeira aparição de Batman). Uma coisa que eu acho tão impressionante é o quão rápido essas histórias são. E isso me levou a pensar em quadrinhos da minha juventude e como as histórias seriam resolvidas quase que imediatamente. (“O sol está prestes a queimar!” “Oh, não!” “Alguém fez a coisa para resolvê-lo!” “Yay! Estamos salvos!”)
    Uma das coisas que faz com que a versão original do Spider-Man por Lee / Ditko seja tão emocionante (para mim) é como quase todas as edições tiveram uma história completa, juntamente com bits que estenderam as “subtramas” em andamento.
    Mas tentei ler “one shots” dos últimos anos e muitas vezes não os considero satisfatórios; eles se sentem como gastadores de tempo em comparação com histórias mais substanciais. Por outro lado, também sei que as histórias “descomprimidas” nos últimos anos também tiveram um empacotamento ruim, em que alguém pode gastar 40euros em novos problemas e ainda não ter uma história completa.
    Então, minha pergunta é: quais são seus pensamentos sobre histórias curtas? O que tu preferes? A era da história em quadrinhos única ou independente surgiu e desaparecia? Alguma coisa mudou fundamentalmente na maneira como compramos, criamos, lemos ou digerimos histórias que os tornam menos desejáveis? Ou é a mudança em mim? (Eu simplesmente não estou achando as histórias “autônomas” certas?)
    Eu tenho mais algumas reflexões sobre o assunto, mas vou calar a boca por enquanto.

    • A minha perspectiva é baseada nas minhas leituras. Confesso que não costumava ler muita banda desenhada há mais de 10 anos atrás. Não porque não gostasse, mas porque era uma despesa muito elevada para quem ainda não tinha emprego pago (e já lia imenso, pelo que o $ era dirigido para comprar livros de Ficção científica que duravam mais tempo a ler).
      Posto isto, acho que existem bons volumes únicos. Recordo os recentes lançamentos da G Floy no mercado português, ou, até, as edições da Goody que abrem e fecham histórias completas seleccionando o que publicam da série (e aqui pode ser questionável o que escolhem e porquê – comigo tem resultado de forma satisfatória, como leitora). Mas não tenho o mesmo termo de comparação.
      Acho que com a evolução das narrativas de banda desenhada (que apresentam histórias mais complexas na Image, Dark Horse ou novelas gráficas de várias editoras) as próprias histórias de super heróis começaram a apresentar histórias com outro tipo de problemas existenciais, problemas mais terra à terra, e enredos menos lineares e com maior dimensão. Noto estas diferenças quando leio histórias mais antigas (por exemplo) na colecção Marvel Graphic Novels e acho que se focam menos nos super heróis enquanto pessoas.
      Mas esteja à vontade para dissertar sobre a sua própria perspectiva.

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