Lançado em edição limitada pela PS Publishing, Illyria é um livro pequeno que conta uma história comum de forma mágica. Maddy é a irmã mais nova de uma numerosa família, da mesma forma que o primo Rogan, é o mais novo. Nascidos no mesmo dia e filhos de pais gêmeos, a relação que se estabelece entre Maddy e Rogan é mais forte do que aquela que possuem com os irmãos mais velhos ou do que com os restantes primos.

Maddy é uma jovem desengonçada, mas inteligente e dotada. Rogan é, por sua vez, descrito como um pequeno Deus – gracioso, inteligente, bonito e talentoso, com uma voz poderosa e um dom inegável para o teatro, alguém a quem ninguém fica indiferente. Com a idade vem a adolescência e a relação entre os primos passa de amizade a romance proibido sob os olhares críticos dos pais.

Para além dos pais, Maddy e Rogan crescem sob a influência da Tia, que recorda os tempos da ribalta de uma antepassada, influenciando os dois jovens no gosto pelo teatro. Será também no teatro que o nome do livro tem origem, mais especificamente na peça Twelfth Night de Shakespeare.

Nenhuma das personagens tem uma vida ideal como num conto de fadas, antes uma existência quase banal o que nos faz simpatizar com Maddy e Rogan. Em Illyria, novela premiada com o World Fantasy Award, não são os factos que são excepcionais, mas a forma como nos são relatados – o que me fez gostar bastante de uma história que de outra forma teria considerado banal.