The Dollhouse Family – M.R. Carey, Peter Gross, Vince Locke e Chris Peter

Este é outro dos volumes da colecção Hill House da DC Comics, curada por Joe Hill, um conhecido autor de thriller de horror. O autor deste volume é bastante conhecido, tanto como autor de banda desenhada, como autor de ficção especulativa, destacando-se obras como The Girl with all the gifts, Lucifer, Hellblazer, ou The Unwritten (entre várias outras).

Neste volume apresenta uma boa história de horror, baseada num elemento que é comummente usado no género – uma casa de bonecas; ainda que a forma como a integra na história tenha alguma originalidade. A história apresenta-nos uma família ao longo de várias gerações, mostrando o seu relacionamento com a casa de bonecas.

A história

The Dollhouse Family começa por intercalar duas linhas narrativas: a de uma jovem mãe solteira no tempo moderno, e a história de um seu antepassado que, explorando uma gruta se deixa seduzir por um demónio. Entre as duas narrativas vai apresentando brevemente outras gerações, centrando-se nas personagens que vamos encontrar dentro da casa de bonecas. Como é que estas pessoas vão entrar na casa de bonecas é um dos mistérios que será resolvido ao longo da narrativa.

Opinião

A relação da casa de bonecas com a família é exposta de forma diferente do habitual. O que leva aquelas pessoas a entrar na casa é um dos elementos centrais da teia narrativa e é uma das componentes interessantes. Este elemento conecta as várias gerações e é a desculpa perfeita para explicar um pouco de cada pessoa.

No entanto, a forma como as diferentes gerações são intercaladas nem sempre é perfeita, tornando-se demasiado explicativa ou expositiva. Não se chega a criar empatia, nem existe a apresentação da personagem, tornando estes saltos mais cansativos do que deveriam ser – até porque carecem de momentos de acção.

Ainda que tenha encontrado algum interesse nas duas narrativas principais (principalmente na mais recente), existe, genericamente, uma falha em criar ligação com a maioria das personagens e em perceber os seus objectivos. Novamente, esta compreensão é apenas conseguida com as personagens da linha narrativa mais recente, bem como com a casa de bonecas.

Adicionalmente, existem alguns elementos e passagens inconsequentes, que poderiam facilmente ser excluídos da história sem alterar o seu rumo narrativo. Estes elementos não adicionam propósito, nem empatia, nem coerência. Apenas criam confusão e retiram direcção. Ultrapassando estes elementos supérfluos, existem boas ideias neste The Dollhouse family, tanto pela perspectiva com que a casa de bonecas é usada, como pela origem e propósito desta casa de bonecas.

Conclusão

Apesar de possuir boas ideias e desenvolvimento interessante de algumas personagens, The Dollhouse Family possui demasiados elementos que não contribuem para a narrativa, criando confusão e falta de propósito numa história que se poderia ter tornado excelente. Ainda assim, é uma leitura aceitável, com bons elementos de horror, cumprindo o propósito do género mas ficando abaixo dos outros dois que li da colecção.

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