City of Ruin – Mark Charan Newton

Nights of Villjamur foi o primeiro volume da série Legends of The Red Sun, de Mark Charan Newton, onde nos foi apresentado um novo mundo, de laivos medievais, outrora uma civilização muito avançada tecnologicamente, que se encontra em declínio.

City of Ruin segue a migração de algumas personagens principais para uma nova cidade, Villiren: Jeryd é um membro da Inquisição de Villjamur que se viu obrigado a abandonar a cidade ao descobrir um crime de larga escala envolvendo os membros mais poderosos do Império; e Brynd, o comandante albino que se desloca a Villiren para combater uma invasão proveniente de um outro Universo.

É quando um dos guardas desaparece que Brynd se cruza com Jeryd, solicitando-lhe ajuda para descobrir o paradeiro do guarda e de várias outras pessoas desaparecidas. Jeryd dedica-se a descobrir o destino dos desaparecidos, sempre acompanhado por Nanzi, uma das poucas mulheres na Inquisição. Mas os desaparecimentos não são a única preocupação de Brynd, que tenta estabelecer um pacto com as redes mafiosas de Villiren, no sentido de, juntos, combaterem a invasão premente.  O trabalho de ambos, Brynd e Jeryd é dificultado pela profundidade com que a corrupção minou a cidade de Villiren: é uma cidade em ruínas mesmo antes da invasão.

Mas em City of Ruin não acompanhamos apenas Brynd ou Jeryd. Lupus  é um membro da Night Guard, um militar que retorna à cidade e reencontra a mulher com quem terá tido um intenso namoro, Beami, uma cultista. Esta já não é uma mulher solteira, mas o relacionamento com o marido tem-se deteriorado: Malum é um homem violento, o mais poderoso mafioso da cidade que, quando tomado pela ira se transforma em algo mais do que um ser humano.

Com mais personagens e histórias paralelas, mas entrelaçadas, City of Ruin melhorou bastante em relação a Nights of Villjamur: as personagens são bem desenvolvidas e exploradas, seres humanos com falhas e virtudes, com as quais conseguimos simpatizar ou antipatizar. Por outro lado, com o desenrolar da história são revelados mais alguns detalhes deste Universo, assim como do dos invasores, mas de forma a não sobrecarregar a narrativa. Ainda, neste volume, o autor demonstra que não teme o sacrifício de personagens importantes face ao enredo.

Com cerca de 400 páginas, City of Ruin é um livro mais denso que Nights of Villjamur,  ainda que não caia em excessos. Desta forma, não é uma leitura leve, mas também não é extremamente pesada. Ficarei a aguardar impacientemente pelo próximo volume.

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