17 – Rosko – Zidrou – Eis o autor num registo menos habitual, numa narrativa com mais acção e menos caracterização de personagens. A história decorre num futuro pouco distante, onde as audiências televisivas (e os consequentes lucros) levam a circos na sociededa para satisfazer os olhares. A história é boa e movimentada, apesar de alguns elementos menos extroardinários;

18 – O Deus das Moscas tem fome – Luís Corte Real – Conhecido como o editor da Saída de Emergência, Luís Corte Real lançou durante a pandemia um livro de fantasia urbana que decorre no início do século XIX. Este livro apresenta-se como uma compilação de casos com um bruxeiro como figura central, onde ocorre o combate contra as trevas. Mas o combate não é só exterior (originando várias cenas de acção) mas também interior, sabendo o leitor que a mente do tal bruxeiro está parcialmente ocupada por uma entidade antiga e maléfica;

19 – MAUS – A recente polémica em torno da proibição deste livro levou-me a relê-lo. É um relato pungente do holocasto e das suas consequências nos sobreviventes. Um livro que, sem dúvida, não devia ser proibido.

20 – Lonesome – vol. 1 – Primeiro volume de uma nova série de banda desenhada a ser publicada pela Gradiva não desagradou mas também não fascinou. A história decorre no duro Oeste, tendo como figura principal um homem que persegue um pregador que espalha o terror por onde passa. Mas a perseguição sofrerá uma suspensão imprevista quando é parado por aqueles que têm interesses económicos associados ao pregador.