The Phantom of the Opera – Varga Tomi

Este livro será lançado no final do mês de Outubro, mas entretanto peguei uma cópia para ler no Netgalley (plataforma para ARC – Advanced Reading Copy) – ainda que o conceito de adaptação para banda desenhada nem sempre me seja apelativo, gostei do visual da capa e da forma como enquadra a dualidade das duas personagens principais no layout de um teatro. Trata-se de uma adaptação visualmente competente (apesar de alguns, poucos, detalhes) que em termos narrativos entrega uma história compreensível, fazendo também, alguma caracterização de personagens.

Trata-se de um print, pelo que a imagem perdeu alguma resolução – ainda que seja representativa das diferenças visuais que podem observar nesta adaptação

A história d’O Fantasma da Ópera é conhecida. Uma jovem órfã assume o papel principal de uma ópera, revelando-se uma voz inigualável. Na audiência encontra-se uma amizade infantil que se torna na sua paixão. O segredo da sua voz? Aulas de canto dadas por um Anjo da Música, ou assim pensa a jovem, desconhecendo que por detrás do Anjo se encontra o Fantasma da Ópera, uma figura vingativa e possessiva que deambula nos corredores secretos do Teatro.

A narrativa não prossegue linearmente, dando alguns saltos que nos permitem perceber a ligação entre a jovem e a sua paixão, ou perceber como a figura do Fantasma da Ópera se transformou na figura obcecada e malévola daquele teatro.

Esta componente peca pela centralização excessiva nas personagens principais, havendo pouca interacção com outras personagens, quer em diálogos, quer em espaços físicos – algo que já advém da história original mas que, tratando-se de uma adaptação, poderia conferir um enredo ainda mais envolvente.

Em termos visuais, o estilo vai apresentando diferentes características conforme o episódio que retratam. O desenho transmite, de forma adequada, o estado de espírito de cada momento, diferenciando-se as memórias dos espectáculos, e cenas de proximidade romântica das de confronto com o Fantasma da Ópera – figura que, quando aparece, é acompanhada por um enquadramento sombrio.

É, portanto, uma adaptação visualmente fascinante, ainda que apenas tenha tido a oportunidade de a ler em formato digital, não sabendo, portanto, como será a qualidade da edição final, quer em termos de impressão, quer em acabamentos (como a capa).

A adaptação não castra a história original, conferindo o entendimento devido ao leitor. Em suma, das adaptações para banda desenhada que tive oportunidade de ler recentemente, esta é das mais competentes.

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